ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Vergonhosamente, Lula "foge" de simples perguntas

 25/08/2026 às 18:22

O petista Lula "fugiu" e evitou responder aos questionamentos sobre os possíveis efeitos das investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, sobre sua campanha eleitoral.

Lula conversou rapidamente com jornalistas nesta terça-feira (25), após participar da cerimônia em homenagem ao Dia do Soldado, realizada no quartel-general do Exército, em Brasília. A decisão de falar com a imprensa logo depois da solenidade não costuma fazer parte da rotina do presidente.

Apesar da oportunidade, o petista não respondeu às perguntas sobre uma eventual influência das investigações em sua campanha nem sobre se estaria decepcionado com Marcola. Fábio Luís e Marco Aurélio são investigados pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência.

Deputados gaúchos impõem derrota histórica de Eduardo Leite, e Zucco faz promessa ao povo

 25/08/2026 às 19:13

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul derrubou, nesta terça-feira (25), o veto do governador Eduardo Leite ao projeto de lei que extingue a taxa de licenciamento anual de veículos no Estado. Em uma votação unânime, foram computados 38 votos, todos contrários ao veto.

A proposta é de autoria do deputado estadual Rodrigo Lorenzoni e extingue já em 2027 a taxa de licenciamento, paga anualmente pelos proprietários de veículos no RS. O projeto já havia sido aprovado anteriormente por unanimidade pelos deputados estaduais.

Para Rodrigo Lorenzoni, a derrubada do veto é uma vitória da sociedade gaúcha.

“O veto do governador foi derrubado por unanimidade, prevalecendo o interesse público sobre a postura da gestão estadual. Esta decisão representa uma conquista para a população, garantindo o respeito ao orçamento das famílias. A cobrança, considerada indevida desde a digitalização do documento, está extinta; a partir de 2027, a taxa deixará de ser exigida, permitindo que R$ 114,09 permaneçam no bolso do cidadão. O Estado deve atuar como servidor da sociedade, e não como um ente que se beneficia dela”, comemorou o deputado.

Com a rejeição do veto, de acordo com a Constituição Estadual, a Assembleia Legislativa encaminha o projeto novamente ao governador e se ele não promulgar a lei no prazo de 48h, o presidente da AL a promulgará. A publicação no Diário Oficial sai logo na sequência e então, em poucos dias, a lei já estará em vigor.

No X, o candidato ao governo do estado e líder das pesquisas, Luciano Zucco, fez uma promessa ao povo:

Uma cobrança a menos pesando no bolso do gaúcho! 
A Assembleia derrubou o veto do governador e acabou de uma vez por todas com a taxa de licenciamento de veículos no RS. 
Parabenizo os deputados pela coragem, pois o governador ameaçou até mesmo cortar dinheiro da segurança para forçar a continuação da cobrança por um documento que já não é mais impresso. 
É difícil abrir mão de uma taxa quando se tem 31 secretarias. Eu vou passar a tesoura nessa gastança e reduzir cargos e secretarias. Teremos um governo que caiba no bolso do gaúcho.

Você está preparado para a eleição? Eis o que não pode faltar nessa batalha!

 

Acredite! Existe esperança... Mas, para a liberdade reinar no país é preciso que todos os brasileiros de bem entrem nessa batalha.

O amor pela nossa pátria se manifesta em gestos simples, mas carregados de significado. E poucos símbolos representam tão bem a identidade, a história e os valores do povo brasileiro quanto a Bandeira do Brasil.

Pensando em quem valoriza o patriotismo e o respeito aos símbolos nacionais, o Jornal da Cidade Online preparou uma oferta especial por tempo limitado: na compra de uma Bandeira do Brasil, você recebe de presente um livro conservador com conteúdo muito especial às vésperas da eleição.

Uma oportunidade única para celebrar o Brasil com orgulho e ainda enriquecer sua biblioteca com uma leitura voltada para quem aprecia princípios, tradição, liberdade e valores que ajudaram a construir nossa nação.

Seja na fachada de casa, na janela, em encontros familiares e eventos patrióticos, a bandeira se torna um símbolo de união, esperança e pertencimento.

