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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

PF abre inquérito sobre fraude na filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão

JCO

A Polícia Federal abriu nesta terça-feira (18/8) um inquérito para investigar a suspeita de fraude na alteração da filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. A apuração foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques.

A investigação foi encaminhada à Superintendência da PF no Distrito Federal após a ordem do presidente da Corte. O objetivo é identificar quem incluiu Flávio no Missão, em quais circunstâncias a alteração foi realizada e como o registro foi inserido no sistema da Justiça Eleitoral.

A PF deverá apurar possíveis crimes de falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações. Na portaria que determinou a abertura do inquérito, o delegado responsável também estabeleceu que o presidente do Missão seja chamado a prestar esclarecimentos, por escrito ou presencialmente, sobre a inclusão do senador na legenda.

A alteração foi identificada em 13 de agosto, quando o sistema da Justiça Eleitoral passou a indicar Flávio como filiado ao Missão e apontava o encerramento de seu vínculo com o PL. A mudança impediu inicialmente que sua candidatura ao Palácio do Planalto fosse registrada pelo partido.

A defesa do senador afirmou ao TSE que ele nunca havia solicitado filiação ao Missão. Segundo os advogados, uma certidão emitida às 23h17 de 12 de agosto ainda registrava Flávio regularmente filiado ao PL. Menos de 11 horas depois, uma nova consulta apontava a mudança de partido.

Diante do episódio, Nunes Marques determinou que a filiação ao Missão fosse desconsiderada e restabeleceu o vínculo de Flávio Bolsonaro com o PL, existente desde novembro de 2021. Com a decisão, o sistema eleitoral voltou a apresentar o senador como integrante do PL e retirou o registro da filiação ao Missão.

Flávio conseguiu registrar sua candidatura à Presidência ainda na noite de quinta-feira. O presidente do TSE também determinou a preservação dos registros de acesso ao sistema Filia e encaminhou o caso à Polícia Federal.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) apoiou as medidas. Em parecer, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, destacou que a alteração teria ocorrido depois do encerramento do prazo para novas filiações válidas para as eleições.

Para a Procuradoria, a inclusão de Flávio em outro partido às vésperas do prazo para registrar a candidatura, depois de encerrado o período de filiação, “não guarda o mínimo sentido lógico-jurídico”.

O próprio TSE já havia descartado, antes da decisão de Nunes Marques, a hipótese de invasão do sistema da Justiça Eleitoral. Segundo a Corte, o registro de Flávio no Missão foi realizado por uma pessoa que utilizou credenciais da própria legenda.

O procedimento ocorreu por meio do Filia, plataforma utilizada pelos partidos para comunicar à Justiça Eleitoral a entrada e a saída de filiados. A inclusão do senador no Missão provocou automaticamente o encerramento de seu vínculo com o PL no sistema.

O episódio também levou o TSE a suspender temporariamente o processamento de novas filiações partidárias pelo Filia. A medida foi adotada como precaução enquanto a Corte verificava as alterações realizadas na plataforma. Segundo o tribunal, a suspensão não prejudicaria candidatos nas eleições deste ano.

Jornalista veterano denuncia o pior ataque à liberdade de imprensa que já aconteceu (veja o vídeo)

JCO

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade Online, o jornalista José Carlos Bernardi, profissional com mais de 30 anos de carreira em grandes veículos de comunicação, fez duras críticas à decisão que resultou na quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo.

 Segundo Bernardi, a medida representa um grave ataque à liberdade de imprensa e ao direito constitucional de proteção às fontes, essencial para o exercício do jornalismo investigativo. 

Luís Pablo investigava denúncias sobre o possível uso irregular de automóveis oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino. 

“Quebrar o sigilo da fonte é atentar contra um dos pilares da democracia. Sem essa garantia, o jornalismo de apuração se torna inviável e as denúncias de interesse público deixam de chegar à sociedade”, afirmou o veterano. 

Veja o vídeo: 

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da Redação

Justiça inglesa contraria STF e mantém uso de provas da Lava Jato

CNN Brasil
Justiça inglesa contraria STF e mantém uso de provas da Lava Jato

O Tribunal da Coroa em Southwark, de Londres, decidiu que a agência britânica SFO (Serious Fraud Office) pode continuar utilizando provas e documentos da Operação Lava Jato para defender confiscos de bens mesmo após o STF (Supremo Tribunal Federal) ter anulado condenações e o próprio compartilhamento desses materiais.

