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terça-feira, 10 de março de 2026

Em texto forte, corajoso jornalista 'desconstrói as notas da mulher de Alexandre de Moraes'

JCO

O respeitado jornalista Mario Sabino publicou um artigo no portal Metrópoles "Desconstruindo as notas da mulher de Alexandre de Moraes".

Um importante e impactante texto. Leia na íntegra:

Depois que a casa caiu com a descoberta da conversa estarrecedora entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, no dia da primeira prisão do estelionatário, a doutora Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF, decidiu dar satisfações sobre o seu contrato com o Banco Master.

As satisfações não satisfazem. Vamos à primeira por ordem de relevância:

Em nota de esclarecimento à imprensa que a doutora Viviane divulgou nesta segunda-feira, ela afirma que o seu escritório fez 94 reuniões de trabalho com o Master e confeccionou 36 pareceres para o banco.

O comunicado diz que a sua equipe atuou na área de compliance do Master, ajudando a estruturá-la. A piada já veio pronta, nada a acrescentar.

A nota também afirma que, para além dos trabalhos para a área administrativa do banco, os causídicos auxiliaram na “análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais”, sem nunca ter representado o banco perante o STF. Não há explicação sobre a quais análises e estratégias o escritório se ateve.

Quem redigiu a nota fez um esforço tremendo para esticar o texto ao máximo, como se cada linha a mais pudesse justificar cada milhão embolsado pelo escritório. Veja-se o seguinte parágrafo, um clássico master de encheção de linguiça:

“Elaboração e apresentação de processos para certificação de ética e governança, com mapeamento das atividades, levantamento de documentação-base, análise das oportunidades, elaboração e revisão e treinamentos do público-alvo sobre as novas políticas, a partir da revisão do Código de Ética e Conduta, políticas de integridade, estruturação do departamento de compliance e apoio à alta administração.”

De advocacia mesmo, tem-se “atuação contenciosa específica em ação penal, cujo ajuizamento ocorreu em 17/10/2024, e inquérito policial federal específico, cuja habilitação se deu em 8/4/2024”.

Vamos fazer uma continha de padeiro: 94 reuniões, 36 pareceres e 2 atuações, uma em ação penal e outra em inquérito policial, em 22 meses de trabalho, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, período que consta na nota de esclarecimento.

Portanto, ao todo, entre reuniões, pareceres e atuações elencados na nota de esclarecimento,132 tarefas foram executadas.

Muito bem, o valor total do contrato de três anos era de espetaculares R$ 129 milhões (não há menção a dinheiro na nota); mas, como o Master foi liquidado, calcula-se que o escritório da doutora Viviane tenha recebido R$ 79,2 milhões, visto que a quantia mensal prevista no acordo era de R$ 3,6 milhões.

Deixando de lado os diferentes graus de complexidade das tarefas, isso significa que cada uma saiu pelo preço médio de R$ 600 mil, valor de apartamentos de médio padrão em São Paulo.

É um preço que só existe no mundo que parecia maravilhoso de Daniel Vorcaro, um especialista em fazer amigos caros em Brasília.

Supõe-se que a extraordinária evolução patrimonial da doutora Viviane, de R$ 24 milhões, no final de 2023, para R$ 79,7 milhões, no final de 2024, conforme publicou Lauro Jardim, o jornalista de quem Vorcaro queria “quebrar os dentes”, deva-se principalmente aos dividendos obtidos por meio do Master.

Ou seja, o contrato assinado com o banco, de um valor completamente atípico no mercado da advocacia brasileira, proporcionou à mulher de Moraes um lucro tão estratosférico, até mesmo estelar, que deveria ter acendido o alerta da área de compliance do banco, recém-implantada com a ajuda do escritório da doutora Viviane.

Vamos à segunda satisfação:

Como as emoções não param no Jardim Europa, a mulher de Moraes havia divulgado outra nota no sábado para dizer que não foi ela quem recebeu as mensagens de Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro.

É uma afirmação que só serviu para complicar a vida do ministro: se a advogada contratada a peso de ouro não foi consultada em momento tão crucial para o dono do Master, isso reforça a impressão de que o contratado por Vorcaro foi, na verdade, Moraes, não a advogada casada com ele.

O ministro era o destinatário das mensagens, não restam dúvidas, a doutora Viviane poderia ter poupado esforço. Ele até tentou negar na sexta-feira, mas o fez de maneira tão canhestra, que ficou ainda mais fácil para o jornal O Globo desmentir o desmentido de Moraes.

É que gente que acha que não deve satisfações a ninguém é muito ruim quando se vê obrigada a fazê-lo. E, pelo visto, contratou a assessoria de imprensa errada.

