A quebra de sigilo da fonte, que até ontem achava-se uma muralha intransponível do jornalismo e da liberdade de imprensa, foi rachada graças aos nossos "heróis da democracia". Toda ditadura começa assim. O lobo come suas presas pelas beiradas.
Aberto o precedente - como já se abriu com o inquérito das fakes news - agora trata-se de ir naturalizando os atos de exceção.
A janela de Overton está sendo escancarada e tem gente que ainda defende o Xandão.
O relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, declarou não haver indícios suficientes que comprovem que o jornalista maranhense Luís Pablo tenha cometido crime de violação funcional. Segundo os investigadores, também não há provas robustas que indiquem que ele tenha recebido valores para publicar notícias contra o ministro Flávio Dino, do STF.
Moraes já atingiu frontalmente a Constituição Federal, determinando a quebra do sigilo da fonte de Luís Pablo.
E, pior, tomou medidas contra a “fonte” do jornalista, o ex-secretário do Maranhão e delegado de polícia federal aposentado, Raimundo Cutrim.
Assim, o relatório da PF isentando o jornalista de qualquer crime ao investigar e denunciar Flávio Dino, deixa Moraes em maus lençóis e fica a pergunta: desde quando fazer jornalismo virou motivo de investigação no Brasil?
A quebra de sigilo da fonte, até então uma muralha intransponível do jornalismo e da liberdade de imprensa, foi rachada graças aos nossos "heróis da democracia". Toda ditadura começa assim. O lobo come suas presas pelas beiradas.
Uma mulher extremamente debochada. Sem dúvida essa é a principal característica da lobista Roberta Luchsinger.
De vez em quando ela gosta de postar alguns vídeos com suas impressões sobre o cenário político, sempre atacando os ‘bolsonaristas’, com uma pitada gigantesca do tal deboche.
Foi assim que analisou a possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
O final é terrível:
“Lembrando que quem indicará outro ministro para o STF será o nosso grande, glorioso, maravilhoso, querido, presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
Não é à toa que ela planejava faturar R$ 100 milhões em um ano, com suas aventuras no governo.
O ‘Aliança pelo Brasil’ foi sabotado em várias frentes, tanto de gente de fora como de dentro. Mesmo assim, ficou óbvio que o partido não foi criado porque muitas autoridades não gostariam de ver Jair Bolsonaro como um novo cacique recheado de deputados e senadores.
Se o Missão existe hoje, o papel é claro: transferir o voto Bolsonarista para a ala dos tucanos jovens, que é controlada pelo sistema Gilmoalexandrino. Como Lula e Flávio não vão ao debate, o papel de Renan é atingir Flávio. Marçal virou alvo porque atrapalharia essa estratégia.
O ministro André Mendonça pretende manter no Supremo Tribunal Federal as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apesar de um pedido da Procuradoria-Geral da República para que um dos casos seja enviado à primeira instância.
Para tanto, Mendonça deve recorrer a precedentes do próprio STF para sustentar que a investigação permaneça sob sua responsabilidade. O argumento seria a chamada conexão fático-probatória: indícios envolvendo Lulinha teriam surgido a partir de provas obtidas em apurações que também alcançam pessoas com foro privilegiado.
A PGR defende o caminho contrário. O órgão afirma que, no inquérito analisado, não há autoridade com foro privilegiado nem elementos que justifiquem a competência do Supremo e, por isso, pediu a remessa à primeira instância.
Mendonça pretende citar casos anteriores em que o STF manteve investigações envolvendo pessoas sem foro quando os fatos estavam ligados a autoridades submetidas à Corte, incluindo apurações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Lulinha é investigado em apurações que envolvem suspeitas de tráfico de influência. Em um dos casos, a Polícia Federal analisa sua relação com a empresária Roberta Luchsinger e tratativas envolvendo um projeto de canabidiol que buscava espaço no Ministério da Saúde.
