A pasta de amendoim é visto por muitos como um produto saudável, mas não é bem assim na prática! Veja o impacto desse produto para a saúde e bem-estar!
Adeus pasta de amendoim: descubra quem não pode consumir esse produto e até que ponto ele pode ser considerado saudável
A pasta de amendoim é frequentemente vista como uma aliada na alimentação saudável, repleta de nutrientes como proteínas, gorduras boas e vitaminas. Porém, nem tudo é tão simples. Para algumas pessoas, o consumo desse alimento pode ser prejudicial à saúde, seja por alergias severas, intolerâncias ou até mesmo por condições específicas de saúde. Além disso, sua popularidade crescente levanta uma questão importante: será que a pasta de amendoim é realmente tão saudável quanto parece? Foi pensando nisso que procuramos entender quem deve evitar esse produto e se ele é uma boa escolha para sua dieta.
Se você é fã de pasta de amendoim ou está pensando em incluí-la no seu cardápio, continue lendo para descobrir tudo o que precisa saber sobre esse alimento tão amado. Confira agora no TudoGostoso!
Quem não pode comer pasta de amendoim?
A pasta de amendoim é um produto muito consumido e muitos pensam que ela é inofensiva para a saúde, mas para alguns grupos de pessoas ela pode ser prejudicial. Veja!
Pessoas com problemas renais: a pasta de amendoim é rica em fósforo e potássio, minerais que, em excesso, podem ser prejudiciais para quem tem função renal comprometida.
Pessoas com problemas no metabolismo: algumas pastas de amendoim industrializadas contêm adição de açúcar e óleos hidrogenados, que podem piorar os níveis de triglicerídeos e aumentar o risco de complicações metabólicas.
Pessoas com refluxo ou problemas digestivos: o alto teor de gordura, mesmo que saudável, da pasta de amendoim pode agravar os sintomas de refluxo, azia ou sensação de estômago pesado.
Pessoas com intolerância alimentar ou alergia a amendoim: a intolerância ao amendoim pode causar desconfortos gastrointestinais, como gases, diarreia ou dor abdominal. Já alergia a amendoim é uma das mais comuns e pode provocar reações graves, incluindo anafilaxia, que é potencialmente fatal. Mesmo pequenas quantidades podem desencadear sintomas como coceira, inchaço, dificuldade para respirar e choque anafilático.
A pasta de amendoim é saudável?
Para quem não possui restrições, a pasta de amendoim pode ser um ótimo complemento nutricional, desde que escolhida uma versão natural e consumida com moderação. Muitas versões disponíveis no mercado contêm adição de açúcar, gorduras trans e excesso de sódio, que podem anular seus benefícios. Ela também é calórica. O consumo em excesso pode levar ao ganho de peso indesejado. É importante escolher versões de qualidade, observar as porções e considerar as condições de saúde individuais para evitar potenciais problemas.
Todas as informações "oficiais" davam conta de que Lula estava bem, longe de perigo e em breve ganharia alta.
Na prática, porém, a coisa parece bem complicada.
O petista passará por uma nova cirurgia amanhã e todas as novas informações dos médicos parecem inconclusivas.
Os médicos alegam que o procedimento é uma “complementação” da cirurgia de emergência que Lula fez na madrugada da terça-feira (10) para drenar um hematoma no cérebro. Porém, notoriamente um clima de desconfiança ronda o hospital Sírio Libanês.
Lula tem quase 80 anos, ou seja tem idade avançada. Evidentemente, para pessoas idosas jamais poderia se pressupor que uma queda como a que teve em outubro no banheiro, fosse um ‘simples acidente doméstico’.
Gradativamente, as sequelas vão aparecendo e o caso vai assumindo contornos mais graves.
A imprensa está sedenta aguardando o que dirão os médicos na coletiva marcada para amanhã.
O deputado federal Bibo Nunes (PL) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para punir magistrados que desrespeitarem a imunidade parlamentar.
Segundo a proposta, os juízes que infringirem a garantia devem perder os cargos, não receberão remuneração além de ficarem impedidos de exercer funções públicas por cinco anos.
Bibo Nunes afirma que a medida tem o objetivo de garantir que os parlamentares possam desempenhar suas funções representativas com liberdade e sem temor de retaliações.
