ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.
quinta-feira, 10 de abril de 2025
O “belo presente” de Lewandowski para o PCC e o CV
10/04/2025 às 17:33

Para o procurador da República Helio Telho o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deu um “belo presente” para as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) ao retirar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do apoio aos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos).
Ora, o abastecimento de armas e drogas começa nas rodovias, e a PRF faz o trabalho de interceptar antes que chegue às facções como PCC e Comando Vermelho. Afastar quem atua na linha de frente do combate é enfraquecer a segurança pública.
Ou seja, retirar a PRF é liberar o acesso de armas aos traficantes.
“Constrangedor o desconhecimento do ministro Lewandowisk quando o assunto é combate ao crime organizado. Retirar a PRF do apoio aos GAECOS é um belo presente para o PCC e para o CV. Esse apoio tem autorização expressa nas leis orgânicas dos MPs e na Lei das OrCrim, não é possível que o ministro ignore isso”, escreveu o procurador no X.
Isso é surreal.
Os bastidores da crise na CBF que calou jornalistas, o envolvimento do PCdoB e a liminar de Gilmar Mendes

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enfrenta uma crise que vai muito além dos gramados. Denúncias de má gestão, pressão sobre jornalistas, interferência política e decisões judiciais controversas colocam a entidade no centro de um dos episódios mais delicados do futebol brasileiro recente. E agora, com a revelação do papel direto do PCdoB no caso, esse escândalo ganha novos contornos.
No dia 7 de abril de 2025, o programa Linha de Passe, da ESPN, foi inteiramente dedicado às denúncias da revista Piauí contra a gestão de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF. O conteúdo expôs gastos suspeitos com viagens durante a Copa de 2022, aumentos salariais para presidentes de federações estaduais e contratações sem transparência. No dia seguinte, seis jornalistas que participaram do programa foram afastados pela emissora. Dois dias depois, voltaram ao ar, mas o dano já estava feito: a suspeita de censura ganhou corpo.
A ESPN alegou um erro de processo interno. A CBF negou interferência. Mas a reação pública foi imediata, com jornalistas, torcedores e entidades de classe denunciando o episódio como sinal de submissão aos interesses da Confederação que mantém contrato de transmissão com a emissora para a Série B do Brasileirão.
Em paralelo, outra linha dessa crise corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro de 2023, Ednaldo foi afastado da presidência da CBF por decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que apontou irregularidades no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permitiu sua eleição. Em janeiro de 2024, no entanto, o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar que o reconduziu ao cargo, sob argumento de que a intervenção poderia gerar sanções da FIFA, que não reconhece interferência judicial em entidades esportivas nacionais.
E é justamente nesse ponto que entra o PCdoB agora de forma direta. O partido ingressou formalmente com uma ação no STF em defesa de Ednaldo Rodrigues. Alegou que sua destituição colocaria em risco a autonomia do futebol brasileiro e violaria princípios constitucionais. A iniciativa foi vista como uma jogada estratégica para manter influência sobre a entidade e fortalecer o discurso de representatividade e estabilidade institucional.
O apoio não veio só nos autos. Lideranças do PCdoB também atuaram politicamente em defesa de Ednaldo, em diálogo com membros do Judiciário e do governo federal. O partido tem histórico de atuação em políticas públicas ligadas ao esporte e viu no caso uma oportunidade de projetar protagonismo institucional.
A situação ganha ainda mais peso com a revelação de um contrato assinado em agosto de 2023 entre a CBF e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes. O convênio, de R$ 150 milhões ao longo de dez anos, entrega ao IDP a gestão da CBF Academy, braço de formação profissional da Confederação. O documento foi assinado por Ednaldo Rodrigues e Francisco Schertel Mendes, filho do ministro Gilmar, que também é diretor do instituto. Apesar da ligação direta, Gilmar não se declarou impedido ao julgar o caso.
A sobreposição de interesses — políticos, judiciais e econômicos — levanta suspeitas sérias sobre imparcialidade, favorecimento e conflitos éticos. O episódio da ESPN expôs como a CBF tenta, na prática ou na percepção pública, controlar críticas. Já a atuação do PCdoB e o contrato com o IDP evidenciam como a entidade se tornou peça estratégica num jogo muito maior que o futebol.
Enquanto isso, o julgamento definitivo sobre a liminar que mantém Ednaldo no cargo está paralisado, após pedido de vista do ministro Flávio Dino. E a pergunta que fica é: quem, de fato, está apitando esse jogo?
Carlos Arouck
Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.
Fotógrafo revela o que tem no gabinete de Moraes e logo depois, estranhamente, apaga publicação
JCO

