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sexta-feira, 25 de abril de 2025

Corrupção no Governo Lula: O mesmo jogo com novas peças

 JCO


No terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil volta a testemunhar uma sequência de escândalos que colocam em xeque as promessas de ética e transparência feitas durante a campanha. Denúncias que vão de fraudes bilionárias a suspeitas de manobras fiscais desenham um cenário que lembra os piores momentos da história recente do país — e sugerem que a corrupção não apenas persiste, como se tornou um traço estrutural da máquina pública.

O indiciamento do então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, expôs um conflito claro entre governabilidade e integridade administrativa. Acusado de usar recursos do orçamento secreto para beneficiar a própria irmã e de favorecer empresas ligadas ao seu grupo pessoal, o ministro foi mantido no cargo por Lula, que optou por preservar sua base de apoio no Congresso em vez de agir com rigor ético. A mensagem foi direta: alianças políticas seguem valendo mais que prestação de contas.

Como agravante, o desconforto político aumentou com a recusa de Pedro Lucas, do União Brasil, ao convite para assumir o Ministério das Comunicações. A negativa expôs o desgaste da relação entre o governo e setores do próprio partido, além de evidenciar o isolamento de Lula na tentativa de recompor sua base após o escândalo envolvendo Juscelino. A recusa pública, rara em um cenário político dominado por negociações de bastidor, foi vista como um recado claro: nem todos querem se associar a uma pasta marcada por suspeitas.

Outro episódio que acendeu o alerta foi o bloqueio de R$ 6 bilhões do programa Pé de Meia, voltado ao apoio a estudantes do ensino médio. O Tribunal de Contas da União apontou ausência de previsão orçamentária, e a medida reacendeu o fantasma das pedaladas fiscais — justamente a prática que levou ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Para economistas, o governo atual parece repetir estratégias já condenadas no passado, colocando em risco a credibilidade fiscal.

Em abril de 2025, uma fraude no INSS causou prejuízo de R$ 6,3 bilhões ao bolso dos aposentados, com descontos indevidos em aposentadorias. O escândalo culminou na demissão do presidente do instituto e escancarou as falhas crônicas nos sistemas de controle e fiscalização. A gravidade do caso gerou pressão no Congresso, que cogita a instalação de uma CPI para apurar responsabilidades. O que torna esse episódio ainda mais alarmante é a sua dimensão: trata-se do maior desvio de recursos públicos desde os escândalos da Lava Jato (petrolão). Uma fraude bilionária em cima de aposentados e pensionistas — justamente os mais vulneráveis. É um marco vergonhoso na história recente da administração pública brasileira.

Paralelamente, novas suspeitas de manobras contábeis estão sendo investigadas pelo TCU. A execução orçamentária pouco transparente e o uso de verbas sem autorização formal alimentam o temor de que o governo esteja reincorporando práticas fiscais irregulares. Técnicos do tribunal têm alertado que as pedaladas podem estar de volta ao modus operandi estatal, em uma tentativa de contornar limitações legais e manter promessas políticas.

A situação dos Correios também voltou ao noticiário. Com um rombo de R$ 400 milhões no plano de saúde dos funcionários e atendimento em colapso, a estatal revive fantasmas antigos — como o escândalo do mensalão, que teve origem justamente na empresa pública em 2005. A falta de solução para o problema atual revela não apenas má gestão, mas também negligência em relação a estruturas que continuam sendo usadas como moeda de barganha política.

De forma mais ampla, o saldo negativo nas contas das estatais federais chegou a R$ 707 milhões no primeiro bimestre de 2025, segundo dados oficiais do Tesouro Nacional. O número evidencia que, além dos escândalos específicos, há um rombo estrutural na gestão das empresas públicas, que seguem operando com baixa eficiência e alta vulnerabilidade política.

Mais recentemente, o chamado “arroz gate” — a tentativa do governo de importar arroz por meio da Conab com suspeitas de favorecimento e contratos questionáveis — caiu mal até entre aliados. O episódio levantou dúvidas sobre a transparência nos processos de compras públicas e gerou mais desgaste num momento em que o governo tenta controlar os preços dos alimentos e conter a pressão popular por resultados.