A decisão, assinada pelo juiz Mark Weekes, diz respeito ao caso de Mario Ildeu de Miranda, um ex-executivo da Petrobras condenado em 2020 por lavagem de dinheiro pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Em razão da condenação, o SFO do Reino Unido obteve o congelamento de contas bancárias de Miranda em Londres, que continham cerca de 7,7 milhões de dólares e 700 mil libras. Para fundamentar o pedido de confisco desses valores, foi realizado um Pedido de Auxílio Jurídico Mútuo ao Brasil em 2021.

Na época, o tribunal de Curitiba autorizou o compartilhamento de cópias integrais dos processos criminais contra Miranda com as autoridades britânicas.

A situação mudou, porém, quando o STF anulou as condenações de Miranda. O ministro Dias Toffoli, ao revisar o processo, entendeu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso e que certas provas eram inutilizáveis.

Em março de 2026, uma nova decisão de Toffoli declarou a nulidade da decisão que autorizou o compartilhamento das provas com o SFO, proibindo a prática de qualquer ato de cooperação baseado nesses materiais.

Diante disso, a defesa de Miranda recorreu ao tribunal inglês para tentar reverter o confisco dos bens. Segundo os advigados, a decisão brasileira tornou o compartilhamento de provas nulo desde o princípio e por isso o tribunal londrino estaria proibido de admitir ou confiar em evidências cuja base legal foi revogada pelo Brasil. A defesa alegou ainda que o uso contínuo dessas provas pelo SFO seria um abuso de processo.

O juiz Mark Weekes, no entanto, não acatou os argumentos. Segundo ele, o SFO pode sim continuar usando as provas, já que, embora a decisão brasileira tenha sido anulada em seu país de origem, isso não obriga automaticamente a justiça britânica a descartar o material.

O magistrado também levantou ressalvas a respeito da decisão de Toffoli, classificando-a como "altamente incomum".

"Vale observar que esta situação - uma autoridade judiciária no Estado requerido revogando, posteriormente e de forma ostensiva, a base legal interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido - é, na experiência deste tribunal, dos advogados que atuam no caso e daqueles que os instruem, no mínimo, altamente incomum", escreveu o juiz.

Weekes afirmou ainda que, embora respeite a posição de Toffoli, a decisão sequer foi analisada pelo colegiado do STF.

"Deve-se notar, de imediato, que a decisão do Ministro Toffoli é uma decisão monocrática - isto é, proferida por um único ministro do STF -, embora reconheçamos que ele é ex-presidente da Corte e, portanto, um jurista sênior e eminente naquele país. Dito isso, não se trata - como ocorre com algumas outras decisões que nos foram apresentadas - de uma decisão do que consideraríamos ser da corte completa do STF. Observamos também que a fundamentação da decisão é concisa", afirmou.

Ainda segundo o magistrado, as provas foram obtidas de boa-fé pelo SFO sob um tratado internacional válido na época e o Reino Unido mantém um forte interesse público no combate à lavagem de dinheiro de origem internacional.

Ele destacou ainda que, enquanto o processo no Brasil era criminal e contra a pessoa de Miranda, a ação em Londres é um pedido de confisco civil focado diretamente no dinheiro, o que, na visão dele, altera a análise sobre a admissibilidade das provas.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

SOLENIDADE DE REABERTURA DA IGREJA CATEDRAL.

Um momento de fé, emoção e muita alegria!!! Solenidade de Reabertura da Igreja Catedral marca um novo capítulo de esperança e renovação para toda a comunidade.

Com a presença de fiéis, autoridades e convidados, celebramos juntos o retorno deste importante templo, lugar de oração, encontro e fortalecimento da nossa fé.

Que Nossa Senhora Mãe da Divina Graça continue abençoando a todos e que esta Catedral permaneça sempre de portas abertas para acolher, evangelizar e levar a palavra de DEUS aos corações.

Viva este momento de fé e renovação!!! DEUS seja louvado!!!


Vereador Taylon, Dona Adalgisa e a pré-candidata a deputada estadual Gracinha Mão Santa

Imagens geradas pelo Fumanchú!!! O blog

PF abre inquérito sobre fraude na filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão

JCO 18/08/2026 às 21:46 A Polícia Federal abriu nesta terça-feira (18/8) um inquérito para investigar a suspeita de fraude na alteração da f...