Durante uma visita ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), realizada no dia 26 de março, o fotógrafo Fabio Setti, da New Yorker Magazine, registrou mais do que apenas imagens: ele compartilhou detalhes curiosos do ambiente e da recepção calorosa que recebeu do magistrado, mesmo em um dia marcado por tensão política.
A data da visita coincidiu com a decisão da Primeira Turma do STF que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados réus por suposta tentativa de golpe de Estado. Apesar do peso do momento, Setti relatou um clima surpreendentemente leve e descontraído.
Em uma publicação feita em seu perfil no Instagram, posteriormente apagada, o fotógrafo descreveu o gabinete de Moraes como um ambiente amplo, com grandes janelas e uma biblioteca repleta de livros.
“O ministro alegou ter lido ‘quase todos’, seguido de uma risadinha faceira”, comentou o profissional.
Entre os elementos que chamaram atenção, estavam imagens religiosas — tanto de orixás quanto de santos católicos — além de uma camisa do Corinthians autografada.
“A bença. Proteção nunca é pouca”, escreveu Setti, destacando a diversidade espiritual presente no espaço do ministro.
O fotógrafo também compartilhou que, ao chegar, foi recebido com um sorriso e bom humor por Moraes, que brincou sobre poses fotográficas clichês:
“Só não faço foto cruzando os bracinhos e olhando pra janela”, teria dito o ministro, arrancando risadas e aliviando o clima.
Apesar da repercussão positiva do relato nas redes sociais, a postagem original foi excluída por Setti, que também limitou os comentários em outras fotos de seu perfil. A atitude parece ter sido motivada pela viralização do conteúdo, que gerou grande volume de interações, algumas delas críticas.
Em greve de fome, Glauber "acampa" dentro da Câmara (veja o vídeo)

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) protagonizou um ato inusitado no Congresso Nacional ao passar a noite desta quinta-feira (10) dormindo no chão de um plenário de comissões da Câmara dos Deputados. Em meio à repercussão do processo que pode resultar na perda de seu mandato, Braga iniciou uma greve de fome e afirmou que permanecerá no local até a conclusão da votação em plenário.
A medida extrema foi adotada após o Conselho de Ética da Câmara aprovar, por 13 votos a 5, o parecer favorável à cassação do parlamentar por quebra de decoro. O caso teve início com uma representação do partido Novo, que acusa o deputado de ter desferido um chute em Gabriel Costenaro, militante do Movimento Brasil Livre (MBL), durante uma discussão ocorrida em abril de 2024.
Pelas redes sociais, Braga comunicou que está há mais de 30 horas apenas consumindo líquidos e denunciou o que classifica como um “acordo político” articulado para retirá-lo do cargo.
“Essa tática radical é fruto de uma decisão política: não serei derrotado por Arthur Lira e pelo orçamento secreto. Vou às últimas consequências”, declarou o parlamentar em publicação na plataforma X (antigo Twitter).
Segundo Braga, o processo tem motivações políticas e seria uma resposta às denúncias que ele fez contra o chamado “orçamento secreto”, mecanismo de distribuição de verbas públicas por meio de emendas parlamentares sem transparência, que foi amplamente criticado por diversos setores. O deputado alega que Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, seria um dos articuladores da retaliação.
Bolsonaro se encontra com Hugo Motta e pressiona presidente da Câmara para cumprir palavra
JCO

