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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

TRF-6 reverte corte de benefícios vitalícios de Jair Bolsonaro

Terra Brasil Notícias.

A manutenção da segurança pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento de pena voltou ao centro do debate jurídico e político no país após uma decisão da desembargadora federal Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que restabeleceu, de forma provisória, parte dos benefícios ligados ao seu aparato de proteção, derrubando liminar da 8ª Vara Federal Cível de Minas Gerais que havia determinado a suspensão de servidores e seguranças vinculados ao ex-mandatário.

Como foi a decisão sobre os benefícios de Bolsonaro?

A liminar anterior estabelecia que, enquanto estivesse preso, o ex-presidente não poderia contar com servidores, veículos oficiais, motoristas e assessores. A defesa recorreu, alegando riscos à integridade física e à dignidade do ex-chefe de Estado, especialmente diante da idade, do quadro de saúde recente e da alta exposição política e midiática que ele ainda possui.

Ao analisar o recurso, a desembargadora Mônica Sifuentes concedeu antecipação de tutela recursal, decisão provisória que antecipa os efeitos de um possível entendimento futuro da Corte. Na prática, a magistrada determinou que a suspensão dos seguranças de Bolsonaro fosse cancelada, preservando a estrutura de apoio pessoal até que o caso seja julgado de forma colegiada pelo TRF-6.

Quais são os argumentos sobre vulnerabilidade e gastos públicos?

No texto da decisão, a desembargadora destacou que a “supressão abrupta e integral de todo o aparato de apoio pessoal” colocaria Bolsonaro, considerado pessoa idosa e com histórico de problemas de saúde, em situação de acentuada vulnerabilidade. O ex-presidente, de 70 anos, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e passou recentemente por cirurgia em Brasília para bloqueio do nervo frênico esquerdo.

A magistrada ressaltou ainda que a equipe que acompanha Bolsonaro atua há anos ao seu lado e que uma desmobilização imediata, com exoneração de servidores, geraria descontinuidade difícil de recompor. Para ela, a manutenção do aparato de segurança e assessoramento não representaria ônus desproporcional ao erário, diante do risco de dano irreparável à dignidade e ao bem-estar de um ex-dignitário da República.

O que permanece suspenso nos benefícios do ex-presidente?

Apesar de restabelecer parte da estrutura de apoio, a decisão de Mônica Sifuentes não devolveu todos os benefícios previstos em lei para ex-presidentes. A magistrada manteve a suspensão dos motoristas oficiais de Jair Bolsonaro, de forma que a recomposição da equipe ocorre de modo parcial, priorizando seguranças e assessores diretos considerados essenciais.

O processo que busca a suspensão dos benefícios foi movido pelo vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG). A ação questiona a pertinência de manter recursos públicos para um ex-presidente em situação de prisão, condenado por tentativa de subversão da ordem democrática, e reacende o debate sobre limitação de privilégios em casos de crimes graves.

Como o caso Bolsonaro se compara ao de Lula em 2018?

O debate sobre benefícios de ex-presidentes presos não é inédito e encontra paralelo no caso de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018. Naquele ano, um juiz da 6ª Vara Federal de Campinas determinou a retirada de assessores, estrutura de segurança e transporte oficial de Lula, sob o argumento de que sua condição de preso afastaria a necessidade de tais serviços.

Assim como agora, a decisão foi posteriormente revista: doze dias depois, o desembargador federal André Nabarrete, do TRF-3, restabeleceu os benefícios, ponderando fatores de segurança institucional, exposição pública e o simbolismo do cargo máximo já ocupado. A comparação é citada em debates jurídicos como parâmetro de isonomia entre ex-presidentes em situação de cumprimento de pena.

FAQ sobre benefícios de Bolsonaro

  • Por quanto tempo os benefícios de segurança de Bolsonaro devem ser mantidos? A decisão atual é provisória, valendo até que o TRF-6 julgue o caso de forma colegiada, sem prazo definido, podendo ser revista futuramente.
  • Quais critérios jurídicos são usados para avaliar a manutenção da segurança de ex-presidentes presos? São considerados fatores como idade, histórico de saúde, exposição política e midiática, risco à integridade física, continuidade da equipe de apoio e impacto sobre o erário.
  • Quem questiona a manutenção dos benefícios e por quê? O vereador Pedro Rousseff (PT-MG) moveu ação alegando que recursos públicos não deveriam custear benefícios a um ex-presidente condenado por tentativa de golpe e cumprindo pena, questionando a pertinência de privilégios em crimes graves.

