ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Mais uma do Toffoli: Como presidente do STF ele usou avião da FAB para dar uma “esticadinha” no resort

JCO

O ministro Dias Toffoli aproveitou um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), em 2019, quando era presidente do STF, para dar uma esticadinha no resort Tayayá, que agora está no epicentro de toda essa crise relacionada ao escândalo do Banco Master.

Em 20 de dezembro daquele ano, ele usou um avião da FAB para se dirigir de Brasília até a cidade de Ourinhos, no interior de São Paulo. Na época, o ministro foi para a inauguração do Fórum Eleitoral de Ribeirão Claro (PR), que recebeu o nome do seu pai, Luiz Toffoli.

Depois da inauguração do fórum, o magistrado passou o final de semana no Tayayá. Ele retornou a Brasília em 22 de dezembro, conforme registros da própria Força Aérea Brasileira (FAB). Na época, a imprensa já apontava os parentes de Toffoli como sócios do empreendimento. Além disso, o resort chegou a entrar no radar dos investigadores da operação Lava Jato.

Toffoli passou ao menos 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. Nessas viagens, as diárias dos seguranças do magistrado custaram 548,9 mil reais aos cofres públicos.

Diretor do Incra de Lula atuou em favor de projeto irregular de Daniel Vorcaro

JCO

O envolvimento do atual governo com o empresário Daniel Vorcaro é cada vez mais explicito e notório. Haja alguma falcatrua ou alguma irregularidade, o PT e os petista se fazem presentes. Não tem erro.

As articulações da família Vorcaro para tentar colocar de pé um negócio de R$ 45,5 bilhões em créditos de estoque de carbono produzidos de forma irregular em uma terra pública, pertencente à União, contou com o apoio de um diretor do Incra, autarquia federal responsável por projetos de reforma agrária e regularização fundiária.

Conforme documentos reunidos pela reportagem, o diretor de Governança da Terra do Incra em Brasília, João Pedro Gonçalves da Costa, cobrou celeridade do próprio órgão, no fim do ano passado, para que documentos relacionados a um TAC (termo de ajuste de conduta) apresentado pelos donos do projeto de carbono fossem avaliado.

O propósito era apresentar a iniciativa na COP30, em Belém (PA), como um grande projeto de exploração de carbono na Amazônia. Havia, inclusive, uma agenda já programada para apresentar detalhes do negócio. Para o Incra, no entanto, a geração dos créditos é irregular porque tem origem em terras da União e sem donos privados.

“Encaminho o presente processo para análise dessa [Procuradoria Federal] Especializada, solicitando avaliação do material enviado e, caso atendidas as dúvidas jurídicas, manifestar-se sobre a assinatura do TAC, se possível, até 14/11/2025, pois estamos organizando a assinatura do TAC no dia 16/11/2025 na COP-30”, escreveu João Pedro no documento a que a reportagem teve acesso.

O ofício foi encaminhado no dia 31 de outubro, duas semanas antes do pretendido anúncio. O plano, porém, não teve sucesso, porque o TAC não foi assinado pelo Incra.

João Pedro participou de um seminário realizado no dia 18 de novembro, na COP, para falar sobre “Governança fundiária e ambiental e o mercado de carbono no Brasil”, mas não conseguiu apresentar o projeto que queria.

O painel contou, ainda, com palestra do professor Iraê Amaral Guerrini, que assina o estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista) usado para contabilizar, com uma metodologia teórica, qual seria o estoque de carbono na fazenda que os Vorcaro utilizaram para movimentar bilhões com a operação.

Em setembro, o Incra chegou a enviar um convite para uma reunião de “alinhamento sobre carbono em assentamentos do Incra/Amazonas, Pará e Acre”. Conforme apurou a reportagem, entre os convidados para esse encontro estava a Alliance Participações.

Como revelou a Folha de S. Paulo, a Alliance é controlada por Henrique Moura Vorcaro, que ocupa a cadeira de presidente, e Natália Bueno Vorcaro Zettel, diretora e mulher de Fabiano Zettel, um dos alvos da operação Compliance Zero, que apura o caso Master. Tratam-se do pai e da irmã de Daniel Vorcaro, que sempre negou participação no negócio de carbono na região.

O estoque de créditos de carbono alimentou o patrimônio de duas empresas, a Global Carbon e a Golden Green, controladas por fundos de investimentos ligados ao Banco Master sob gestão da Reag. Tanto o Master quanto a Reag foram liquidados pelo Banco Central.

Graças aos ativos de carbono, as duas empresas foram reavaliadas e passaram a valer R$ 45,5 bilhões -uma delas era, antes disso, um armarinho com capital social de R$ 100.

Assim, os fundos que eram acionistas dessas empresas inflaram o seu patrimônio, segundo os investigadores, o que serviu para desviar dinheiro do Master e para retroalimentar a ciranda financeira, ampliando o patrimônio do banco, o que permitiu à instituição financeira seguir vendendo CDBs no mercado.

