ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Denúncia da PGR contra Marcel van Hattem é afronta à imunidade parlamentar

JCO
 29/04/2026 às 06:37

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) foi notificado nesta terça-feira (28) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a denúncia aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação tem como base um discurso feito pelo parlamentar gaúcho na tribuna da Câmara dos Deputados, espaço totalmente resguardado pela imunidade parlamentar.

“É um verdadeiro absurdo a decisão da PGR em me denunciar por um discurso feito na tribuna da Câmara dos Deputados. A PGR é omissa quando há crimes em potencial envolvendo ministros do STF, mas é altiva quando o assunto é afrontar a Constituição. O artigo 53 é claro ao afirmar que parlamentares possuem imunidade por opiniões, palavras e votos. Estou sendo denunciado porque ousei apontar uma ilegalidade praticada por um delegado da Polícia Federal”, apontou Marcel van Hattem.

Em tom de enfrentamento e classificando a medida como tentativa de intimidação política, o deputado reagiu.

“Há uma perseguição clara contra quem expõe a verdade. E se acham que vão me calar, estão muito enganados. Vou seguir ainda mais firme denunciando abusos de autoridade no Brasil”.

Na denúncia, a PGR sustenta que o parlamentar teria ultrapassado os limites da crítica política ao utilizar termos considerados ofensivos contra um delegado da Polícia Federal, enquadrando a conduta como crimes contra a honra. O próprio órgão reconhece a existência de ampla liberdade de manifestação parlamentar, mas afirma que, no caso, teria havido “abuso” no exercício dessa prerrogativa, interpretação que, para especialistas, introduz um grau de subjetividade capaz de esvaziar a proteção constitucional.

A defesa rebateu com veemência e sustenta que a denúncia representa uma ruptura com a tradição jurídica brasileira. O advogado do caso, Alexandre Wunderlich, afirmou que o caso inaugura um precedente perigoso.

“Os atos ocorreram no exercício do mandato, no uso da tribuna da Casa Legislativa. A garantia constitucional da imunidade parlamentar é ampla e irrestrita, historicamente. A Constituição não prevê restrição ao seu alcance quando refere que a inviolabilidade decorre de quaisquer opiniões, palavras e votos. Agora se pretende, casualmente no momento pré-eleitoral, uma variação da jurisprudência, relativizando a garantia constitucional. Ao final, não é o deputado e a garantia que estão em risco, é o funcionamento do parlamento e a própria democracia”, enfatizou Wunderlich.

O episódio projeta um cenário de crescente insegurança jurídica. Ao admitir a possibilidade de responsabilização penal por falas proferidas diretamente da tribuna, abre-se uma zona cinzenta sobre o alcance da imunidade parlamentar, um dos pilares do sistema representativo. Na prática, o risco apontado por parlamentares é o de que a crítica política, especialmente quando dirigida a autoridades, passe a ser filtrada pelo temor de sanções judiciais.

Mais do que um caso isolado, a denúncia é vista como parte de um movimento mais amplo de tensionamento entre os Poderes. Para aliados de Van Hattem, trata-se de uma tentativa de constranger e limitar a atuação de vozes críticas dentro do Parlamento.

Para o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, a denúncia evidencia um movimento que ultrapassa o caso individual e atinge o próprio funcionamento das instituições.

“Não estamos falando apenas de um deputado sob pressão, é o Parlamento sob risco de constrangimento permanente. A Constituição não protege discursos convenientes, protege justamente os incômodos. Quando essa fronteira começa a ser relativizada, abre-se um precedente que afeta todo o funcionamento do regime democrático”, concluiu Ribeiro.

Ultimas movimentações no STF impõem a sensação de que 2026 será ainda pior que em 2022

JCO

Eu tenho alertado...

Focar em eleições com um estado de exceção em vigência não faz sentido algum.

“Vamos eleger um Senado de direita para aprovar impeachment de ministros!”

É mesmo?

Pois só nesta terça-feira (28) dois pré-candidatos a senador, os deputados Marcel van Hattem e Gustavo Gayer, foram alvo de denúncia no Supremo por "crime" de opinião. O caso está com o 'comissário' Dino.

Alguém tem dúvida da condenação, e da inelegibilidade?

De quebra, abriram processo contra o Silas Malafaia, por uma crítica genérica contra generais.

Isso depois deles terem aberto processo contra Flávio, e terem aberto queixa contra Zema.

E a PF já deixou claro como será a liberdade de expressão para os eleitores, criminalizando críticas ao Descondenado.

Será ainda pior que em 2022.

Leandro Ruschel.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Moraes perde o controle e "surta" em julgamento no STF (veja o vídeo)

JCO

Durante o julgamento no STF, Alexandre de Moraes perdeu o controle e saiu do tema. Em 'indireta' a Romeu Zema, Moraes afirmou:

“Políticos que não têm votos necessários para atingir candidaturas acabam ofendendo o Poder Judiciário, a honra e a dignidade dos membros, utilizando-o como escada eleitoral.”

O advogado Enio Viterbo comentou:

"Pelo amor de Deus. Se controla, Alexandre.
O ministro Alexandre de Moraes aproveitou o julgamento de um processo do deputado Gustavo Gayer contra um outro deputado e simplesmente começou a mandar indiretas para o Romeu Zema.
Um completo desvio de finalidade.
Um desrespeito com o dinheiro público.
Um desrespeito com o Direito e com o processo penal.
Um desrespeito com o STF.
Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes têm que aprender que não é porque tem um microfone ali na mesa que eles podem falar qualquer coisa.
A sessão de julgamento dos processos é DOS PROCESSOS.
Não é pra cantar.
Não é pra recitar poesia.
Não é pra mandar recados políticos.
Se quiserem um microfone e uma bancada para dar recados políticos, candidatem-se ao Congresso."