Dois ex-ministros do TSE entram para a equipe de campanha de Lula

 25/08/2026 às 17:52

A campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva ganhou o reforço de dois nomes que já integraram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os advogados e irmãos Henrique Neves e Fernando Neves foram convidados para fazer parte da equipe jurídica responsável pela disputa eleitoral deste ano.

O convite partiu de Angelo Ferraro, coordenador-geral do jurídico da campanha. A estratégia é ampliar o grupo de advogados que atuará nas questões relacionadas à corrida eleitoral e às demandas jurídicas envolvendo a candidatura petista.

Henrique Neves chegou ao TSE como ministro substituto em 2008, após indicação de Lula. Em 2012, foi reconduzido ao tribunal, desta vez como ministro efetivo, por indicação da então presidente Dilma Rousseff. Fernando Neves, por sua vez, integrou a Corte eleitoral entre 1997 e 2004.

Além dos dois ex-ministros, outros advogados também foram incorporados à equipe por iniciativa de Ferraro. Entre os novos integrantes estão Bruno Mendonça, Luiz Eduardo Peccinin, Michel Bertoni, Fábio Brito, Antônio Leonardo, Miguel Novaes, Raphael Carvalho e Rafael Carneiro, que atua como advogado do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Na área criminal, a campanha contará com o advogado Pierpaolo Bottini. A prestação de contas da candidatura perante a Justiça Eleitoral ficará sob responsabilidade de Márcia Pelegrini e Alessandro Soares.

Segundo o coordenador jurídico, os integrantes não terão uma divisão rígida de funções. A proposta é que os advogados trabalhem de maneira integrada, permitindo que diferentes questões sejam analisadas conjuntamente pela equipe.

URGENTE: Glenn acessa processo de Filipe Martins nos EUA e faz revelações estarrecedoras

 25/08/2026 às 16:24

O jornalista Glen Greenwald acaba de publicar um artigo impactante sobre o caso Filipe Martins. Ele teve acesso aos autos do processo, que tramita numa corte federal dos EUA. Filipe Martins pede a identificação dos responsáveis pelo registro fraudulento de sua entrada naquele país e que serviu de justificativa para Alexandre de Moraes mantê-lo preso preventivamente durante todo o prazo do famigerado julgamento em que ele era réu, juntamente com outros integrantes do Governo Bolsonaro. Vale muito a leitura. Confira:

