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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Delator detalhou esquema que foi embrião da fraude bilionária no INSS Um dos depoimentos mais relevantes veio de um ex-funcionário da empresa Premiar Recursos Humanos, que detalhou a falsificação

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Fachada da Conafer, associação investigada por envolvimento no esquema de descontos do INSS, no Setor Comercial Sul - Metrópoles
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Em meio ao que se tornaria uma das maiores fraudes já registradas contra aposentados do INSS, uma investigação iniciada no Distrito Federal revelou, com anos de antecedência, os mecanismos internos usados para drenar bilhões de reais de beneficiários. À época longe dos holofotes, a apuração conduzida pelo Ministério Público do DF (MPDFT) e a Polícia Civil (PCDF) identificou um sistema de falsificação de documentos, uso de empresas de fachada e simulação de autorizações de desconto em massa, articulado por dirigentes da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

O marco inicial foi um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado ainda em 2021. As provas reunidas pelo MPDFT incluíram depoimentos impactantes, documentos manipulados e a participação de empresas contratadas para simular legalidade em uma estrutura claramente fraudulenta. Um dos pontos principais da apuração foi o papel de delatores que decidiram colaborar com as autoridades mesmo diante de ameaças.

Um dos depoimentos mais relevantes veio de um ex-funcionário da empresa Premiar Recursos Humanos, que detalhou o funcionamento da engrenagem de falsificação. Ele afirmou que a Premiar, subcontratada pela Target Pesquisa de Mercado — por sua vez contratada pela Conafer —, operava diretamente na adulteração de documentos em PDF.

A rotina envolvia a criação artificial de fichas de filiação, com inserção digital de dados pessoais, datas, assinaturas falsas e outras manipulações. As fichas eram então apresentadas como se tivessem sido preenchidas voluntariamente por aposentados que, em muitos casos, sequer sabiam da existência da Conafer.

O delator relatou, ainda, que foi ameaçado pelo então presidente da confederação, Carlos Roberto Ferreira Lopes, após ter deixado a função.

Em 10 de junho de 2021, o então procurador da Premiar, compareceu espontaneamente à Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf/PCDF). Em seu depoimento, ele confirmou que a empresa participou do processo de coleta de documentos e apontou a relação com a Target e a Conafer.

O relato serviu para conectar os pontos da triangulação empresarial: a Conafer contratava a Target com justificativa de formalizar filiações, mas a execução real era feita por uma empresa sem sede operacional, com endereços fantasmas e foco exclusivo na produção de documentos falsos.

Estrutura mínima, lucro máximo
A reportagem esteve na sede da Conafer, no Setor Comercial Sul, em Brasília. A fachada escondia uma estrutura que operava com poucos funcionários, mas movimentava dezenas de milhões de reais. A atendente, ao ser questionada sobre descontos indevidos, demonstrou desconforto e limitou-se a indicar um e-mail para contato.

8 imagens

Documentos levantados pelo MPDFT mostram que, durante o auge das fraudes, Carlos Roberto Ferreira Lopes e seu irmão, Tiago Lopes, abriram empresas com capital social milionário e adquiriram patrimônio incompatível com suas rendas.

O embrião ignorado
Apesar de todos os elementos reunidos no Distrito Federal desde 2021, o esquema só ganharia repercussão nacional anos depois, quando o Metrópoles revelou a escalada de entidades autorizadas a descontar dos benefícios do INSS. A denúncia resultou na Operação Sem Desconto e na queda da cúpula do INSS.

Barroso está por um fio para pedir o boné!

JCO

Como vamos enxergar uma eventual renúncia do ministro Luís Roberto Barroso?

Arrego, cansaço, consciência pesada, divindade… ou simplesmente está acontecendo algo nos bastidores do STF?

O certo é que rumores já começam a circular pelos corredores de Brasília, dando conta que Barroso vai renunciar, até com data marcada; no fim de seu mandato como presidente do STF, em setembro deste ano.

Já teria encaminhado uma justificativa, negociada com o atual presidente do país: ele seria embaixador em algum país da Europa.

E agora, se acontecer, vamos poder devolver o “Perdeu, Mané!” para seu autor?

Alexandre Siqueira

Jornalista independente - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:
  http://livrariafactus.com.br

Ninguém do PT assinou pedido da CPMI do Roubo dos Aposentados O documento recebeu 259 assinaturas, principalmente de partidos da oposição

Pleno.News - 13/05/2025 22h24 | atualizado em 14/05/2025 08h59

Câmara dos Deputados Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Dos 76 parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT), nenhum assinou o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará fraudes nos descontos aplicados a aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O documento apresentado nesta segunda-feira (12) tem a assinatura de 223 deputados federais e 36 senadores de diversos partidos, sendo a maioria deles de siglas da oposição. Entre os partidos da base do governo está o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, que teve seis representantes apoiando a solicitação.

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O requerimento foi articulado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que lideraram o movimento para viabilizar a apuração legislativa.

O objetivo da comissão é investigar um esquema bilionário de irregularidades, revelado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o documento protocolado, as fraudes ocorreram entre 2019 e 2024 e podem ter desviado aproximadamente R$ 6,3 milhões.

– Esse montante representa não apenas um grave dano ao erário, mas também a subtração direta de renda de milhões de brasileiros que dependem do INSS para sua sobrevivência – diz parte da justificativa.

A operação Sem Desconto, deflagrada pela PF, realizou 211 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em diversas unidades da Federação. “Os valores foram retirados mediante falsificação de assinaturas e ausência de documentação adequada”, analisa o documento.

O requerimento também destaca falhas institucionais dentro do INSS que facilitaram o esquema. O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado e posteriormente demitido, e a repercussão do caso levou à saída do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT).

ENCERRAMENTO DA "SEMANA DA IMPRENSA"

O encerramento da Semana da Imprensa foi marcado por muita união, reconhecimento e celebração. Em um clima de gratidão, profissionais da com...