O deputado Marcel van Hattem, um dos alvos do judiciário que desconsiderou a imunidade parlamentar, acaba de anunciar em suas redes socias:
"VITÓRIA! Conseguimos as assinaturas necessárias para tramitação da PEC que pune magistrados que não respeitarem a imunidade parlamentar. Vamos batalhar pela aprovação!"
Pleno.News - 11/12/2024 21h20 | atualizado em 11/12/2024 22h04
CCJ da Câmara aprova impressão e recontagem de votos (Imagem ilustrativa) Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Nesta quarta-feira (11), a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 1.169/2015 , que visa a permitir que partidos políticos peçam a recontagem física de votos em eleições nacional, estaduais, distritais ou municipais.
Na prática, a proposta de mudança da chamada Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), apresentada pelo deputado federal Carlos Henrique Gaguim (União-TO), em 2015, busca estabelecer o voto impresso no Brasil, proibindo a adoção do voto puramente eletrônico, e torna obrigatória a verificação de votos da urna eletrônica. A aprovação do projeto contraria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em 2020, declarou inconstitucional o voto impresso.
Na CCJ, o substitutivo do deputado federal José Medeiros (PL-MT), relator do projeto, foi aprovado por 31 votos a 20. Para se tornar lei, contudo, o projeto ainda precisa ser aprovado em Plenário, pela Câmara, e pelo Senado.
Medeiros já havia apresentado seu relatório no último dia 4, votando pela constitucionalidade, juridicidade e pela aprovação do PL 1.169, bem como das demais sugestões acrescentadas ao projeto original. Contudo, a votação do parecer do relator foi interrompida por um pedido de vista – ou seja, de mais tempo para analisar o tema – de parlamentares de esquerda contrários à iniciativa.
Em seu parecer, Medeiros propôs que, imediatamente após o fim de cada nova votação, 5% das urnas eletrônicas deverão ser selecionadas aleatoriamente para que os votos nela depositados sejam contabilizados publicamente, na própria seção eleitoral, pelos membros da mesa. Conforme sugestão do deputado federal Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), os votos eletrônicos deverão ser confrontados com os registros feitos em papel.
– O projeto original falava na contagem pública dos votos. Ou seja, era voltar à contagem manual, com todas as pessoas assistindo à contagem. Ponderei que seria uma mudança muito radical em vista do que temos hoje, com as urnas eletrônicas. O relator [Medeiros], então, acatou minha sugestão: mantemos a urna eletrônica, que imprimirá cada voto, que cairá em uma urna. E, obrigatoriamente, sorteamos uma amostragem de 5% das urnas eletrônicas para fazer a conferência dos votos físicos – explicou Andrada.
As urnas deverão ser escolhidas por meio de sorteio público, realizado na presença de representantes dos partidos políticos, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de outras entidades interessadas. Cada voto, então, será retirado individualmente, lido em voz alta, apresentado aos membros da mesa e registrado no boletim de urna.
– A implementação da contagem pública em uma amostra aleatória de 5% das urnas busca aprimorar a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral, sem comprometer a celeridade da apuração. A seleção aleatória das urnas para contagem manual serve como mecanismo de auditoria, permitindo a identificação de possíveis inconsistências entre os resultados eletrônicos e físicos – sustenta Medeiros.
Ele acrescentou que a media “reforçará a credibilidade” do sistema eleitoral brasileiro.
Para a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) a aprovação do projeto pode ajudar a “pacificar o país”.
– Teremos a condição de verificar [a segurança das urnas eletrônicas], não deixando que ninguém mais fique em dúvida sobre isso. Precisamos chegar a um meio termo para conseguir a paz para as eleições de 2026 e acredito que esta propositura é este meio termo […] para que os brasileiros tenham, novamente, confiança no sistema eleitoral. Não quero dizer que, hoje, este sistema tenha falhas, mas se todos nos unirmos e tivermos as condições de, ao fim, podermos contar, reavaliar ou verificar, ninguém mais vai poder usar qualquer termo de dúvida sobre as eleições em nosso país.
Já o deputado Helder Salomão sugeriu que o debate é incomum.
– Aqueles que questionam as urnas eletrônicas só o fazem quando perdem as eleições. Quando as ganham, não falam nada sobre o sistema das urnas eletrônicas, que é aprovado e visto por outros países como um grande avanço. Até hoje, não houve nenhum fato relevante que pudesse efetivamente colocar em xeque a transparência, a segurança e os resultados eleitorais desde 1996, quando as urnas eletrônicas foram utilizadas pela primeira vez [no Brasil].