A C.B.P. da era Biden fabricou um documento usado para prender um alto funcionário brasileiro. Um juiz federal dos EUA acabou de ordenar a divulgação total.
O caso judicial federal tem implicações óbvias para a política brasileira, mas ainda mais para a segurança nacional dos EUA.
Em um caso com sérias repercussões para a segurança nacional dos EUA e para o Brasil, um juiz federal dos EUA nomeado por Clinton concluiu que um registro de imigração inserido no sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras durante o governo Biden era fraudulento. O registro fraudulento refletia uma entrada inexistente nos EUA do assessor de segurança nacional do ex-presidente Jair Bolsonaro. A entrada fabricada foi então de alguma forma obtida e usada por um controverso juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro para prender esse funcionário de segurança nacional.
Além de concluir que o documento do C.B.P. era falso, o juiz federal Gregory A. Presnell, do Distrito Central da Flórida, repreendeu os advogados do governo dos EUA por se recusarem a apresentar todos os documentos em posse do governo sobre quem era responsável por esse registro fraudulento e como ele acabou sendo usado no Brasil para prender um dos assessores mais próximos de Bolsonaro. Obtive uma cópia da transcrição dessa audiência judicial nos EUA e noticiei os acontecimentos na Folha de S.Paulo, o maior jornal do Brasil, na sexta-feira.
As ordens do juiz foram emitidas como parte de uma ação judicial movida em um tribunal federal dos EUA no final do ano passado por Filipe Martins, o principal assessor de Bolsonaro para relações internacionais, que foi preso preventivamente por seis meses em 2024 com base nessa entrada falsa de imigração do C.B.P. Na época, Martins aguardava julgamento sob a acusação de ter participado com Bolsonaro de uma trama para um golpe de estado após a vitória apertada de Lula sobre Bolsonaro na eleição presidencial de 2022.
O juiz que supervisiona os casos envolvendo o suposto golpe é o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que se tornou um alvo político não apenas em seu próprio país, mas também em todo o mundo. Ele supervisionou um esquema de censura tão severo que até mesmo o The New York Times citou especialistas em liberdade na internet chamando-o de “uma expansão de poder potencialmente perigosa e autoritária”. Em outras ocasiões, o Times — obviamente hostil a Bolsonaro — levantou questões sérias sobre se Moraes se tornou uma grave ameaça à democracia brasileira em nome de salvá-la.
Este é o mesmo juiz que ordenou que tanto o Rumble quanto o Twitter fossem bloqueados em todo o Brasil por se recusarem a cumprir todas as suas ordens de censura. Quando ele não conseguiu cobrar uma multa massiva que havia imposto ao Twitter devido à falta de contas bancárias da empresa no país, ele simplesmente ordenou quefundos fossem removidos das contas da Starlink, uma empresa completamente diferente ligada a Musk. No ano passado, o governo Trumpimpôs sanções financeiras pessoais sobre Moraes, alegando que Moraes realizou ataques tirânicos aos direitos de liberdade de expressão de empresas dos EUA e corrompeu a Justiça brasileira para fins abertamente partidários. O governo Trump parece pronto para impor sanções a ele novamente.
Moraes tem demonstrado repetidamente uma obsessão particular em punir Martins, que foi nomeado por Bolsonaro como seu assessor de segurança nacional aos 31 anos. A lei brasileira é semelhante à lei americana no que diz respeito aos direitos do réu em relação à prisão preventiva: em geral, os réus podem permanecer em liberdade antes do julgamento, salvo em circunstâncias muito restritas (como prova de intimidação de testemunhas ou um plano para fugir do país). Moraes de alguma forma obteve o falso registro de entrada da C.B.P. mostrando que Martins saiu do Brasil para os EUA e nunca voltou e, então, usou essa prova falsa para ordenar sua prisão preventiva antes do julgamento, alegando que isso provava que Martins buscava fugir da Justiça. Moraes colocou Martins em uma prisão particularmente severa, claramente esperando induzir “confissões” que implicassem Bolsonaro e outros inimigos políticos do juiz.
Uma das muitas perguntas que nunca foram respondidas — além da questão central de quem fabricou este documento — é como esse falso registro de entrada da C.B.P. foi parar nas mãos de brasileiros que tentavam prender Martins. A primeira vez que esse falso registro da C.B.P. apareceu publicamente foi quando um repórter brasileiro conhecido por ser muito próximo de Moraes, Guilherme Amado, publicou uma reportagem repleta de falsidades, claramente concebida para incriminar Martins, começando pela manchete altamente acusatória (e falsa): “Sob investigação, ex-assessor de Bolsonaro foi a Orlando em 2022 e evaporou.”
Apenas duas semanas depois, o mesmo repórter anunciou que o próprio Moraes havia começado a usar essa alegação, falando em off com vários jornalistas e políticos para lhes dizer que Martins havia ido aos EUA e “desaparecido”, claramente preparando o terreno para ordenar sua prisão. Semanas depois, Moraes fez exatamente isso, emitindo uma ordem que se baseava em um relatório policial com o registro fraudulento da C.B.P. para alegar que Martins havia ido aos EUA e nunca retornado ao Brasil (isto é, “evaporado”).
Não apenas é agora indiscutível que o documento em que essa história se baseou era fraudulento, como até a própria C.B.P. admite, mas ele já era tão obviamente fraudulento desde o início. De fato, em apenas dois dias de investigação do caso lá em 2024, eu já havia obtido tanta prova definitiva de que Martins nunca tinha saído do Brasil que nem mesmo meus meticulosos editores na Folha de S.Paulo tentaram de qualquer forma diluir a linguagem forte da minha reportagem — publicado logo após a ordem original de prisão de Moraes — declarando que Martins tinha sido preso com base em uma fraude clara.