A conduta do diretor do Incra no caso difere do posicionamento que o próprio Incra encaminhou à reportagem, ao responder sobre o controle da área de 143,9 mil de hectares no município de Apuí (AM), conhecida como “Fazenda Floresta Amazônica”.

“Trata-se de área da União, destinada a Projeto de Assentamento Federal, contendo matrícula e Portaria de Arrecadação dos anos 1980”, informou a autarquia.

Questionado sobre como avaliava o fato de a região produzir créditos de estoque de carbono de particulares, o Incra foi taxativo: “Os negócios são irregulares e causam danos à União”, afirmou, acrescentando que “medidas administrativas e judiciais estão sendo adotadas”.

O histórico documental da área, conforme documentos obtidos pela reportagem, dá uma ideia da complexidade sobre o uso da terra. A chamada Fazenda Floresta Amazônica, descrita desde fevereiro de 2009 como uma fazenda privada pertencente ao fazendeiro Marco Antonio de Melo, tem sua origem em outro nome: Fazenda Brasiléia.

A mudança de nome desconectou a área de sua origem, a qual estaria vinculada originalmente à chamada Gleba Lisboa, registrada no município de Borba (AM). Ocorre que a Gleba Lisboa foi declarada inexistente pela Justiça, sem que houvesse qualquer passagem de patrimônio público para o privado.

A reportagem tentou contato com o fazendeiro Marco Antonio de Melo, sem sucesso. No Incra, a tentativa de regularizar a transação do carbono vinha sendo tocada por José Antônio Ramos Bittencourt, que atuou como mediador da transação comercial entre o fazendeiro e a Alliance, da família de Vorcaro.

A reportagem encaminhou pedidos de esclarecimento ao Incra e ao diretor João Pedro, por meio da assessoria do órgão.

Em nota, o Incra declarou que, em março do ano passado, José Antônio Ramos Bittencourt apresentou requerimento para analisar a possibilidade de “dar continuidade ao projeto ambiental”, com “a celebração de termo de compromisso”.

O Incra afirmou que instalou um grupo de trabalho para analisar o projeto, com participação de servidores da diretoria de Governança da Terra, e que esse grupo decidiu remeter o processo à Procuradoria Federal Especializada do órgão, que solicitou informações adicionais.

“Assim, não houve conclusão sobre a possibilidade ou impossibilidade de firmar-se Termo de Compromisso com o desenvolvedor”, afirma a autarquia. “A afirmação de que o diretor de Governança da Terra teria atuado pessoalmente para validar o projeto não tem correspondência com a atuação administrativa, documentada em todo o trâmite processual”, declarou.

A solicitação de urgência na análise, segundo o Incra, não configura tentativa de validação do projeto. “A solicitação de celeridade teve como fundamento a diretriz de gestão de concluir questões sobre temas ambientais ainda antes da COP30. Vale salientar que durante a Conferência do Clima, a autarquia promoveu diversas atividades, sendo que antes da realização do evento foram priorizadas as ações que tivessem relação com os temas debatidos na COP30”, disse.

Segundo a autarquia, não houve possibilidade de conclusão do TAC em novembro, por causa de “questões jurídicas suscitadas pela Procuradoria Federal Especializada”.

“Novo pedido de complementação de documentos foi remetido à empresa em 28/11, inclusive com cópia do Parecer Jurídico. Este, acatado imediatamente pelo próprio diretor João Pedro, informa a necessidade de prestação de esclarecimentos complementares, que apenas foram remetidas em 24/12/2025 e ainda estão sob análise técnica. Portanto, apesar do pedido da empresa, não houve, por parte do Incra, finalização da análise técnica sobre a viabilidade de realização do projeto ambiental”, declarou.

De acordo com a autarquia, suas análises técnicas e jurídicas “sempre deixaram claro a impossibilidade de convalidar qualquer aspecto da negociação antes entabulada entre Marco Antônio de Melo e José Bittencourt, consideradas ilegais pelo Incra, conforme anteriormente informado”.

Se antes o Incra afirmou que estava tomando medidas judiciais e administrativas sobre o caso, agora declarou que “projetos envolvendo qualquer espécie de pagamento por serviços ambientais em áreas públicas afetadas à Política Nacional de Reforma Agrária devem passar pelo crivo da autarquia e das comunidades beneficiadas, nos termos da legislação vigente”.

No réveillon Toffoli fechou o Tayayá para festa com samba e um convidado de fama internacional

JCO

No fim do ano passado, Toffoli fechou o resort para uma festa destinada a familiares e convidados. Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista. A informação é do site Metrópoles.

Antes disso, ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Toffoli é o relator, no STF, de investigação envolvendo o banco. Também já atuou em processos da J&F.

Funcionários do hotel disseram que o evento de Toffoli mobilizou toda a equipe do resort. O festejo contou com a presença de artistas e do ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário, o Fenômeno.

Um funcionário publicou foto de Ronaldo no local, mas a apagou posteriormente. Na festa promovida por Toffoli, Ronaldo teria inaugurado a área de jogatina. Ele é jogador profissional de pôquer, modalidade legalizada no Brasil.