Fora das fronteiras brasileiras, o episódio da concessão de asilo à ex-primeira-dama do Peru, condenada por corrupção, jogou luz sobre a política externa do governo Lula. O gesto foi visto por analistas como um recuo no compromisso do Brasil com o combate à corrupção na América Latina. O país, que chegou a liderar esse enfrentamento durante a Lava Jato, agora aparece mais conivente com práticas questionáveis de aliados regionais.

A percepção pública acompanha os fatos. Segundo pesquisa Datafolha de janeiro de 2025, 74% dos brasileiros acreditam que há corrupção no governo atual — o maior índice desde o início do mandato. Já o PoderData, em levantamento de fevereiro, mostrou que 63% da população considera que Lula está conduzindo mal o combate ao problema. A Transparência Internacional manteve o Brasil com nota 36/100 no Índice de Percepção da Corrupção de 2024, abaixo da média global, indicando estagnação. E nas redes sociais, o termo “corrupção no governo Lula” teve um aumento de 250% nas menções entre dezembro de 2024 e março de 2025.

Desde o mensalão, passando pelo petrolão, até os escândalos mais recentes, os governos do Partido dos Trabalhadores são constantemente associados à corrupção sistêmica. Lula insiste que as denúncias são reflexo da autonomia de órgãos de controle — mas a repetição dos casos enfraquece essa justificativa. A reincidência sugere que o problema é menos episódico e mais estrutural. A cultura de impunidade, a troca de favores políticos e o uso estratégico de cargos públicos continuam a ditar as regras do jogo.

O saldo é claro e brutal: a corrupção no INSS expõe uma ferida aberta. Um esquema bilionário que, sozinho, já figura como o maior roubo institucional desde a Lava Jato. O governo Lula não rompeu com os vícios do passado. E quando um Estado frauda aposentados, não há margem para discurso. Só indignação.

Foto de Carlos Arouck

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

Surge hipótese provável da causa da morte de mulher condenada pela morte do menino Bernardo

 25/04/2025 às 20:56

Uma das quatro pessoas condenadas pela morte do menino Bernardo Uglione Boldini, Edelvânia Wirganovicz, foi encontrada morta na tarde da última terça-feira (22).

O corpo de Edelvânia Wirganovicz foi localizado por agentes na cela do Instituto Penal Feminino de Porto Alegre (RS)

O crime ocorreu em 4 de abril de 2014.

Em 2019, Edelvânia foi condenada a 22 anos e dez meses de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, inicialmente em regime fechado, e conseguiu a progressão ao semiaberto em 2022.

Edelvânia era amiga da madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, condenada a 34 anos e sete meses de prisão pelo crime, e foi a responsável por cavar uma cova para esconder o corpo em Frederico Westphalen, cidade gaúcha vizinha de Três Passos, onde o garoto foi morto.

A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, e o Instituto Geral de Perícias foram acionados para investigar o caso. A análise do caso aponta para o suicídio como a provável hipótese da morte.

Aos onze anos de idade, Bernardo Uglione Boldrini desapareceu no dia 4 de abril de 2014 em Três Passos, município do Noroeste gaúcho a cerca de 400 quilômetros de distância de Porto Alegre onde vivia com o pai, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, além de uma irmã de um ano de vida.

O assassinato de Bernardo

Segundo a polícia, a família registrou o desaparecimento de Bernardo após ele, supostamente, ter saído de casa às 18h daquele dia para ir à casa de um amigo. À época, Leandro Boldrini chegou a dar depoimento a uma rádio local descrevendo as características físicas do filho e pedindo ajuda para encontrá-lo.

Dez dias depois, em 14 de abril, o corpo de Bernardo foi encontrado enterrado em uma área de matagal em Frederico Westphalen, a 81 quilômetros de Três Passos. O laudo pericial revelou que o garoto foi assassinado com uma overdose de midazolam, sedativo utilizado em cirurgias e no tratamento de insônia, resultando em parada cardiorrespiratória. Os quatro autores foram presos, sendo condenados por júri popular em 2019.