Uma montanha de evidências provou que Martins esteve no Brasil o tempo todo, incluindo voos domésticos que Martins pegou dentro do Brasil na maior companhia aérea do país durante o período em que ele supostamente tinha “evaporado” nos EUA. Até mesmo o procurador federal que tinha solicitado originalmente a prisão de Martins com base no registro fraudulento da C.B.P. admitiu rapidamente que Martins nunca tinha saído do Brasil e instou Moraes a libertá-lo. Mas o juiz recusou, deixando-o preso por mais seis meses com base em uma mentira deslavada.
O processo de Martins nos EUA foi movido contra o Departamento de Estado e a C.B.P. sob a Lei de Liberdade de Informação. Seu pedido via F.O.I.A. buscava todos os documentos internos do governo dos EUA que mostrassem quem foi responsável, durante os anos Biden, pela entrada fraudulenta de imigração e como isso acabou nas mãos de Moraes como pretexto para a prisão de Martins. Quando a C.B.P. se recusou a fornecer esses documentos, alegando uma investigação em curso, ele processou a agência sob a F.O.I.A. Na última audiência judicial, oo juiz sênior nomeado por Clinton ordenou que funcionários da C.B.P. lhe fornecessem todos os documentos relacionados à investigação da C.B.P. que revelam quem foi especificamente responsável por essa fraude e como ela acabou nas mãos de autoridades brasileiras que buscam prender Martins.
O juiz Presnell expressou indignação pelo fato de a C.B.P. ter se recusado até agora a fornecer os documentos. Ele começou a audiência deixando sua visão sobre o caso muito clara, e enfatizou que havia pouco sobre esses eventos que fosse desconhecido ou duvidoso:
Os advogados da C.B.P. ofereceram suas desculpas por não terem produzido ainda os documentos esclarecedores para Martins. Martins, alegaram eles, não especificou quais funcionários da C.B.P. participaram da fraude, e os advogados insistiram que, por isso, não podiam restringir as buscas. O juiz, que agora tem 83 anos e está no tribunal há décadas, mal tentou esconder seu desprezo pela óbvia desonestidade de má-fé que moldava as desculpas dos advogados do governo:
Uma razão pela qual o juiz é tão enfático quanto à clareza dos fatos aqui é que a própria C.B.P., sob grande pressão política para explicar como algo tão estranho e tão prejudicial pôde ter acontecido, admitiu a fraude meses atrás. Em outubro do ano passado, a C.B.P. emitiu uma declaração pública admitindo essencialmente que o registro de imigração que alguém inseriu em seu sistema sob o governo Biden era falso, mas também, simultaneamente, perfeitamente projetado para permitir que o juiz Moraes, no Brasil, justificasse a prisão de Martins. A C.B.P., agora sob o governo Trump, disse:
Após a conclusão da análise, determinou-se que o Sr. Martins não entrou nos EUA naquela data.
Esta conclusão contradiz diretamente as alegações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes, um indivíduo que foi recentemente sancionado pelos EUA por suas violações dos direitos humanos contra o povo brasileiro.
Reconhecemos que o Ministro de Moraes citou um registro errôneo para justificar a prisão de meses do Sr. Martins. A inclusão deste registro impreciso nos sistemas oficiais da C.B.P. permanece sob investigação, e a C.B.P. tomará as medidas apropriadas para evitar que discrepâncias futuras ocorram.
A C.B.P. condena veementemente qualquer uso indevido desta falsa entrada para apoiar a condenação ou prisão do Sr. Martins ou de qualquer pessoa.
Durante a audiência, o juiz novamente enfatizou não apenas a simplicidade dos fatos aqui, mas também o quão perturbadores eles são:
Esta audiência mais recente e essas declarações definitivas do juiz demonstraram por que este caso se tornou cada vez mais suspeito e bizarro. As implicações políticas são óbvias: autoridades do governo Biden — abertamente hostis ao governo Bolsonaro e fortemente favoráveis a Lula — fabricaram deliberadamente um registro de imigração para permitir que Moraes ordenasse a prisão injusta deste alto funcionário brasileiro?
Mas isso também tem graves implicações de segurança nacional para os EUA: se agentes da C.B.P. — ou as autoridades políticas que os supervisionam — estão dispostos e aptos a inserir registros de imigração falsos no sistema da C.B.P. sobre quem entrou no país, ou, inversamente, a remover e deletar registros de entrada genuínos para esconder quem entrou nos EUA, então todos os tipos de perigos à segurança nacional são manifestos.
Em dezembro passado, Martins foi um dos muitos auxiliares de Bolsonaro considerados culpados por Moraes de conspirar com Bolsonaro para arquitetar um golpe, e foi sentenciado a 21 anos de prisão. Bolsonaro foi sentenciado a quase 30 anos. Seus recursos estão pendentes. Pela lei brasileira, um condenado não pode ser preso até que tenha esgotado todos os recursos (este precedente foi estabelecido em 2019, ordenando a soltura de Lula da prisão enquanto aguardava seus recursos).
Mas um mês após a condenação, com Martins em prisão domiciliar, Moraes alegou que Martins de alguma forma violou as restrições ao uso de redes sociais quando seus advogados acessaram uma conta no LinkedIn. Moraes então ordenou que a Polícia Federal prendesse Martins e o levasse de volta para a prisão, onde ele permanece desde então enquanto aguarda seu recurso.
O Brasil tem eleições nacionais agendadas para 4 de outubro de 2026. Não apenas escolherá entre Lula e Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, na corrida presidencial, mas também elegerá uma nova lista de senadores federais. O Senado já está muito próximo de ter os votos necessários para remover Moraes do Tribunal por meio de impeachment. Há uma boa chance de que a eleição de outubro entregue os votos finais necessários no Senado para removê-lo.
Nesse meio tempo, parece óbvio que uma investigação séria e agressiva do Congresso é necessária para chegar ao fundo de como o sistema de imigração dos EUA — obviamente vital para a segurança nacional dos EUA — pôde ter sido tão facilmente fraudado e manipulado para fins políticos.