A fala de Salomão coincide com o posicionamento de 23 das entidades que integram o movimento suprapartidário Pacto Pela Democracia, entre elas a Transparência Brasil e a Conectas Direitos Humanos. Em nota divulgada nesta terça-feira (10), as organizações sociais defendem que o PL 1.169/15 não pode ser aprovado por representar uma volta ao passado.
– Na prática, o projeto busca instituir o voto impresso no Brasil, não como forma de fortalecer o processo eleitoral, mas como estratégia para alimentar a desconfiança no sistema de votação e ampliar significativamente a possibilidade de obstrução em um sistema comprovadamente seguro e íntegro – sustentam as entidades.
– Desde 2014, com auge em 2022, atores antidemocráticos têm promovido narrativas que questionam a integridade do sistema eletrônico de votação no Brasil. Mesmo diante de inúmeros relatórios que atestam a segurança do sistema de votação vigente, elaborados por especialistas de universidades renomadas e de auditorias realizadas por partidos de diferentes espectros políticos, esses grupos demonstram pouco interesse em aprimorar o sistema. O objetivo é evidente: disseminar desinformação e minar a confiança nas urnas eletrônicas, um alicerce essencial para a realização de eleições justas, confiáveis e para o fortalecimento da democracia no país – acrescentam as organizações sociais.
O experiente jornalista Cláudio Humberto, titular de uma das colunas políticas mais lidas no país, revela o fantasma que ronda o PT. Nas hostes petistas ninguém admite a possibilidade de Geraldo Alckmin assumir o cargo de presidente. Transcrevemos a nota:
“A cirurgia de Lula no cérebro confrontou o PT com seu maior fantasma: a posse do vice Geraldo Alckmin. Já aconteceu antes em sua trajetória, quando vice de Mário Covas, falecido no cargo. Os petistas até toleram, mas não confiam em Alckmin. Ontem cedo, com aval de Janja, ‘ministros da casa’ plantaram que Lula não se afastaria do cargo. Ele está na UTI, incapacitado de tomar decisões, mas o vice foi impedido de exercer seu papel constitucional. Alckmin não reclama. Coisa de quem sabe esperar.
Ao vice são confiados só fatos irrelevantes, como ontem, no Rio, com o premiê eslovaco. A ‘vice’ Janja representa Lula em eventos midiáticos.
Janja se impôs para representar relutante marido na visita à tragédia gaúcha, em setembro de 2023, e na abertura das Olimpíadas de Paris.
A ‘vingança’ ficou por conta dos criadores de memes, das montagens mostrando o vice ‘atleta’ alongando ou posando com faixa presidencial."
Está na hora de Augusto Nardes, do TCU, contar o que sabe
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O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes pode até passar, como tem passado, abaixo do radar das investigações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), mas ao jornalismo não é permitido esquecer seu papel no dramático final do ano de 2022.
Com as novas revelações sobre o plano golpista de bolsonaristas contra a eleição e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, é necessário reconhecer: Augusto Nardes era uma das pessoas mais informadas da República naquele momento. A pergunta é: como ele sabia?
(Vou logo avisando: Nardes e o TCU foram procurados na semana passada, mas olimpicamente se recusaram a enviar qualquer resposta aos questionamentos.)
Em 20 de novembro de 2022 veio a público, pela coluna da jornalista Monica Bergamo da Folha de S.Paulo, um áudio que teria sido enviado por Nardes para “um amigo do agronegócio”. Ouvido agora à luz do que já sabemos, o conteúdo de seus 8 minutos e 19 segundos é ainda mais impressionante. Fica evidente que Nardes tinha ao seu alcance informações gravíssimas cuja veracidade agora está comprovada em (quase) toda a sua extensão.
O propósito da mensagem foi comentar um vídeo com o relato de um caminhoneiro que aparentemente fazia um desabafo sobre a política no Brasil. Naquele momento, centenas de caminhoneiros bolsonaristas estavam interditando avenidas e rodovias país afora com o objetivo de pressionar as Forças Armadas a dar um golpe de Estado.