Durante o julgamento, testemunhas relataram que Bernardo vivia em situação de negligência e abuso familiar por Leandro e Graciele. Segundo os depoimentos, o garoto era proibido de assistir à televisão, nadar na piscina de casa e até de fazer refeições com a madrasta — apesar da ótima condição financeira do pai, os relatos são de que ele passava fome e frequentemente almoçava na casa de amigos.

Bernardo Boldrini foi enterrado na cidade gaúcha de Santa Maria no mesmo túmulo que a mãe, Odilaine Uglione, que cometeu suicídio com um tiro de arma de fogo no consultório de Leandro, em 2010. Após o assassinato do garoto, a investigação sobre a morte de Odilaine foi reaberta pela Justiça, mas o caso voltou a ser arquivado em 2022 por falta de novos elementos que indicassem homicídio.

A República do Norte e Nordeste

JCO

"Nas noites de Brasília, cheias de mordomia, todos os gastos são pardos" (Millôr Fernandes)

O quadro acima mostra a aberração que verga este país por mais de um século. Enquanto o Sul e o Sudeste geram riqueza, o Norte e o Nordeste, miseráveis, semianalfabetos, atrasados política e economicamente, “administram” o país.

O Congresso brasileiro atual é dominado por cerca de 60% de parlamentares do Norte e do Nordeste! Isto é uma desgraça para o país, que fica à mercê dos jagunços daquelas regiões, impedido de avançar em reformas e temas fundamentais para uma democracia saudável e próspera. A única saída para este dilema seria a divisão de alguns estados do Sul e do Sudeste, mas isto é um sonho quase irrealizável. A outra, também de difícil realização, seria o Brasil dispensar as regiões Nordeste e Norte, saída também difícil, mas não impossível. Criar-se-ia a República do Norte e do Nordeste, soberana e independente do resto do Brasil. Sua relação com a casta malévola que hoje empesta e desgraça o Brasil seria problema daquela nova República.

O miserável estado do Alagoas já “presenteou” o Brasil com três presidentes da República, cada um representando uma desgraça particular para o país: Deodoro da Fonseca – o Marechal decrépito que liderou o primeiro GOLPE MILITAR no Brasil e destruiu a respeitada Monarquia brasileira -, seu sucessor, o idiota autocrata Floriano Peixoto e, por último, o despreparado, medíocre e demagogo Fernando Collor de Mello, este em boa hora chutado da presidência da República em processo de impeachment.

O atual presidente da Câmara, Hugo Motta, é da Paraíba e sucede Arthur Lira, de Alagoas. Ambos os estados (Paraíba e Alagoas) pertencem à mais miserável e atrasada região do Brasil, o Nordeste, a única região em que Lula da Çilva venceu nas eleições de 2022. Pela sua grande população, pode-se afirmar que a mais miserável região do Brasil impôs Lula, o ladrão de nove dedos (outro nordestino!), ao Brasil, com os resultados trágicos para a economia e a moralidade do governo, que a imprensa não oficial apresenta diariamente.

O Nordeste não só começou nossa tragédia com o golpe militar de 15 de novembro de 1889 – cinicamente chamado de Proclamação da República -, como a mantém até os dias de hoje.

Já o Senado da República é hoje presidido (terceiro mandato) por David Alcolumbre, do Amapá, um ignorante sem currículo acadêmico completo algum, mas dono de uma rara maestria em picaretagens.

Todos, Arthur Lira, David Alcolumbre, Hugo Motta e Lula da Çilva “administram” o Brasil de hoje – é o Norte/Nordeste mandando e desmandando no País -, mas têm, os três, o rabo preso no STF e, só por isso, a nação não se liberta da atual Ditadura da Toga, comandada pelo cruel, rancoroso, desumano e irracional, Alexandre de Moraes, um ser destituído de qualquer empatia. Este, Alexandre de Moraes, com apoio incondicional do bando do STF, transformou aquela instituição em uma casa de tolerância para os piores bandidos e em uma espécie de caverna jurídica de Alí Babá, onde a Constituição e o Código de Processo Penal são reescritos diariamente, ao gosto e conveniência dos seus ministros. Também, porque os presidentes do Senado e da Câmara têm ambos os rabos presos no STF, duvido que o mais humano e necessário de todos os projetos legislativos atuais, o da ANISTIA aos presos políticos do 08/01/2023, venha a ser colocado em votação e aprovado.