ONG denuncia prisão de mais de 30 idosos por razões políticas na Venezuela

Terra Brasil Notícias.

A situação dos presos políticos na Venezuela voltou ao centro do debate internacional com a divulgação de novos dados sobre detentos idosos. Em pleno fim de 2025, uma organização de direitos humanos apontou que mais de 30 pessoas com idade avançada seguem atrás das grades por motivos políticos, apesar de anúncios oficiais de libertação feitos pelo governo ditatorial de Nicolás Maduro, reacendendo a discussão sobre o respeito às garantias fundamentais e o tratamento dado a grupos em situação de maior vulnerabilidade, como idosos, estrangeiros e pessoas com doenças graves.

Como a ONG denuncia presos políticos na Venezuela?

Segundo o balanço atualizado da ONG Justicia, Encuentro y Perdón, a Venezuela chega ao fim de 2025 com 1.041 presos políticos. Desse total, 877 são homens e 164 são mulheres, o que evidencia a amplitude da repressão contra atores considerados dissidentes.

Entre essas pessoas, destacam-se 31 idosos em prisão por motivos políticos, grupo especialmente vulnerável por conta de doenças crônicas e fragilidade física. O levantamento também indica a presença de dois adolescentes e 91 pessoas com doenças graves, das quais apenas duas receberam medidas de libertação ao longo de 2025, reforçando alertas sobre acesso limitado à saúde.

Quem são os grupos mais vulneráveis entre os presos políticos?

Além dos cidadãos venezuelanos residentes no país, a ONG destaca a existência de 42 estrangeiros e 49 detentos com dupla nacionalidade entre os presos políticos. Esses casos envolvem frequentemente embaixadas, organismos internacionais e pressão diplomática, pois afetam diretamente as relações da Venezuela com outros Estados.

A combinação de prisioneiros idosos, pessoas doentes, estrangeiros, menores de idade e indivíduos sem julgamento definitivo revela a diversidade de perfis afetados por decisões de natureza política. Esse quadro reforça a percepção de um sistema de justiça seletivo, no qual critérios políticos parecem se sobrepor a garantias legais e humanitárias mínimas.

Por que a permanência de idosos presos por motivos políticos causa preocupação?

A presença de dezenas de idosos entre os presos políticos na Venezuela alerta entidades nacionais e internacionais sobre riscos acrescidos à saúde e à integridade física. Em relatórios de direitos humanos, a discussão costuma envolver acesso à saúde, condições de custódia e respeito ao devido processo legal, especialmente em casos de prisões prolongadas sem julgamento definitivo.

Esse contexto de vulnerabilidade é agravado por fatores típicos do encarceramento em massa, que tornam o impacto da prisão ainda mais severo para a população idosa e doente:

  • Risco à saúde: idosos são mais suscetíveis a complicações médicas em ambientes insalubres ou superlotados.
  • Tempo de prisão: longos períodos sem sentença podem significar, na prática, penas antecipadas.
  • Isolamento social: a distância da família e de redes de apoio tende a ser mais sentida por pessoas em idade avançada.
  • Falta de alternativas: ausência de medidas como prisão domiciliar, liberdade condicional ou indultos humanitários em casos graves.

Como as denúncias afetam a imagem internacional da Venezuela?

As denúncias sobre presos políticos na Venezuela, em especial envolvendo idosos e pessoas doentes, repercutem diretamente na forma como o país é visto por organismos multilaterais, governos estrangeiros e entidades de direitos humanos. Em relatórios internacionais, esses dados funcionam como termômetro da situação das liberdades civis, do espaço para oposição e do grau de independência do Judiciário.

A divulgação de números atualizados em 2025 tende a reforçar debates em comissões de direitos humanos, cortes internacionais e fóruns diplomáticos, influenciando negociações, sanções e esforços de mediação. Internamente, a manutenção de mais de mil presos políticos evidencia forte controle sobre a dissidência e mantém em pauta questionamentos sobre transparência, respeito a decisões judiciais e acesso efetivo ao devido processo.

