ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

No Brasil atual, o Estado de Direito parece ter perdido tanto o “Estado” quanto o “Direito”.

JCO

A recente revelação de um plano por supostos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvendo o sequestro e possível execução de figuras públicas como o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, trouxe à tona  acusações sem pé nem cabeça. Embora os detalhes da trama sejam alarmantes, a forma como Moraes conduziu o caso suscita questionamentos críticos sobre os limites da atuação judicial e a proteção das garantias constitucionais.

A decisão de 74 páginas, divulgada pelo ministro, apresenta um enredo que lembra um thriller político: reuniões conspiratórias, mensagens interceptadas entre generais e um plano que nunca foi adiante. No entanto, a análise jurídica das medidas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aponta irregularidades preocupantes.

É consenso jurídico que a imparcialidade é essencial no sistema de Justiça. Sendo Alexandre de Moraes uma das vítimas diretas do suposto plano, sua atuação à frente das investigações compromete o princípio da neutralidade. A jurisprudência brasileira sustenta que, em casos semelhantes, o magistrado deve se declarar impedido, permitindo que um juiz natural assuma o caso.

Além disso, a ausência de investigados com foro privilegiado levanta questionamentos sobre a competência do STF para julgar o caso. Por que o processo não foi remetido à primeira instância? O desrespeito a esse rito cria um precedente perigoso para a instrumentalização política do Judiciário.

O procurador de Justiça e doutor em Direito Rodrigo Chemim destaca que “a imparcialidade do juiz é indispensável em qualquer sistema jurídico que se pretenda justo”. Segundo ele, o fato de Alexandre de Moraes ser uma vítima direta compromete significativamente a legitimidade das decisões tomadas.

Outro ponto crítico é a decretação de prisões preventivas dos investigados, com fundamentações que parecem frágeis. A jurisprudência exige que a privação de liberdade se baseie em risco contemporâneo à decisão, mas os fatos ocorreram há dois anos. Desde então, não há registros de novos episódios envolvendo os acusados que justifiquem a manutenção das prisões como medidas necessárias e proporcionais.

Decisões de instâncias inferiores, baseadas em fundamentos tão frágeis, seriam rapidamente revertidas por habeas corpus, mas no STF o rigor parece ser flexibilizado.

Chemim observa que “a prisão preventiva deve ser embasada de forma concreta, atendendo às exigências legais, como o risco efetivo e atual à ordem pública. Caso contrário, seria uma antecipação de pena, incompatível com o Estado Democrático de Direito”.

A decisão de Moraes lista uma série de crimes supostamente cometidos pelos envolvidos, incluindo tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Contudo, a análise jurídica das acusações levanta dúvidas sobre a coerência e a adequação das tipificações.

Por exemplo, o crime de “peculato de uso” mencionado na decisão não encontra respaldo no Código Penal, sendo restrito a prefeitos segundo o Decreto-Lei 201/67. Além disso, a coexistência das acusações de associação criminosa e organização criminosa ignora a regra de exclusão entre esses tipos penais.

A acusação de tentativa de golpe de Estado também enfrenta objeções jurídicas. Mesmo com atos preparatórios documentados, como a elaboração de minutas e reuniões conspiratórias, não houve início de execução do plano, nem violência ou grave ameaça pública. A desistência voluntária dos envolvidos enfraquece a tese de tentativa consumada, conforme mensagens transcritas na própria decisão.

O caso ilustra a complexa interseção entre Justiça e política no Brasil. O ativismo judicial, muitas vezes exaltado como um mecanismo de defesa da democracia, se torna um risco quando ultrapassa os limites das garantias constitucionais.

Para Chemim, “o Judiciário não pode ser utilizado como instrumento de disputa política. O combate à criminalidade deve ser feito com rigor, mas respeitando as garantias processuais. Caso contrário, a legitimidade do sistema de Justiça é comprometida”.

Ignorando princípios como a imparcialidade, o juiz natural e a proporcionalidade nas decisões, o STF reforça a percepção de que resultados já estão predeterminados. Isso enfraquece a legitimidade das decisões e aumenta a polarização política e a desconfiança nas instituições.