Triste Brasil! Tão grande e tão rico por natureza, mas tão vilipendiado pelos que tomaram seu destino nas mãos, só para rebaixá-lo ao nível atual.

Tristes trópicos!

José J. de Espíndola

Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra. Doutor Honoris Causa da UFPR. Membro Emérito do Comitê de Dinâmica da ABCM. Detentor do Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira da ABCM. Detentor da Medalha de Reconhecimento da UFSC por Ação Pioneira na Construção da Pós-graduação. Detentor da Medalha João David Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Criador da área de Vibrações e Acústica do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica. Idealizador e criador do LVA, Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC – Agraciado com uma ‘Honorary Session’, por suas contribuições ao campo da Dinâmica, pelo Comité de Dinâmica da ABCM no XII International Symposium DINAME, 2007—Ex-Coordenador de Pós-Graduação das Engenharias III da CAPES/MEC - Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.

Zema reage a operação da PF e liga nomeação do INSS a Lula Governador afirmou que uma quadrilha agia dentro do sistema com total liberdade

Leiliane Lopes - 25/04/2025 19h50 | atualizado em 25/04/2025 19h53

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Nesta quinta-feira (24), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comentou o escândalo envolvendo fraudes no INSS, revelado pela operação Sem Desconto da Polícia Federal. Segundo ele, o caso evidencia mais um episódio de corrupção no país, com impacto direto sobre aposentados.

– O Brasil vive mais um escândalo de corrupção com a fraude no INSS: R$ 6 bilhões desviados dos aposentados, justamente quem mais precisa. Enquanto milhares de brasileiros enfrentam fila por benefício, a quadrilha agia dentro do sistema com total liberdade. E o mais grave: o presidente do INSS foi nomeado pelo Lula – afirmou Zema.

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A operação Sem Desconto foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar fraudes bilionárias em descontos indevidos em benefícios pagos pelo INSS.

A ação apontou que sindicatos e entidades de classe firmavam convênios com o Instituto para aplicar cobranças não autorizadas diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas. Em troca, essas entidades recebiam repasses milionários.

AJUDE ANA PAULA ROCHA SILVA, PELO AMOR DE DEUS!!!

Ana Paula Rocha Silva de 34 anos, internada no Hospital Marquês Bastos, necessita URGENTE DE SANGUE de qualquer tipo.

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PF diz que PMs presos facilitavam roubos a bancos no Piauí; Corregedoria acompanha o caso

Cidade Verde Por Rayane Venâncio

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Os três suspeitos presos durante a Operação Subversivos, realizada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (25), vão passar por audiência de custódia ainda hoje. Entre os presos estão dois policiais militares e um terceiro homem, suspeitos de facilitar roubos a agências bancárias. Desde o início das investigações, em 2022, oito pessoas já foram presas.

Durante coletiva realizada hoje, a Polícia Federal destacou que a organização criminosa realizava arrombamentos em instituições bancárias no interior do estado do Piauí. No decorrer das investigações, a PF identificou a participação de alguns agentes públicos. Segundo o delegado de repressão a crimes patrimoniais da PF, José Nunes, os agentes prestavam apoio logístico.  

"Eles utilizavam informações privilegiadas para que os criminosos tivessem tranquilidade ao acessar as instituições bancárias e conseguir subtrair valores milionários", afirmou o delegado.

Delegado José Nunes

O delegado acrescentou que o grupo está sendo investigado desde 2022, após uma série de furtos à Caixa Econômica Federal. Parte do grupo já foi presa. No entanto, durante o Carnaval de 2025, os criminosos planejavam uma nova ação contra uma agência na cidade de Altos, interior do Piauí. O prejuízo causado às instituições bancárias é considerado milionário. Durante o depoimento, os policiais optaram por permanecer em silêncio.

Em 2022, a Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais e Tráfico de Armas da Polícia Federal passou a investigar o grupo. De acordo com o delegado regional da PF, Ronildo Lages, os investigados já atuavam em outros estados com o mesmo esquema. 

