ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Escritório confirma voos de Moraes em avião de empresa ligada a Vorcaro Escritório da esposa do ministro do STF confirmou contratação de voos em aeronaves operadas por empresa do ex-banqueiro

CNN Brasil.

Da CNN Brasil

O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou neste domingo (20) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), esteve voos de jatinho operados por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O escritório tem como sócia a esposa do magistrado, Viviane de Moraes.

Em nota enviada à CNN, o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata serviços de táxi aéreo e que a Prime Aviation está entre as empresas utilizadas. "Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório", afirma.

Antes, no fim de março, o gabinete de Moraes divulgou nota negando que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master. O posicionamento foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S. Paulo registar que o ministros esteve em ao menos oito voos de aviões ligados a Vorcaro.

Em nota divulgada na época, o gabinete de Moraes afirmou que as “ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”, acrescentando que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.

Neste domingo, o jornal O Globo divulgou vídeo que mostra Moraes e Viviane desembarcando, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após um voo de jatinho. O registro foi feito em 22 de agosto de 2025.

A aeronave utilizada, um Legacy 650 de matrícula PP-NLR, pertencia a uma empresa de Vorcaro, segundo o jornal. O escritório de advocacia informou que "a contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos".

O voo foi realizado após negociações do escritório de Viviane para um segundo contrato com empresas de Vorcaro, no valor de R$ 50 milhões. O escritório nega a existência desse segundo contrato.

De acordo com a PF (Polícia Federal), o contrato teria sido assinado pelo escritório e a Viking Participações, empresa representada Vorcaro, em 12 de maio de 2025 e previa três anos de prestação de serviços.

Dias depois, em 19 de maio, a Viking e o escritório assinaram um acordo para definir como os R$ 50 milhões seriam quitados. Desse valor, de acordo com a PF, R$ 40 milhões dos honorários devidos seriam pagos com participações em duas empresas ligadas a operação de aeronaves.

O contrato com a Viking teria sido firmado depois de outro acordo entre o próprio Banco Master e o escritório Barci de Moraes.

Assinado em janeiro de 2024, o primeiro contrato previa o pagamento de 36 parcelas mensais no valor de R$ 3,6 milhões cada, totalizando R$ 131 milhões, caso fosse integralmente cumprido. O valor líquido – descontando os impostos – ficaria em R$ 108 milhões.

Em defesa por escrito apresentada ao STF na terça-feira (15), Moraes negou a existência de um segundo contrato entre o escritório de sua família e empresas ligadas a Vorcaro.

Imparcialidade é compromisso com a verdade: A confiança nasce quando as regras valem para todos

jco

Há palavras que atravessam séculos porque não pertencem apenas a uma profissão. Imparcialidade é uma delas. Está ligada à ideia de decidir, informar ou agir sem permitir que interesses pessoais, vínculos, preferências ou preconceitos determinem o resultado de uma atividade que exige responsabilidade perante terceiros.

Em 1921, o jornalista e editor britânico C. P. Scott, ao escrever sobre os princípios que deveriam orientar um jornal, deixou uma frase que se tornou uma das referências clássicas do jornalismo: “O comentário é livre, mas os fatos são sagrados. (Comment is free, but facts are sacred). ” No mesmo texto, Scott defendeu que a voz dos adversários deveria ser ouvida tanto quanto a dos amigos e acrescentou que, mais importante do que simplesmente ser franco, era ser justo.

A ideia permanece atual porque o jornalismo não tem como missão agradar a todos. Seu compromisso é outro: apurar, conferir, contextualizar e apresentar os fatos com responsabilidade. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros estabelece que o compromisso fundamental do profissional é com a verdade no relato dos fatos e determina que a apuração seja precisa e a divulgação correta. O documento também afirma que a informação deve ser produzida segundo a veracidade dos fatos e o interesse público.

Isso não significa que o jornalista não possa ter opinião. Jornalistas são cidadãos e, como qualquer pessoa, possuem convicções. O ponto essencial está na diferença entre opinião e informação, entre comentário e notícia, entre interpretar um fato e alterar o próprio fato para fazê-lo caber em uma determinada interpretação.

A imparcialidade jornalística, portanto, não precisa ser confundida com neutralidade absoluta. Um jornalista pode escolher uma pauta, fazer perguntas difíceis, investigar uma denúncia e apontar contradições. Pode inclusive escrever um artigo de opinião. O que não deveria fazer é esconder deliberadamente informação relevante, manipular dados ou apresentar como fato aquilo que não foi comprovado.

O próprio Código de Ética prevê que o jornalista deve respeitar o direito à manifestação de opiniões divergentes e ao livre debate de ideias. Também determina que o profissional não se submeta a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação.

A preocupação com a imparcialidade não pertence exclusivamente à imprensa.

Na magistratura, ela assume uma dimensão ainda mais delicada porque uma decisão pode afetar diretamente a liberdade, o patrimônio, a reputação e os direitos das pessoas. O Código de Ética da Magistratura Nacional, do Conselho Nacional de Justiça, estabelece expressamente a independência e a imparcialidade como princípios da atividade judicial. O texto define o magistrado imparcial como aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo distância equivalente das partes e evitando comportamentos que possam refletir favoritismo, predisposição ou preconceito.