Professor é preso suspeito de abusar de mais de 240 crianças

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Um professor é suspeito de abusar sexualmente de mais de 240 alunos no Maranhão.

Ele foi foi preso nesta quarta-feira (21) pela Polícia Civil. As vítimas são crianças e adolescentes que teriam mantido contato com o investigado entre os anos de 2023 e 2025.

A prisão foi realizada no Piauí, mas os crimes teriam ocorrido em Tuntum, no Maranhão. O professor, que não teve a identidade divulgada, foi localizado e capturado em União (PI), onde residia atualmente.

Para conseguir realizar a prisão do suspeiro, a polícia contou com a participação decisiva dos pais das vítimas, que colaboraram com as investigações, iniciadas em maio de 2025.

De acordo com o delegado Wlisses Alves, da Delegacia de Presidente Dutra (MA), os abusos teriam ocorrido entre 2023 e maio de 2025, período em que o suspeito chegou a ser preso por importunação sexual.

“Ele foi colocado em liberdade provisória, mas não retornou às atividades em sala de aula”, afirmou o delegado.

As investigações indicam que o professor praticava atos libidinosos com as vítimas dentro das salas de aula. Todas tinham menos de 14 anos de idade. Até o momento, não há relato de estupro consumado, porém a polícia solicitou que os alunos sejam submetidos a exames periciais.

Caso seja condenado, o investigado poderá responder pelo crime de estupro de vulnerável, cuja pena prevista varia de 10 a 18 anos de reclusão.

TSE começa a se movimentar para as eleições e número de eleitores surpreende

JCO

Entre maio e dezembro do ano passado, o eleitorado brasileiro cresceu em mais de 1 milhão de registros. O número de eleitoras e eleitores aptos a votar no próximo pleito nacional - com primeiro turno marcado 4 de outubro deste ano - passou de 154,29 milhões, em maio de 2025; para 155,38 milhões, no último mês de dezembro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o avanço foi impulsionado tanto por novos alistamentos quanto pela regularização de títulos eleitorais.

Os dados estão disponíveis na página de estatísticas eleitorais do TSE. Todas as regiões do país registraram aumento no número de eleitores entre maio e dezembro de 2025. O Sudeste apresentou o maior aumento absoluto, com mais de 370 mil novos eleitores aptos, seguido pelo Nordeste que registrou aumento de quase 252 mil e pelo Sul, com cerca de 153 mil. As Regiões Norte e Centro-Oeste têm 134 mil e 130 mil novos eleitores, respectivamente.

O eleitorado no exterior também cresceu: são 51,8 mil eleitores regularizados no período. A análise por faixa etária mostra que o crescimento do eleitorado se concentrou principalmente entre pessoas mais velhas. Os maiores avanços foram registrados entre eleitores de 65 a 69 anos, com acréscimo de 241,9 mil registros. No recorte por gênero, a expansão do cadastro eleitoral apresentou comportamento equilibrado. O eleitorado feminino cresceu em 548,4 mil pessoas, enquanto o masculino registrou aumento de 546 mil.

Os serviços eleitorais de alistamento, revisão de dados, transferência de domicílio e regularização da situação eleitoral podem ser solicitados até 6 de maio em qualquer unidade da Justiça Eleitoral.

No fim do dia, surge mais uma notícia constrangedora envolvendo a família Toffoli

JCO

A empresa do irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, está registrada num mero endereço de fachada, em Marília (SP). Repórteres do site Metrópoles foram até o local e se depararam com um imóvel com sinais visíveis de desgaste, paredes rachadas, padrão simples, num bairro residencial da cidade.

A Maridt Participações já integrou o quadro de proprietários do resort Tayayá, situado em Ribeirão Claro (PR). Até março de 2025, a companhia possuía o equivalente a 17% das cotas das empresas responsáveis pela gestão do empreendimento: Tayayá Administração e Participações e DGEP Empreendimentos e Participações. À época da venda, a fatia correspondia a cerca de R$ 3,5 milhões.

No mesmo endereço de Marília também consta o domicílio de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro. Eugênio é engenheiro de formação e um dos sócios da Maridt. Ele também tem em seu nome uma empresa de engenharia que está registrada no mesmo endereço.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Jurista avalia caso Master e conclui: “Estamos diante de um surubão institucional” (veja o vídeo)

JCO

O Resort Tayayá, erguido em Ribeirão Claro (PR) pela família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está no centro de um escândalo que lançou desconfiança sobre a atuação do ministro no caso do Banco Master.

Em Ribeirão Claro, o local é conhecido como o “resort do Toffoli”. Isso parece fazer sentido com relação a blindagem no Banco Master e a tentativa de manter as provas lacradas no STF.

Assim, Toffoli subiu de patamar. Deixou de ser parte interessada, para ser parte envolvida no caso.

Para o jurista André Marsiglia estamos diante de um "surubão institucional"

Veja o vídeo:

FESTIVAL DE VERÃO EM PARNAÍBA NO PIAUÍ

Nesta sexta-feira (23), Parnaíba viveu uma noite histórica com a realização do II Festival de Verão , que reuniu uma verdadeira multidão em ...