FAQ sobre presos políticos idosos na Venezuela

  • Quantos idosos seguem presos por motivos políticos na Venezuela? Segundo a ONG, 31 idosos permanecem encarcerados por razões políticas no fim de 2025.
  • As libertações anunciadas pelo governo venezuelano são totalmente confirmadas? Não. Em 2025, o regime anunciou 99 libertações no Natal, mas a ONG conseguiu verificar apenas 71 casos de forma independente.
  • Há presos políticos estrangeiros na Venezuela? Sim. O levantamento indica 42 estrangeiros e 49 venezuelanos com dupla nacionalidade detidos por motivos políticos.
  • Pessoas com doenças graves recebem tratamento diferenciado? A ONG aponta 91 presos políticos com enfermidades graves, dos quais apenas dois teriam sido beneficiados com medidas de libertação ao longo de 2025.

Estadão lança forte editorial detonando Alexandre de Moraes

JCO

O jornal O Estado de S.Paulo publicou hoje, terça-feira, 30, um editorial com duras críticas a recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo a imposição de prisão domiciliar a réus já condenados no âmbito da suposta trama relacionada aos atos de 8 de Janeiro.

Intitulado “Decisão inexplicável”, o texto sustenta que o ministro teria agravado medidas cautelares com base em presunções genéricas de fuga, sem a existência de atos concretos atribuídos aos réus afetados. Segundo o jornal, esse tipo de fundamentação provoca “perplexidade” e ultrapassa os limites estabelecidos pelo devido processo legal.

Leia o editorial na íntegra:

No dia seguinte à malsucedida tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de outros dez réus já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista. A decisão causa perplexidade. O Poder Judiciário tem de assegurar a aplicação da lei penal, mas a lógica do ministro para justificar o agravamento das restrições cautelares impostas a indivíduos que, até onde se sabe, vinham cumprindo suas obrigações enquanto aguardam o trânsito em julgado de suas sentenças, chega às raias da injustiça.
A motivação explicitada pelo próprio ministro é clara. Segundo Moraes, “o modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional” de todos os réus – o que é uma ilação. O ministro afirmou que, após a fuga do ex-deputado Alexandre Ramagem, “a mesma estratégia de evasão do território nacional também se verificou em relação ao corréu Silvinei Vasques”. Foi com base nessa visão presciente que Moraes decidiu impor medidas mais duras a outros condenados, independentemente de qualquer ato por eles praticado no mesmo sentido. Eis o problema.
Sabe-se que medidas cautelares no processo penal não se confundem tecnicamente com penas, mas tampouco podem ser aplicadas como sanção antecipada ou por presunção genérica de risco. No Brasil, tanto a doutrina como a jurisprudência sempre exigiram a individualização dessas medidas, em contraste direto com ações objetivas atribuíveis a cada réu ou investigado. Trata-se de respeito elementar ao devido processo legal.
Punir alguém pelo que outros fizeram – ou pelo que se imagina que possa vir a fazer – equivale a instaurar no País um “direito penal por projeção”, chamemos assim. A legislação brasileira não admite punições coletivas. A Constituição é taxativa ao vedar a transferência da pena de uma pessoa para outra (artigo 5.º, inciso XLV). Ainda que se reconheça a complexidade dos casos envolvendo organizações criminosas, como foi tratada a articulação para a tentativa de golpe, isso não autoriza a flexibilização de direitos e garantias fundamentais nem a substituição da prova individualizada por suposições de comportamento grupal. É alarmante que isso não seja considerado pela mais alta Corte de Justiça brasileira.
Nada indica que os dez condenados submetidos agora à prisão domiciliar, entre outras medidas cautelares, tenham tentado fugir, descumprido ordens judiciais ou atuado em conluio para frustrar a aplicação da lei penal. Agravar sua situação jurídica com base em episódios atribuídos a terceiros não fortalece a autoridade do STF. Ao contrário, fragiliza-a por abrir espaço para decisões percebidas como arbitrárias.
A credibilidade do Supremo não advém só da firmeza de sua resposta aos ataques contra ordem constitucional democrática, mas também – e sobretudo – da observância rigorosa dos limites impostos pelo próprio Estado de Direito que se pretende defender. O Supremo tem de ser justo, não implacável. Praticar abusos à guisa de uma suposta cautela é institucionalizar a injustiça.

Algo dá errado e visita de Tarcísio a Bolsonaro é cancelada

JCO 20/01/2026 às 20:47 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não vai mais visitar Jair Bolsonaro na quinta-feira (...