Não se trata apenas de uma recomendação abstrata. O sistema jurídico brasileiro possui mecanismos destinados a preservar essa condição. O próprio Supremo Tribunal Federal explica que impedimento e suspeição estão relacionados à imparcialidade do juiz e que existem situações legalmente previstas nas quais o magistrado não deve atuar em determinado processo.

A Constituição também assegura a liberdade de expressão e de comunicação e estabelece o acesso à informação, ao mesmo tempo em que protege a honra, a imagem e a privacidade.

É por isso que a discussão sobre imparcialidade não deveria ser tratada como uma exigência dirigida apenas ao outro. É uma cobrança que precisa começar por nós mesmos. O jornalista deve perguntar se ouviu os lados relevantes. O juiz deve verificar se há circunstância que comprometa sua isenção. O médico precisa separar a evidência clínica de preferências pessoais. O professor não deve transformar a sala de aula em instrumento de imposição de suas convicções. O árbitro precisa aplicar as regras sem favorecer uma equipe. O servidor público deve colocar o interesse público acima de conveniências particulares. O administrador, o empresário e o profissional liberal também precisam reconhecer quando interesses pessoais podem interferir em uma decisão que deveria obedecer a critérios objetivos.

A imparcialidade, nesse sentido, não significa ausência de convicções. Significa não permitir que as convicções substituam os fatos, as regras e os critérios que devem orientar determinada função.

Joseph Pulitzer, um dos nomes históricos do jornalismo norte-americano, escreveu em 1904 que uma imprensa capaz, independente e orientada pelo interesse público seria fundamental para preservar a virtude pública e a própria República. "Nossa República e sua imprensa ascenderão ou cairão juntas...". Ou seja, o jornalismo ético e capacitado é indispensável para a sustentação da democracia.

Mais de um século depois, a frase de C.P. Scott continua oferecendo uma régua simples para uma questão complexa: o comentário pode ser livre, mas os fatos não podem ser moldados para servir ao comentário.

Essa régua vale também para quem tem o poder de interpretar a lei e decidir sobre a vida dos outros. Quando uma instituição exerce uma autoridade excepcional, a confiança pública não depende apenas da correção formal de suas decisões. Depende também da percepção de que as mesmas regras, os mesmos critérios e a mesma distância das partes são aplicados independentemente de quem esteja diante dela.

É por isso que a imparcialidade deve ser mais do que uma palavra bonita em códigos de ética. Para o jornalista, ela protege a credibilidade da informação.

Para o magistrado, protege a confiança na Justiça. Para o médico, a segurança do paciente. Para o professor, a liberdade de aprender. Para o servidor, a legitimidade do Estado. Para qualquer profissional que exerça poder sobre terceiros, ela é uma forma concreta de responsabilidade.

A medida da imparcialidade não está naquilo que se afirma; está na disposição de aplicar aos próprios atos os mesmos critérios exigidos dos outros.

Os voos de Moraes no jatinho de Vorcaro e a “ética da máfia” (veja o vídeo)

JCO

Segundo as conversas, cotas do jato teriam sido repassadas à família Moraes.

Agora, surgem imagens do casal desembarcando do jatinho do Vorcaro, ou seria o jatinho deles?

A turma da "ética da máfia" no Supremo impede qualquer investigação.

Leandro Ruschel.

Veja o vídeo:

domingo, 20 de setembro de 2026

Vaza o conteúdo do envelope pardo que Mendonça levou para a sessão do STF, mas não exibiu

JCO

O conteúdo do envelope pardo que o ministro André Mendonça levou para o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na sessão de terça-feira (15), em razão dos inúmeros tumultos ocorridos, acabou não sendo exibido, como ele pretendia.

O jornalista Lauro Jardim conseguiu obter o que continha o tal envelope: o HD com o conteúdo do celular de Daniel Vorcaro com o lacre intacto da PF.

Com isso, Mendonça iria demonstrar que não foi ele quem vazou o conteúdo das conversas de Vorcaro, uma vez que nem teve acesso a elas.

Resta saber quem foi que vazou...

Certamente foi alguém com acesso direto com gente influente na Polícia Federal.

JÁ ESTÁ DISCUTIDO!!! OS MENORES PREÇOS, MAIORES PRAZOS E MELHOR ATENDIMENTO É NO ARMAZÉM PARAÍBA

JÁ ESTÁ DISCUTIDO! É NO ARMAZÉM PARAÍBA!!!

MENORES PREÇOS!!!
MAIORES PRAZOS!!!
MELHOR ATENDIMENTO!!!

Quando o assunto é economizar de verdade, não tem conversa: é ARMAZÉM PARAÍBA!!!

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Escritório confirma voos de Moraes em avião de empresa ligada a Vorcaro Escritório da esposa do ministro do STF confirmou contratação de voos em aeronaves operadas por empresa do ex-banqueiro

CNN Brasil. Da CNN Brasil 20/09/26 às 16:59 | Atualizado 20/09/26 às 16:59 O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou neste doming...