Indicado por Trump para a embaixada no Brasil se manifesta sobre a eleição

 

O político republicano Daniel Perez, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir a embaixada norte-americana no Brasil, afirmou que não pretende interferir nas eleições brasileiras de outubro. Em entrevista a uma emissora de Miami, ele declarou que a escolha do próximo presidente cabe exclusivamente aos brasileiros e que trabalhará com qualquer candidato que sair vencedor.

Embora sua indicação já tenha sido aprovada pelo Senado dos Estados Unidos, Perez ainda depende do aval do governo do petista Lula para assumir oficialmente o posto diplomático em Brasília. Segundo ele, a posição que adotará no Brasil será de respeito ao processo eleitoral e de cooperação com o governo que for escolhido nas urnas.

"Isso cabe aos brasileiros decidir e eles têm um processo eleitoral pelo qual precisam passar em outubro. Quem quer que saia como vencedor, será o líder do Brasil e será com quem estarei trabalhando", afirmou à WPLG Local 10, no domingo (23).

Perez reforçou que, neste momento, sua atenção está voltada principalmente para a política norte-americana, especialmente para a Flórida. Ele voltou a destacar que não pretende exercer qualquer influência sobre a disputa eleitoral brasileira.

"Mas não, estamos aqui nos Estados Unidos agora, e as eleições nos Estados Unidos são as importantes para mim, especificamente na Flórida, claro. Mas a eleição no Brasil cabe aos brasileiros decidir, e quem quer que eles decidam como vencedor será a pessoa com quem trabalharei", reiterou.

Caso seja autorizado a assumir a embaixada, Perez afirmou que sua primeira preocupação será garantir a segurança dos cidadãos norte-americanos que vivem ou estão de passagem pelo Brasil. Na sequência, segundo ele, a prioridade será fortalecer a relação diplomática entre os dois países.

"O primeiro objetivo será sempre a segurança e a proteção dos americanos que estão no Brasil", declarou.
"Logo depois disso, virá a diplomacia. Agora, há um certo impasse entre o Brasil e os Estados Unidos e é um país difícil para se estar em impasse, porque eles são um parceiro comercial muito grande para nós, o maior da América do Sul", acrescentou.

O republicano disse ainda esperar que a aproximação entre os dois governos permita reduzir as divergências atuais e ampliar a cooperação bilateral.

"Acredito que assim que eu colocar os pés no chão e construir esses relacionamentos, com sorte poderemos diminuir essa distância e continuar avançando de forma positiva. Esse é o objetivo, pelo menos. Mas acho que até eu chegar lá, é difícil dizer", completou.

Interesses econômicos dos EUA serão prioridade

Durante a entrevista, Perez também foi questionado sobre as tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros e sobre a recente conversa telefônica entre Donald Trump e Lula.