"A maioria da quadrilha é especializada nesse tipo de crime, um deles, inclusive, estava foragido e já foi preso no Rio de Janeiro. Então, são pessoas que não têm uma vida lícita, não têm uma atividade lícita e vivem exclusivamente desse tipo de crime patrimonial. A especialidade deles não era o novo cangaço. E sim, a destruição desses caixas eletrônicos e agências bancárias a fim de cometer o furto. E não o roubo violento, como ocorre na modalidade novo cangaço", explica o delegado.

PM acompanha investigação

Segundo o coronel Newmarcos, corregedor-geral da PM do Piauí, os policiais responderão a processo criminal na Justiça Federal, conduzido pela Polícia Federal, além de processos administrativos internos.  

"Esses processos poderão culminar na exclusão desses policiais da corporação. Quero ressaltar que a Polícia Militar reprova esse tipo de conduta e a Corregedoria está sempre atenta a qualquer deslize, tomando as medidas legais cabíveis", afirmou o corregedor.

Coronel Newmarcos, corregedor geral da PM do Piauí, e capitão Renildo Alves, subcomandante do Bope

Durante a operação desta sexta-feira, a Polícia Federal cumpriu todas as medidas cautelares de prisão dos investigados. Os demais envolvidos já haviam sido presos em fases anteriores da investigação.

Defesa se manifesta

O advogado Abelar Prado, que representa um dos suspeitos presos na operação, destacou que ainda não teve acesso aos detalhes da investigação.  

"Essa situação ocorreu entre 2022 e 2023, na cidade de Altos. Alguns suspeitos foram presos na época, e a investigação continuou. Meu cliente é suspeito de dar suporte à quadrilha que vinha de Santa Catarina. Na última fase da operação, em março, ele foi preso, junto com outra pessoa, por meio de uma ordem de prisão temporária. Essa outra pessoa fez uma espécie de delação premiada e revelou todo o organograma do grupo. Ainda não tivemos acesso às provas da última fase da operação, o que é muito importante, pois, durante a audiência de custódia — sendo um mandado de prisão preventiva —, provavelmente o juiz não irá se manifestar sobre a concessão de liberdade", explicou o advogado.

Fux se levanta, expõe "falta de provas" no caso Débora e propõe mudança drástica

 25/04/2025 às 15:26

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela absolvição de Débora Rodrigues dos Santos na maioria das acusações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. Segundo seu entendimento, não há elementos probatórios suficientes para sustentar a maioria dos crimes imputados à cabeleireira.

Débora foi absurdamente acusada de diversos crimes graves, incluindo associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, propôs pena de 14 anos de reclusão, posição seguida por Flávio Dino. Já Cristiano Zanin sugeriu pena de 11 anos e seis meses.

Em sua análise, Fux apontou, de início, que o STF não teria competência para julgar o caso, considerando que a ré não possui foro privilegiado. No entanto, mesmo superando essa questão preliminar, o magistrado afirmou que as provas não sustentam a condenação pelos crimes graves atribuídos à acusada.

O único fato comprovado nos autos, segundo o voto de Fux, foi a pichação da estátua "A Justiça", de Alfredo Ceschiatti, com a frase “Perdeu, Mané!”. O ministro considerou esse ato como crime de deterioração de patrimônio tombado, conforme previsto na legislação ambiental.

Fux ainda ressaltou que não há indícios de que Débora tenha agido em articulação com outros manifestantes. De acordo com ele, a viagem a Brasília foi feita por iniciativa própria, com pagamento pessoal da passagem, não havendo indícios de apoio logístico ou planejamento conjunto que configurassem uma associação criminosa.

Com base nessa avaliação, o ministro votou por sua absolvição das acusações mais pesadas e a condenou exclusivamente pelo ato de pichação. A pena fixada foi de 1 ano e 6 meses de reclusão, além de 10 dias-multa. Considerando que Débora permaneceu presa preventivamente por período superior ao da pena imposta, Fux optou por não definir o regime inicial de cumprimento, nem analisar eventuais substituições por penas alternativas.

ENCERRAMENTO DA "SEMANA DA IMPRENSA"

O encerramento da Semana da Imprensa foi marcado por muita união, reconhecimento e celebração. Em um clima de gratidão, profissionais da com...