Os fatos revelados pela decisão são graves e merecem uma investigação rigorosa e imparcial. No entanto, o país não pode sacrificar o Estado de Direito em nome de uma Justiça seletiva e politizada. Sem respeito às garantias fundamentais, as instituições perdem credibilidade, e os brasileiros, independentemente de suas posições políticas, são prejudicados. Como alerta Rodrigo Chemim, “a Justiça deve ser sempre imparcial e guiada pela Constituição, nunca por paixões ou interesses momentâneos”. O combate à ameaça contra a democracia deve ser feito com ferramentas democráticas, não à sua custa.

Além disso, o caso expõe distorções no entendimento jurídico sobre os fundamentos do iter criminis. As fases de um crime — da ideação à consumação — parecem ter sido modificadas, com conceitos adaptados para justificar medidas questionáveis.

O sistema acusatório, que prevê a clara divisão entre investigação, acusação, julgamento e a imparcialidade do juiz, foi completamente desrespeitado e descaracterizado. A lógica investigativa, que deveria partir da materialidade para a autoria, foi invertida, começando com a escolha de alvos, a necessidade de imputação e a posterior “produção” de provas.

Princípios como juiz natural, competência, legalidade e devido processo foram relativizados, evidenciando uma prática processual que se tornou comum no Brasil atual. Não se tratam de eventos isolados: narrativas vêm sendo transformadas em fatos para justificar medidas extremas.

Casos como a prisão descabida de Filipe Martins, embasada por um relatório vergonhoso, são exemplos de atropelos graves à ordem e à legalidade. Excessos e perseguições estão mais que evidentes. Não se pode mais esperar que apenas a história julgue; a sociedade precisa reagir.

Isso também se aplica a inquéritos conduzidos pela Polícia Federal, que muitas vezes refletem esse padrão. No Brasil atual, o Estado de Direito parece ter perdido tanto o “Estado” quanto o “Direito”.

Foto de Carlos Arouck

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

ANIVERSARIANTE DO DIA.

Hoje minha querida e linda amiga Gessyanny Souza completa mais um aninho de vida, pedimos a DEUS que lhe abençoe e proteja juntamente com seus familiares.

Parabéns querida!!!

Moraes não conseguiu o que queria com Mauro Cid, mas surpreendeu com decisão

JCO

Cid afirmou que não sabia de qualquer atuação de Bolsonaro no 8 de Janeiro. Disse mais, ambos estavam nos Estados Unidos no dia das invasões.

Cid relatou ainda que mora perto de onde funcionou o acampamento em Brasília e que viu o número de manifestantes diminuir após Bolsonaro deixar o Brasil.

Moraes certamente não gostou das respostas.

Tanto é que encerrou rapidamente o depoimento sem fazer nenhuma pergunta a Cid sobre os malfadados inquéritos da falsificação de certificados de vacina contra a Covid-19 e o da venda das joias sauditas.

Desistiu de pressionar, mas surpreendentemente manteve a delação.

Parece meio perdido nesse emaranhado extremamente ‘criativo’.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Bolsonaro posta vídeo em que pedem a morte dele e filhos Ex-presidente publicou o vídeo de 2019 um dia após prisões da Polícia Federal

 

Pleno.News - 20/11/2024 18h18 | atualizado em 21/11/2024 10h21

Jair Bolsonaro Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou em sua conta no X, nesta terça-feira (19), um trecho de um vídeo de 2019 em que um youtuber pede a morte dele e de seus familiares.

A postagem ocorreu um dia depois da operação da Polícia Federal (PF), que investiga Bolsonaro por envolvimento em atos golpistas e em planos de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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No vídeo compartilhado, o youtuber Vina Guerreiro afirma que Bolsonaro e seus filhos deveriam ser assassinados, além de fazer um apelo à esquerda para elaborar um plano para matar o então presidente.

– Não tem mais condição de aceitar um b**** como o Bolsonaro no poder. Esse cara tem que ser assassinado. Ele e a família. Os políticos da família Bolsonaro, para resumir, os quatro: os três filhos b**** e o próprio pai – declarou ele.