Quanto mais grave fica a situação envolvendo o governo Lula na farra do INSS, maior a necessidade do ‘sistema’ de afastar o ministro André Mendonça do caso. Nesse sentido, em artigo publicado no Estadão, a jornalista Roseann Kennedy revela a “armadilha” que a PGR tenta atrair o magistrado. Confira:
“Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para transferir as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para a primeira instância é mais uma tentativa de esvaziar a relatoria do ministro André Mendonça.
Nos bastidores da Corte, o movimento atual é lido por esse grupo como a segunda ofensiva institucional para tirar a investigação do escrutínio de Mendonça.
A primeira tentativa de drible ocorreu quando a Polícia Federal solicitou o fatiamento da investigação original e enviou os novos pedidos de inquérito para o sorteio geral do STF, em vez de peticionar ao relator de origem.
Mendonça, que já conduz o inquérito principal sobre fraudes no INSS, acabou assumindo por sorteio outras duas apurações derivadas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto um terceiro caso correlato foi parar com Flávio Dino.
O argumento usado nos dois episódios é de que as apurações sobre Lulinha não têm relação direta com a fraude dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões, mas tratam de negociações para venda de canabidiol ao governo Lula.
Agora, a Procuradoria-Geral da República entra em cena formalizando a solicitação para que o inquérito deixe o Supremo, sob a justificativa de que não há autoridades com foro privilegiado envolvidas no suposto tráfico de influência.
O cenário pode impor uma armadilha regimental para o ministro. Se Mendonça recusar o pedido da PGR e decidir manter a investigação na Corte, a defesa de Lulinha invariavelmente recorrerá.
Ainda não há informações se a PGR também apresentou um pedido de envio à primeira instância no inquérito sob relatoria de Flávio Dino.
O recurso de Lulinha pode levar o pedido para julgamento coletivo na Segunda Turma. Nesse colegiado, a projeção de placar é nebulosa.
A avaliação interna é de que o ministro Kassio Nunes Marques pode se declarar impedido de atuar no caso. O motivo direto são as menções ao advogado Otto Medeiros nas tratativas capturadas pela PF nos diálogos de Roberta Luchsinger – amiga de Lulinha – para atuação jurídica no mesmo negócio do canabidiol, como revelado pelo Estadão. Otto é amigo próximo de Nunes Marques.
A tendência é o ministro Gilmar Mendes votar pelo envio à primeira instância, apontam interlocutores.
Luiz Fux e Dias Toffoli são dúvidas. E, em caso de empate, o benefício é do réu, o que selaria a derrota do relator.
Independentemente das conjecturas da Corte, André Mendonça terá de basear a decisão em argumentos jurídicos. Uma preocupação recorrente na Corte e em seu gabinete desde o início da investigação é que, se o caso for para a primeira instância e o andamento da apuração apontar autoridade com foro, aumentam os riscos de nulidades no processo.
Por ora, a aposta nos bastidores da Corte é de que André Mendonça decidirá manter sob sua relatoria os casos que envolvem Lulinha. No próprio tribunal, não faltam exemplos de inquéritos referentes a investigados sem foro privilegiado que tramitaram na Corte por conexão com outras apurações. O caso recente mais emblemático é o dos atos do 8 de Janeiro.
Integrantes da oposição, inclusive, já usam as redes sociais para apontar o paralelo com o caso do pastor Silas Malafaia. Ele virou réu no STF por ofensas e crimes contra a honra de oficiais das Forças Armadas, mas sem envolver menção a uma autoridade específica.”
Uma das empresas mais tradicionais do varejo brasileiro, as Casas Bahia, anunciou o fechamento de quase 300 unidades e a demissão de cerca de 2 mil funcionários apenas em agosto de 2026. Vídeos de vendedores emocionados, muitos com décadas de trabalho na companhia, se espalharam rapidamente pelas redes sociais. Neles, os funcionários relatam a dor da perda do emprego e a completa incerteza sobre o dia de amanhã. O problema não é pontual, outras grandes empresas estão com dificuldade de manter as portas abertas.
A crise se agrava no governo Lula e já não dá mais para esconder: o Brasil está quebrado. O varejo, que sempre foi termômetro da economia, agora reflete o peso de uma gestão marcada por insegurança jurídica, alta carga tributária e falta de confiança dos investidores.