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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Arsenal de munição contra Lula na reta final abala a campanha petista

JCO

A reta final da disputa presidencial de segundo turno foi atingida pela centralização de uma série de denúncias, menções e vazamentos envolvendo a investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master, criando uma nova onda de questionamentos políticos direcionados ao Palácio do Planalto e a Lula.

Parlamentares de oposição passaram a correlacionar episódios distintos do inquérito — que vão de repasses milionários a sigilos decretados e trocas na liderança governista — para pressionar a campanha à reeleição de Lula por esclarecimentos detalhados sobre as conexões de integrantes do governo com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

O roteiro de críticas explorado pela oposição baseia-se em quatro pilares principais extraídos das investigações.

O primeiro envolve a acusação de que Vorcaro teria repassado R$ 30 milhões em dinheiro não contabilizado para um documentário sobre a trajetória de Lula.

Na esteira das mensagens apreendidas pela PF, adversários trouxeram à tona diálogos que citam o termo “festa sem a Janja”, interpretado por críticos como um indicativo de proximidade em eventos privados.

Além disso, o foco político voltou-se contra o senador Jaques Wagner, que deixou a liderança do governo e teve bens bloqueados sob a suspeita de intermediar interesses do banco em troca de vantagens financeiras.

Para selar a narrativa de falta de transparência, a ala oposicionista questiona duramente a imposição de um sigilo de 100 anos sobre a lista de visitantes recebidos pelo banqueiro na prisão.

Em resposta ao cerco digital e político, a coordenação jurídica aliada ao governo acionou a PF alegando que os relatos do banqueiro são caluniosos, carecem de provas materiais e já foram descartados pelas próprias autoridades no passado.

O comitê de Lula argumenta que o momento do vazamento dessas informações e a unificação dos termos buscam construir um fato político artificial para desgastar a imagem do presidente perante os eleitores indecisos, enquanto a oposição insiste que os episódios reunidos demandam uma investigação ampla e independente dos órgãos de controle.

A “revolta” dos marqueteiros de Lula

JCO

Imagina nas últimas semanas antes do segundo turno, um áudio de Vorcaro na qual o banqueiro alega que o instituto Lula recebeu grana por fora, fazendo um comparativo com Flávio dizendo que o financiamento do filho 01 foi por meios legais, e o do Lula não?

Imagina o Lula tentando pegar a única petista ainda em evidência para ajudar na campanha dele, e descobrir que a mulher tem várias postagens pedindo para fechar igrejas no estilo Nicaragua. Acho que temos de parar de pagar os marqueteiros do Flávio, e começar a pagar os do Lula.

Impeachment de Moraes é inegociável e Dino segue na mira

JCO

A equipe de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), considera inegociável o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A campanha do presidenciável entende que o afastamento do magistrado é necessário para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes.

As críticas a Moraes se acumulam desde a abertura do Inquérito das Fake News, em março de 2019. O procedimento foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, sem provocação da Polícia Federal (PF) nem do Ministério Público. Toffoli também designou diretamente Moraes para conduzir a investigação, sem distribuição por sorteio entre os ministros.

De lá para cá, Moraes ordenou o bloqueio de contas bancárias e de perfis em redes sociais, autorizou operações de busca e apreensão contra jornalistas, empresários e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinou a remoção de publicações. Algumas dessas medidas foram adotadas sem que os atingidos fossem ouvidos previamente.

Para aliados de Flávio, esses episódios integram o histórico que justifica a responsabilização do magistrado. A equipe considera que a ausência de uma reação efetiva do Senado permitiu a continuidade de decisões abusivas.

Quanto ao ministro Flávio Dino, sua situação também é extremamente delicada e, após a concretização do impeachment de Moraes, fatalmente será a bola da vez.

É a assepsia.

Propinoduto: Vorcaro pagou filme sobre Lula para fazer negociatas com o governo (veja o vídeo)

JCO

Em declarações públicas recentes sobre o escândalo do Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as investigações deveriam seguir até o fim, doa a quem doer. O jargão, usado para indicar equidistância e rigor, voltou ao ponto de partida em tom de ironia ministerial.

A revista VEJA (ed. 3016) detalha o conteúdo de áudios e anexos apresentados em junho à Procuradoria Geral da República pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O material descreve um suposto esquema de propina e acesso aos bastidores do governo federal para alcançar os fundos de pensão de estatais.

Segundo o relato de Vorcaro, a aproximação com o núcleo do governo passou por nomes centrais do Partido dos Trabalhadores. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, teria aberto o contato inicial. Em seguida, o sócio do banco, Augusto Lima, teria tratado os detalhes operacionais com João Vaccari Neto, ex tesoureiro do PT. O ingresso no arranjo teria exigido cerca de R$ 30 milhões em espécie, encaminhados, via Paulo Okamotto, ao custeio do documentário de Oliver Stone sobre Lula, além de quantia não revelada destinada ao Instituto Lula. Ficou acertado um pedágio de 10% sobre qualquer captação nos fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras e dos Correios. Nas contas de Vorcaro, a projeção apontava R$ 1 bilhão ao PT e R$ 9 bilhões ao operador.

