O governo português está prestes a apresentar seu novo plano de imigração, que trará regras mais rigorosas e tratamento favorável para os imigrantes lusófonos.
Segundo informa O Globo, atualmente, brasileiros e imigrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) já possuem um visto específico, mas enfrentam restrições de mobilidade e renovação que precisam ser resolvidas.
Após ouvir os deputados, o governo concluiu que é necessário priorizar o tratamento dos imigrantes provenientes dos países da CPLP. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, confirmou essa informação em entrevista à rádio “TSF” e ao “Diário de Notícias”.
O novo plano ainda precisa esclarecer se haverá novas exigências para o visto CPLP. Além disso, é urgente possibilitar a renovação do documento para cerca de 150 mil imigrantes nessa categoria, sendo a maioria deles brasileiros.
Em relação às regras mais rígidas, o governo deixou claro que as portas continuarão abertas, mas não estarão escancaradas. O objetivo é atrair imigração qualificada, embora o impacto disso em um país com escassez generalizada de mão de obra ainda precise ser esclarecido.
A ideia de estabelecer um filtro para a entrada de imigrantes não é nova e circula há anos entre os órgãos estatais. Um visto específico para busca de trabalho foi criado com o intuito de evitar que turistas se regularizem posteriormente.
O movimento mais comum entre os brasileiros é desembarcar e, em seguida, buscar regularização. Isso tem sido a principal causa do acúmulo de 350 mil processos de residência pendentes, a maioria deles relacionada aos brasileiros.
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) herdou a maioria desses processos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em outubro de 2023 e continua acumulando milhares de casos em seus sete meses de existência.
Devido aos atrasos causados pela pandemia de Covid-19, brasileiros e outros imigrantes têm recorrido à Justiça para obter a conclusão de seus processos. No Tribunal Administrativo de Lisboa, o número de processos agora chega a 3,2 mil, enquanto eram 1,4 mil no final de março.
Na AIMA do Porto, a demanda jurídica sobrecarrega os funcionários, que trabalham com uma equipe reduzida diante do grande volume de processos acumulados.
Esses processos judiciais obrigam a AIMA a fornecer respostas urgentes, o que pode afetar o andamento dos demais pedidos de autorização de residência. A presidente do Supremo Tribunal Administrativo, Dulce Neto, revelou que o Tribunal Administrativo de Lisboa recebe cerca de 100 pedidos por dia.




.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)


.jpeg)
.jpeg)


.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)










.jpeg)