PS: doeu na alma que os cenários do noivado tão faustoso quanto fajuto de Vorcaro com a influencer tenham sido Villa Adriana e o Palazzo Colonna. O estelionatário conseguiu sujar até mesmo a história da minha Roma.

Mendonça pode estar correndo sérios riscos

JCO

A possibilidade de reforçar a proteção ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, está sendo analisada pela Polícia Judicial da Corte. A proposta em estudo prevê ampliar o atual esquema de segurança para contemplar também a esposa e os filhos do magistrado, que atualmente conta com escolta apenas para seus próprios deslocamentos.

Hoje, assim como ocorre com os demais integrantes do STF, agentes acompanham os trajetos oficiais e compromissos públicos do ministro. A mudança em avaliação pretende ir além desse modelo tradicional, permitindo que a escolta também esteja presente nas movimentações dos familiares, garantindo um nível mais abrangente de proteção.

Segundo informações de bastidores, integrantes da Polícia Judicial consultaram o gabinete de Mendonça para verificar a necessidade e a viabilidade prática da medida. Assessores indicam que o ministro tende a concordar com a ampliação do esquema de segurança, caso a estrutura operacional permita a implementação.

Nos últimos meses, o próprio magistrado passou a adotar cuidados extras com sua segurança pessoal. Em determinadas aparições públicas, por exemplo durante pregações realizadas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, Mendonça chegou a utilizar colete à prova de balas como medida preventiva.

A preocupação com a segurança também está relacionada a investigações conduzidas sob sua relatoria no Supremo. Entre elas estão apurações consideradas sensíveis, como o caso envolvendo o Banco Master e o esquema de fraudes com descontos ilegais em benefícios do INSS.

Em um dos inquéritos, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro descreveu a atuação de uma “organização criminosa” que funcionaria como uma espécie de milícia privada. Conforme as investigações, o grupo, identificado como “A Turma”, teria realizado monitoramento ilegal de indivíduos e promovido ameaças contra autoridades, jornalistas e adversários.

Relatórios da Polícia Federal também indicaram a existência de ordens para intimidar críticos e até promover agressões físicas. Diante desse cenário e do perfil do grupo investigado, a Polícia Judicial passou a considerar prioritário avaliar o reforço na segurança não apenas do relator, mas também de seus familiares.

Jato de luxo de Vorcaro deixa o Brasil e tem novo dono, graças a uma bem engendrada artimanha

JCO

Um dia antes de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ser preso na quarta-feira (4), na terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, em São Paulo, o mais caro de seus aviões, o Gulfstream G700, levantava voo do Brasil em direção a San Marino, um pequeno país encravado na Itália, informa O Globo.

O banqueiro, dono do Banco Master, vendeu a aeronave à empresa Flexjet. A Polícia Federal prendeu Vorcaro 24 horas depois, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

A Agência Nacional de Aviação Civil cancelou a matrícula brasileira da aeronave em 3 de março. O registro oficial classifica a operação como "exportado".

Vorcaro havia comprado a aeronave em junho de 2025, sete meses antes da transferência para a Flexjet. 

Na prática, a aeronave que Vorcaro usava para suas viagens intercontinentais não estava registrada em seu nome. Essa foi a artimanha. Por isso ela não ficou indisponível como outros bens do banqueiro durante a Operação Compliance Zero. No documento da Anac, consta como dona do avião uma empresa de propósito específico, a PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A., com sede na Alameda Tocantins, 350, em Barueri, São Paulo.

Essa empresa é controlada por Marcus Vinícius da Matta, que, segundo dados da Receita Federal, é presidente da Prime You, operadora de jatos e outras propriedades de luxo ligadas a Vorcaro e seus sócios. A empresa também é proprietária de outros bens usados pelo banqueiro, como a mansão em Brasília e o super iate Benetti Oasis 40M com dez cabines.

A influenciadora Martha Graeff, que mantinha relacionamento com Vorcaro na época, viajava nesta aeronave quando o banqueiro foi detido pela Polícia Federal em 17 de novembro. A data marcou a véspera da primeira fase da Operação Compliance Zero. Martha havia partido de Miami com destino à Europa.

A aeronave realizou retorno durante o voo quando sobrevoava o Oceano Atlântico, na região conhecida como Triângulo das Bermudas. O avião voltou ao Brasil após a notícia da prisão. O relacionamento entre Vorcaro e Martha Graeff também chegou ao fim posteriormente.