Sob o pretexto de comentar o vídeo para um amigo chamado de “Sartori”, Nardes vai passando as informações que chegaram ao seu conhecimento. Ele primeiro diz que aquele seria “o pior momento que a nação vai viver, mas talvez seja importante para poder recuperar […]”.
Na parte mais crítica da mensagem, Nardes afirmou: “Demoramos, mas felizmente acordamos. O que que vai acontecer agora? Está acontecendo um movimento muito forte nas casernas. Eu acho que é questão de horas, dias, no máximo uma semana ou duas, ou talvez menos que isso, que vai acontecer um desenlace bastante forte na nação. Imprevisíveis, imprevisíveis. […] Vamos [como país] perder? Sim, vamos perder alguma coisa, mas a situação para o futuro da nação poderá se desencadear de forma positiva, apesar desse principal conflito que deveremos ter nos próximos dias ou nas próximas horas”.
Mais adiante, ele reitera que haveria “um confronto decisivo” e “um conflito social na nação brasileira”. Eram palavras perturbadoras: segundo esse ministro do TCU, um “movimento” militar estava prestes a deflagrar uma crise com desdobramentos que ainda não poderiam ser previstos, mas que seria decisiva, muito embora um “pior momento” do país.
Com o avanço das investigações da PF, hoje temos a confirmação de que, na mesma exata época em que Nardes gravou a mensagem, na segunda quinzena de novembro, o plano dos militares de impedir a posse de Lula já estava em pleno andamento. A chamada “minuta do golpe” já tinha sido redigida e, pelo menos uma vez, o plano “Punhal Verde e Amarelo” fora impresso dentro do Palácio do Planalto (no dia 9 de novembro) pelo general da reserva Mário Fernandes, ex-comandante de Operações Especiais do Exército.
À página 840, o relatório final da PF descreve:
“A análise da dinâmica dos fatos evidenciou que o planejamento [do golpe] se iniciou no início do mês de novembro de 2022, após a derrota eleitoral do presidente Jair Bolsonaro. Nesse sentido, o plano das ações clandestinas foi apresentado pelos denominados kids pretos na reunião realizada no dia 12 de novembro de 2022 na residência do general Braga Netto. A partir da aprovação pela organização criminosa, os militares começaram a implementar a logística necessária para a execução das ações.”
Ainda segundo a PF, “as operações de monitoramento do ministro Alexandre de Moraes começaram a ser implementadas a partir do dia 21 de novembro de 2022”.
Poucos dias antes da divulgação do áudio do ministro, o major do Exército Rafael Martins de Oliveira também enviou, em 15 de novembro, para o auxiliar de Bolsonaro, Mauro Cid, um documento protegido por senha intitulado “Copa 2022” que, segundo a PF, “seria uma estimativa de gastos para subsidiar, possivelmente, as ações clandestinas que seriam executadas em novembro e dezembro”.
Ainda conforme a PF, um dos principais conspiradores do golpe, o general Fernandes começou a frequentar manifestações golpistas “nos primeiros dias de novembro, logo após o resultado das eleições”.
Também no início de novembro, o então comandante do Exército Freire Gomes aparentemente relutava em dar seu aval à ideia da deflagração do golpe, segundo indicam as mensagens coletadas pela PF. Em 9 de novembro, portanto 11 dias antes da mensagem de Nardes, o então presidente Bolsonaro chamou, para uma reunião no Palácio do Planalto, o general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, então comandante do Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército. Para a PF, Theophilo “de forma inequívoca anuiu com o golpe de Estado” e a reunião foi uma tentativa de Bolsonaro de contornar a paralisia de Gomes.
Todo esse cenário efervescente “nas casernas” guarda total coerência com o ponto central do áudio de Nardes. No mínimo, uma enorme e estranha coincidência.
Quando o áudio veio a público, o ministro entrou em licença médica no TCU. Antes, limitou-se a emitir à imprensa uma curta declaração para que, segundo ele, “não pairassem dúvidas”. Afirmou que “repudia peremptoriamente manifestações de natureza antidemocrática e golpistas, e reitera sua defesa da legalidade e das instituições republicanas”.
Imagina, que isso. Quando ele falou, no áudio, que “felizmente acordamos”, quando disse “conheço todos os passos que temos que fazer”, quando citou o desencadeamento de algo de “forma positiva”, certamente ele falava sobre receita culinária de arroz carreteiro, o prato típico da sua cidade natal, Santo Ângelo (RS).