No Palácio do Planalto, os contatos avançaram na Secretaria de Relações Institucionais. O ministro Alexandre Padilha teria indicado que conversas com Olavo Noleto, então secretário executivo, equivaliam a tratar diretamente com a chefia da pasta.

A proposta de acordo de Vorcaro foi recusada. Mensagens extraídas do celular do banqueiro, porém, registram a sequência dos fatos. Em 29 de abril de 2024, um intermediário identificado apenas como Júlio apresentou Vorcaro a Olavo Noleto. No mesmo dia, o Banco Master entrou na lista exaustiva, relação que credencia instituições financeiras a receber aportes dos fundos públicos.

Ainda em 29 de abril, Júlio cobrou R$ 500 mil pela intermediação. Dois dias depois da inclusão na lista, Vorcaro e o ministro Alexandre Padilha jantaram na casa do banqueiro. Em outubro, Júlio enviou mensagem ao banqueiro: o PR vai te receber.

As operações sofreram um solavanco em julho de 2024, depois que a imprensa divulgou a destituição de gerentes da Caixa contrários às operações do Master. Vorcaro sustenta que movimentações com fundos municipais renderam cerca de R$ 6 milhões ao grupo ligado a Padilha. Sobre transações paralelas sob investigação, o banqueiro resumiu a própria leitura: o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi.

Lula, Alexandre Padilha e Olavo Noleto negam qualquer irregularidade ou favorecimento ao Banco Master. Até o momento, não há prova material de que o encontro com o presidente prometido por Júlio tenha ocorrido. O único registro confirmado no Palácio do Planalto data de 4 de dezembro de 2024, fora da agenda oficial, e tratou do andamento do Banco Master junto ao Banco Central.

A PGR descartou o anexo do delator porque pagamentos em dinheiro vivo não deixam lastro documental nem provas auditáveis. O critério gerou questionamentos nos bastidores do Ministério Público, já que o pagamento em espécie serve, por definição, para impedir a formação de provas. No mesmo pacote arquivado constavam menções a repasses ao senador Davi Alcolumbre e a integrantes do Judiciário.

Vorcaro negocia entrevista com grande emissora

JCO

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, estaria em negociação para conceder uma entrevista exclusiva a uma emissora de televisão sobre a crise que levou à liquidação do banco e terminou com sua prisão.

Pessoas ligadas ao ex-banqueiro teriam procurado a Globo para discutir a possibilidade da conversa. Ao mesmo tempo, Roberto Cabrini, da Record, também teria demonstrado interesse em entrevistar Vorcaro.

A realização da entrevista, no entanto, depende de autorização judicial. Como o ex-banqueiro está preso, a eventual gravação precisaria ocorrer dentro da unidade prisional e seguir as regras de segurança e as condições determinadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

De acordo com a publicação, a preferência de Vorcaro seria por uma entrevista com Roberto Cabrini, no programa “Domingo Espetacular”. A avaliação seria de que a Record teria maior disponibilidade de tempo na programação para uma conversa mais extensa.

A eventual entrevista poderia dar ao ex-banqueiro espaço para apresentar sua versão sobre as acusações e os acontecimentos envolvendo o Banco Master, mas qualquer gravação ainda depende do aval da Justiça.

O dramático fim de Soraya: Do Senado para a prisão

JCO

O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar (PL-AL), garante que vai "até o fim" para obter a prisão dos parlamentares que o acusaram de estupro de vulnerável.

"Eu tô com o coração descansado, mas vou até o fim como cidadão buscar a punição e a prisão dos parlamentares criminosos", afirmou.

O ministro Gilmar Mendes arquivou a investigação do caso, confirmando sua inocência.

A decisão acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou que as diligências realizadas não encontraram elementos suficientes para confirmar os supostos crimes ou identificar os envolvidos.

Gaspar nega as acusações desde o início e afirma que o caso teria motivação política. Após o arquivamento, ele declarou que pretende continuar buscando medidas judiciais contra os parlamentares e afirmou que irá até as últimas consequências para responsabilizá-los.

Os autores da calúnia foram os parlamentares Lindbergh Farias e Soraya Thronicke. O primeiro venceu a eleição e vai cumprir mais uma mandato na Câmara. Quanto a Soraya, foi derrotada e corre o risco de deixar o Senador e ir direto para a cadeia.

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Arsenal de munição contra Lula na reta final abala a campanha petista

JCO 09/10/2026 às 12:26 A reta final da disputa presidencial de segundo turno foi atingida pela centralização de uma série de denúncias, men...