Decisões de Moraes sobre Bolsonaro e assassino de Marielle expõem diferença abissal de tratamento

JCO

Carlos Bolsonaro soltou o verbo no X:

Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que Robson Calixto Fonseca saísse da prisão para realizar uma biópsia em hospital.
Calixto foi condenado por participação no assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
O que chama atenção é o tempo da decisão: poucas horas após o pedido da defesa, o despacho já autorizava sua ida ao hospital. Enquanto isso, em um caso recente amplamente conhecido no país, uma  certa autoridade que sofreu uma queda e bateu a cabeça precisou esperar mais de 24 horas para receber autorização judicial para ir ao hospital averiguar sua condição neural e de vida.
Poucas horas para uns. Mais de um dia para outros.
O Brasil assiste e tira suas próprias conclusões. Parece tudo ter método, mas obviamente tudo não passa de mais uma coincidência!

Celular do sócio de Vorcaro vai aterrorizar ainda mais a classe política

JCO

O aparelho de Augusto Lima — o "Guga Lima", um dos principais sócios de Vorcaro — está gerando apreensão na classe política, notadamente entre os petistas. Guga Lima é próximo do ministro da Casa Civil Rui Costa, do senador Jaques Wagner — e também do ex-ministro de Bolsonaro João Roma, hoje liderança do PL no Nordeste. Três nomes. Dois campos políticos opostos.

O celular de Vorcaro já revelou ministros do STF, presidente da Câmara, senadores e apresentadores de TV. Agora o celular do sócio ameaça uma nova camada — desta vez com foco no Nordeste e em aliados que nunca imaginaram aparecer no caso Master. Todo brasileiro sabe que quando rivais históricos se unem pelo mesmo medo — é porque o problema é maior do que a política. A PF ainda tem mais de 100 dispositivos para periciar. E cada celular aberto é uma nova lista de nomes que preferia não aparecer.

segunda-feira, 9 de março de 2026

URGENTE: CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Master alcança assinaturas necessárias

JCO

O senador Alessandro Vieira (MDB) informou nesta segunda-feira (9/3) que conseguiu reunir as assinaturas necessárias para solicitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o Banco Master.

O parlamentar havia apresentado o requerimento para a criação da comissão na última sexta-feira (6/3). Nesta segunda, anunciou que já obteve as 27 assinaturas mínimas exigidas no Senado Federal para iniciar o processo de abertura da CPI.

“Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado. Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, declarou o senador.

Nos últimos meses, a condução do caso do Banco Master no STF passou a gerar questionamentos sobre a imparcialidade de magistrados da Corte. As dúvidas se intensificaram após surgirem suspeitas de possíveis vínculos entre os ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira investigada.

O ministro Dias Toffoli, que inicialmente era o relator do processo no Supremo, deixou a condução do caso após a divulgação de informações sobre uma sociedade que manteve com uma empresa associada a Vorcaro.

Mais recentemente, mensagens interceptadas pela Polícia Federal no telefone do banqueiro indicariam uma aproximação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Escândalos como esse e detalhes das festas sexuais de Vorcaro para políticos e empresários poderosos estão no "documento" recém lançamento: o livro Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF.

Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O "sistema", certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o FRETE GRÁTIS para todo o país. Acredite, o livro é a “autópsia do poder brasileiro”. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo:

https://www.conteudoconservador.com.br/products/banco-master-o-caso-blindando-pelo-stf-pre-venda

Veja a capa: 

da Redação

PF prende delegado no Rio e o motivo é assustador

JCO

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, um delegado federal identificado como Fabrizio Romano. A detenção ocorreu no contexto de uma investigação que apura suspeitas de ligação entre integrantes da política fluminense e a facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem do R7, a medida faz parte de uma série de desdobramentos da investigação em curso. A defesa de Romano foi procurada, mas ainda não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

As apurações ganharam força após a prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A detenção ocorreu em dezembro, durante a Operação Unha e Carne.

Na semana passada, a Polícia Federal concluiu o indiciamento de Bacellar e também do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. De acordo com os investigadores, há suspeitas de que ambos mantinham relação com integrantes da facção criminosa.

Segundo a investigação, os contatos envolveriam o repasse de informações sigilosas que poderiam favorecer atividades do tráfico de drogas.

Outra pessoa indiciada no caso é Flávia Júdice Neto, ex-assessora da Assembleia Legislativa. Ela é parente do desembargador Macário Júdice Neto.

De acordo com a Polícia Federal, Flávia teria transmitido dados sensíveis de investigações relacionadas a TH Joias para integrantes do Comando Vermelho.

O ex-deputado TH Joias está preso desde 3 de setembro. Ele foi detido após suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Os investigadores também atribuem ao ex-parlamentar a negociação de armas, incluindo fuzis e equipamentos antidrones, que teriam sido destinados à organização criminosa. A apuração indica ainda o uso da estrutura do mandato parlamentar para favorecer atividades do grupo.

Em texto forte, corajoso jornalista 'desconstrói as notas da mulher de Alexandre de Moraes'

JCO 09/03/2026 às 18:37 O respeitado jornalista Mario Sabino publicou um artigo no portal Metrópoles "Desconstruindo as notas da mulher...