O indicado para a embaixada afirmou que pretende participar das negociações defendendo prioritariamente os interesses econômicos dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, disse acreditar que existe espaço para acordos que beneficiem os dois países.

"Não fui tímido quanto a isso. Claro que quero diplomacia. Claro que quero que nossos países se entendam. Mas estou lá em uma única missão, que é garantir que os Estados Unidos fiquem em uma posição melhor amanhã do que estão hoje", declarou.
"Parte disso é a economia. E acho que há um espaço aqui onde ambos os países podem ganhar. Há alguns setores em que estamos sendo taxados em 18, 19%. Etanol é um bom exemplo, por parte dos brasileiros. E estamos reciprocando essa taxa agora em 1,5%, 1%. Então, o que acho que estamos buscando aqui é apenas algum tipo de reciprocidade quando falamos de tarifas e impostos de modo geral", continuou.

Perez afirmou não conhecer os detalhes da conversa entre Trump e Lula, mas avaliou que os dois presidentes devem buscar uma solução que seja favorável aos respectivos países.

"Mas tenho certeza de que ambos estão tentando chegar a um acordo que seja benéfico para seus países", pontuou.

Filho de cubanos, Perez também comentou o crescimento da comunidade de imigrantes cubanos no Brasil, especialmente em Curitiba. Ele afirmou ter se surpreendido com o número de pessoas que deixaram Cuba e passaram a viver no país.

"Eu não tinha ideia [de que havia tantos cubanos que imigraram para o Brasil]. E veja, você não pode culpá-los por tentar fugir da ilha de Cuba do jeito que está hoje. Acho que está em uma posição terrível. Acho que os americanos têm sido muito vocais sobre nossas crenças em relação ao regime, especificamente agora com as péssimas condições e a falta de direitos humanos que existem lá", disse o republicano.

O futuro embaixador afirmou que pretende conhecer melhor a situação dos cubanos no Brasil depois de assumir o cargo, caso receba a autorização necessária.

"Assim que eu chegar lá, avaliarei a situação e verei como é. Mas não fui informado sobre nada disso formalmente [...] Não foi surpreendente. Quero dizer, cubanos são lutadores. Somos resilientes. E acho que o que estamos sempre procurando é apenas oportunidade. E se o Brasil está dando a eles essa oportunidade, então é provavelmente por isso que tentaram sair de Cuba e encontraram um novo lar no Brasil", concluiu.

Perez ainda depende de aval do governo brasileiro

Apesar da aprovação de sua indicação pelo Senado dos Estados Unidos, Daniel Perez ainda não pode assumir a embaixada em Brasília. O governo brasileiro precisa conceder o chamado "agrément", documento pelo qual o país receptor manifesta formalmente sua concordância com a indicação de um representante diplomático estrangeiro.

No início do mês, Lula afirmou em entrevista que "não vai receber embaixador nenhum no Brasil até as eleições". Até o momento, o governo brasileiro não concedeu o aval para Perez.

Segundo o professor da Temple University, Lucas de Souza Martins, sem o agrément não é possível dar prosseguimento à nomeação. Ainda existem, posteriormente, formalidades previstas na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, como a comunicação ao Itamaraty sobre a chegada do representante e a apresentação das cartas credenciais.

O impasse diplomático entre Brasília e Washington se agravou após o governo Trump revogar o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Uma autoridade do Departamento de Estado norte-americano classificou a medida como uma ação recíproca diante da demora brasileira em conceder o agrément para Perez.

Os Estados Unidos afirmaram que o visto da embaixadora brasileira será restabelecido imediatamente caso o governo brasileiro conceda o aval ao indicado por Trump.

O Palácio do Planalto, por sua vez, criticou a decisão norte-americana e afirmou que o processo de concessão do agrément é confidencial. Segundo o governo brasileiro, o nome indicado deveria ser divulgado somente depois da anuência.

"O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro. O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise", completou o governo brasileiro.

Vergonhosamente, Lula "foge" de simples perguntas

  25/08/2026 às 18:22 O petista Lula "fugiu" e evitou responder aos questionamentos sobre os possíveis efeitos das investigações e...