A nota alegou ainda que Nardes “em momento algum falou em golpe militar”. Então, quando ele descreveu “movimento muito forte nas casernas”, devia estar se referindo às provas de equitação que os militares adoram fazer como hobby no Centro Hípico do Exército em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Além de distorcer o que o próprio ministro disse no áudio, a nota do TCU nada esclareceu sobre a origem das informações que Nardes diz ter recebido. O tempo passou e o ministro nunca explicou – e, se explicou algum dia, tal alegação nunca veio a público – as principais dúvidas trazidas pelo áudio.
Na gravação, Nardes deu algumas pistas sobre suas fontes. Ele disse ter falado, naquela semana, “longamente com o time” de Bolsonaro. Afirmou ainda que “julga muitas coisas do que está acontecendo no Brasil, praticamente muita coisa passa pelo TCU”. Nardes também tem profundas conexões com o agronegócio. Ele próprio se declara, no currículo oficial do TCU, como “produtor rural desde 1975”, além de diretor de uma empresa agrícola no Rio Grande do Sul.
Seu irmão, José Otaviano Nardes, é uma das principais lideranças ruralistas na região de Primavera do Leste (MT). Descobriu-se, em 2021, que durante o governo Bolsonaro os dois Nardes manifestaram apoio à ideia do governo Bolsonaro de colocar em prática um plano de exploração comercial de terras indígenas Xavante em Mato Grosso.
Nardes é um conhecido aliado de Bolsonaro. Como notou o jornalista Evandro Éboli, suas biografias se confundem. Ambos apoiaram a ditadura militar (Nardes começou a vida política na direitista Arena, que dava sustentação ao regime). Na Câmara dos Deputados, ambos conviveram nas mesmas legendas por 12 anos: PPR (1995-1999), PPB (1999-2003) e, de novo, o PPB (2003-2007).
Quando foi escolhido para ser o relator, no TCU, no caso das joias que envolve Bolsonaro, Nardes optou por não determinar o confisco dos bens, apenas orientou que o ex-presidente deixasse de usá-los.
As pistas que mostram as relações do ministro com o universo bolsonarista, contudo, são incapazes de identificar as fontes de informação de Nardes no áudio de 2022.
Em agosto de 2023, a Folha de S.Pauloindagou ao TCU o que o tribunal havia feito desde a divulgação do áudio para apurar seu conteúdo, porém nada foi respondido. Nardes também nada falou. E assim ficamos até os dias atuais.
Ao longo das 884 páginas do relatório final da PF sobre o plano de golpe, o nome de Augusto Nardes não foi citado nenhuma vez. Está na hora de o ministro, se realmente tem algum apreço pela democracia como ele disse ter na nota de 2022, ajudar a fortalecê-la revelando tudo o que ouviu e principalmente como foi que ouviu.
A forma pela qual Nardes descreveu tudo o que estava acontecendo nos bastidores do governo e dos quartéis, fatos que só seriam plenamente conhecidos dois anos depois, se inscreve como um grande mistério da política nos últimos anos.
Aos 72 anos, o produtor rural Nardes já foi muitas coisas na vida. Depois da Arena militarista, passou para o seu sucessor, o PDS. Foi deputado federal por três mandatos, até conseguir a indicação da Câmara para o cargo no TCU, que, aliás, foi apoiado, ironicamente, pelo próprio presidente Lula em 2005.
Mas não constam, no extenso currículo de Nardes, as atividades de profeta, cartomante ou vidente.
(Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será submetido a um novo procedimento para bloquear o fluxo de sangue em uma região do cérebro e impedir outros sangramentos no crânio como o que ele sofreu nesta semana e precisou ser drenado, disse o jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.
Segundo a colunista da Folha Mônica Bergamo o procedimento será realizado na quinta-feira.
Lula foi submetido a uma cirurgia de emergência na madrugada de terça-feira para drenar um hematoma no crânio, resultado de um tombo no banheiro de casa sofrido em outubro.
Segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira pelo Hospital Sírio-Libanês, Lula está lúcido, orientado e conversando após a operação, mas segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Procurado pela Reuters, o médico pessoal do presidente, Roberto Kalil Filho, não respondeu de imediato a pedido de comentário.