E continua:

– Você tem que morrer, Bolsonaro. Você é um câncer na sociedade. Você é um lixo. Você é um opressor de merda.

O conteúdo foi publicado originalmente em julho de 2019, e, na época, Vina Guerreiro se arrependeu publicamente de suas declarações e expressou medo pela repercussão das ameaças.

Apesar da postagem, Bolsonaro não fez comentários sobre o vídeo nem sobre as acusações que estão sendo investigadas pela PF.

Assista:

Indiciado pela Polícia Federal, Walter Braga Netto se manifesta O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro emitiu nota nesta quinta-feira

Marcos Melo - 21/11/2024 18h34 | atualizado em 21/11/2024 18h57

General Braga Netto Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após ser indiciado pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (21), o general Walter Braga Netto, que ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), declarou que é alvo de informações indevidas no inquérito que trata de crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Braga Netto foi indiciado junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 35 pessoas.

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O militar divulgou uma nota onde se manifesta sobre o episódio que tomou o noticiário em todo o país nesta quinta-feira.

Leia na íntegra:


A Defesa técnica do general Walter Souza Braga Netto destaca e repudia veementemente, e desde logo, a indevida difusão de informações relativas a inquéritos, concedidas “em primeira mão” a determinados veículos de imprensa em detrimento do devido acesso às partes diretamente envolvidas e interessadas. Assim, a defesa aguardará o recebimento oficial dos elementos informativos para adotar um posicionamento formal e fundamentado.

A SALADA DE FRUTA NATURAL DA DANY, É UMA DELÍCIA!!!

Prove e diga que tenho razão!!! Não tem delícia melhor que a salada de fruta da Dany, hoje eu provei, senti a delícia e recomendo.

Parabéns Dany e Pastor Guerreiro.

Ligue peça: 99429-1138

Imagens geradas pelo Fumanchú!!! O blog.

Advogado no ‘Inquérito do Fim do Mundo’ solta o verbo sobre a 'nova’ configuração do STF (veja o vídeo)

JCO


Em entrevista à TV JCO, Marsiglia revela os desafios que enfrentou e analisa o cenário político do país.

“O cenário político precisa ser lido em conjunto com o cenário jurídico. Houve um dar de mãos entre Executivo e Judiciário, o que traz um elemento a mais: o Legislativo fica em menor número, e isso não pode acontecer numa república, que precisa ter três poderes independentes e um fiscalizando o outro. É um cenário político desigual, desproporcional, e uma república desproporcional não é uma república”, disparou.

Uso político do caso das bombas 

Marsiglia comenta ainda sobre o caso das bombas no STF e o uso político do fato para retomar a regulamentação das mídias e ‘enterrar’ o PL da Anistia.

“Há uma exploração do cadáver do sujeito, isso é o pior de tudo”, lamentou. 

O novo plano de golpe

O advogado falou também sobre o novo suposto plano de golpe, envolvendo Lula e o ministro Alexandre de Moraes. 

“Incrível, todo dia descobrem um plano novo logo depois de o governo cometer uma gafe [caso de Janja xingando o empresário Elon Musk]”. Não posso dizer que é de propósito, mas não podemos ser ingênuos e não notar esse time... Do ponto de vista jurídico, pelo que li, não houve nenhum ato executório. Planejar crime não é crime. Se fosse, teríamos que prender todos os escritores e roteiristas de séries!”, ressaltou. 

Veja o vídeo:

O livro "Supremo Silêncio" revela justamente os detalhes do inquérito que vem aterrorizando o Brasil há anos. Um conteúdo que expôs os detalhes das prisões que chocaram a população comos os casos Daniel Silveira, Oswaldo Eustáquio, Zé Trovão, Sara Winter, Allan dos Santos e muitos outros. Para conhecer, clique no link abaixo:

https://www.bibliotecaconservadora.com.br/produtos/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber/

Vale a pena o investimento!

CARAVANDA DA CIDADANIA E FESTIVAL DA MANJUBA

A Caravana da Cidadania, em parceria com o I  Festival da Manjuba , realizou uma grandiosa ação na Praça Jaborandi, no bairro Igaraçu, em Pa...