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve em Brasília nesta quarta-feira (9) para se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o objetivo de tratar da tramitação do projeto de lei que concede anistia aos detidos pelos acontecimentos do dia 8 de janeiro. O encontro foi confirmado pela assessoria de Motta.
A iniciativa de Bolsonaro buscou sensibilizar o presidente da Câmara a cumprir sua palavra e colocar o projeto em pauta, especialmente se o Partido Liberal alcançar as 257 assinaturas necessárias para que o texto seja levado diretamente ao plenário. Atualmente, segundo informações do PL, o projeto já conta com o apoio de 246 parlamentares.
Apesar da pressão, interlocutores próximos revelaram que Hugo Motta ainda não decidiu se levará o tema diretamente ao plenário. Em vez disso, teria demonstrado preferência por encaminhar a proposta a uma comissão especial, o que permitiria um debate mais aprofundado e técnico antes de uma eventual votação.
Nos bastidores, o presidente da Câmara também estaria articulando um diálogo mais amplo sobre o tema, envolvendo representantes do Senado e do Executivo. A intenção seria construir um consenso que viabilize um texto com maior chance de aprovação, inclusive com o apoio do governo federal.
A movimentação de Bolsonaro não se restringiu à reunião presencial. Na véspera do encontro, na terça-feira (8), o ex-presidente já havia feito contato telefônico com Hugo Motta, tentando identificar os obstáculos que têm atrasado a tramitação da proposta na Câmara.
Ainda na noite de terça-feira, durante entrevista a um podcast, Bolsonaro comentou o encontro e demonstrou otimismo quanto à possibilidade de o projeto ser votado em breve.
“Desde a campanha [para a presidência da Câmara], ele [Hugo] fala: ‘A maioria dos líderes querendo priorizar uma pauta, nós vamos atender à maioria’. Ele não participa da votação, tanto é que o voto foi pela abstenção. Não precisa lembrá-lo disso aí, ele sabe bem o que está acontecendo. Se a gente conseguir assinatura, ele vai botar em votação, tenho certeza disso”, declarou o ex-presidente.
Moraes dá entrevista assustadora para biógrafo de Che Guevara
10/04/2025 às 13:45

A recente entrevista concedida pelo ministro Alexandre de Moraes à revista The New Yorker ganhou grande repercussão, não apenas pelas imagens produzidas pelo fotógrafo Fábio Setti — posteriormente removidas das redes sociais —, mas também pela escolha do jornalista responsável pelo perfil: Jon Lee Anderson. Conhecido por sua biografia de Che Guevara, o escritor americano tem uma trajetória marcada por coberturas e livros sobre figuras controversas.
Anderson, de 68 anos, é o autor de Che Guevara: A Revolutionary Life, obra lançada no Brasil em 1997 como Che Guevara: Uma biografia. Para o perfil de Moraes, o jornalista realizou duas entrevistas com o ministro do Supremo Tribunal Federal. O tom da reportagem alterna entre admiração e crítica, refletindo tanto as convicções do biógrafo quanto as declarações incisivas do magistrado.
Durante a entrevista, Moraes adota um discurso que mistura ironia e autoconfiança. Em uma fala que chamou a atenção, ele se refere a si próprio como o protagonista de uma narrativa de resistência.
“Eu brinco com minha equipe de segurança que eu não poderia morrer. O herói do filme tem que continuar”, afirma o ministro.
Um dos pontos mais controversos do conteúdo publicado foi a manifestação de Moraes sobre um tema ainda em julgamento: a possibilidade de Jair Bolsonaro disputar as eleições de 2026. Mesmo com os processos em tramitação, o ministro indicou que vê como praticamente impossível uma reversão das condenações por inelegibilidade do ex-presidente.
“Ele tem duas condenações por inelegibilidade no Tribunal Superior Eleitoral. Então, não há possibilidade de ele retornar [...] e eu não vejo a menor possibilidade de isso acontecer”, declarou.
Além dessas declarações, o perfil de Moraes explora seu posicionamento político, com críticas à “extrema-direita” e comentários sobre os atos de 8 de janeiro. Nessa linha, o ministro reafirma sua interpretação sobre as intenções dos envolvidos:
“O verdadeiro objetivo deles era invadir os prédios, se recusar a sair e criar uma crise tão grave que o Exército seria forçado a intervir.”
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