Assista:

Depois de 132 anos sem rejeitar indicados ao STF, chegou a hora dos senadores honrarem as calças que vestem ou ficarão nus nas eleições

JCO

Com apenas quatro exigências para indicação de um nome, pela presidência da república, para ocupar a cadeira do Supremo Tribunal Federal, o senado tem a oportunidade de mostrar sua independência, após 132 anos, amanhã, quando Jorge Rodrigo Araújo Messias, ou simplesmente Bessias como é conhecido, será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça da casa.

Das exigências para a indicação, duas são de caráter objetivo e duas de caráter subjetivo. Respectivamente, ser brasileiro e ter entre 35 e 70 anos, e reputação ilibada e notável saber jurídico.

O problema reside nas exigências de natureza subjetiva, afinal, Bessias carrega sobre seus ombros as dúvidas de sua reputação ilibada, e cá entre nós, a escancarada falta de convicção a respeito de seu NOTÁVEL SABER JURÍDICO.

E se querem saber, a polêmica já começa na pessoa que o indicou, o próprio presidente da república, o Lula.

Sobre a história e o tabu dos 132 anos sem rejeição de um nome sequer para se tornar um togado, tudo aconteceu pela última vez em 1894. Desde o período republicano, a partir de 1891, dos 173 nomes indicados, nenhum deles foi reprovado pelo Senado Federal. 

Em 1894, o Brasil era presidido pelo Marechal Floriano Peixoto. Cinco nomes foram indicados para se tornar ministro do STF, e um a um, foram rejeitados pelo Senado da República. São eles: o médico Cândido Barata Ribeiro, os generais Ewerton Quadros e Innocêncio Galvão de Queiroz, o advogado Antônio Sève Navarro e o diretor-geral dos correios Demosthenes da Silveira Lobo.

À época, uma das exigências era o “notório saber”, e quatro deles não exerciam atividades na área jurídica, ainda que o general Galvão de Queiroz tivesse formação em direito, e apenas o advogado Antônio Séve Navarro exercia a advocacia, porém, foi rejeitado por questões políticas.

Após este episódio, as constituições seguintes alteraram a exigência do “notório saber” por “notável saber jurídico”. Por definição, nem tudo que é notório é notável, mas tudo que é notável é notório!

A título de curiosidade, ao longo do tempo, tivemos mais juristas recusando a indicação para ministro do STF do que rejeitados pelos senadores. No total, seis grandes e reconhecidos juristas brasileiros não aceitaram a indicação: Afonso Pena, indicado pelo presidente Prudente de Morais; Francisco Mendes Pimentel, indicado por Wenceslau Braz e Getúlio Vargas; Clóvis Beviláqua, por Hermes da Fonseca e Washington Luís; Milton Campos, por Castello Branco e Emílio Garrastazu Médici; Hely Lopes Meirelles, convidado por Ernesto Geisel; Sobral Pinto, indicado por Juscelino Kubistchek. 

Amanhã, 29 de abril, na Comissão de Constituição e Justiça, formada por 27 senadores titulares e por 27 suplentes, acontece a sabatina de Jorge Messias, com votação secreta. Se rejeitado, finaliza a indicação. Se aprovado, a votação vai para o plenário do Senado Federal formado por 81 senadores, e lá tudo é decidido.

Tomando como referência a vontade que grande e expressiva parte dos eleitores e da sociedade brasileira não quer, e não aceita, a indicação do Jorge Messias como ministro da mais alta corte, o SENADO FEDERAL tem mais uma chance de mostrar caráter e dignidade, rejeitando o seu nome. A instituição STF, hoje combalida e desrespeitada por seus membros, parte deles indicados pelo próprio e atual presidente brasileiro, não suporta mais desmandos que lá acontecem. 

O Senado Federal, e seus senadores, vai ter a cara do seu indigno e oportunista presidente, Davi Alcolumbre, ou a cara dos brasileiros que clamam por hombridade, justiça e respeito aos que os elegeram?

As próximas eleições são logo ali…  

Alexandre Siqueira

Vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Independente e Afiliados - AJOIA Brasil - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:  http://livrariafactus.com.br

Com afirmação “falsa” família de Moraes entra com ação contra o relator da CPI do Crime Organizado

JCO

A família do ministro Alexandre de Moraes ingressou com ação judicial contra o senador Alessandro Vieira exigindo danos morais.

A alegação é de que numa entrevista ao SBT, o senador teria afirmado que eles receberam dinheiro do PCC. Por isso pedem supostos danos morais.

Porém, segundo sustenta o próprio senador, essa alegação é falsa.

O que Alessandro Vieira afirmou é que eles receberam dinheiro do Master, que é um grupo criminoso. E isso é inegável.

Para o parlamentar, isso não passa de mais uma tentativa de intimidação. Eis o que disse:

“Essas tentativas de intimidação se somam às ameaças e ofensas dos ministros Toffoli e Gilmar e são sintomas de um quadro grave, onde uma elite se julga intocável. Vou seguir trabalhando com tranquilidade e firmeza para que o Brasil seja um dia um país onde a lei é igual para todos.”

TSE é acionado para impedir que Lula promova ataques contra Flávio em rede nacional

JCO

A jornalista Malu Gaspar revelou que o PL acionou nesta terça-feira (28) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impor uma série de restrições ao pronunciamento em rede nacional de rádio e TV que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve gravar por ocasião do Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (1).

Veja o diz Malu Gaspar:

A sigla quer que o TSE dê uma liminar, antes mesmo da veiculação do pronunciamento, proibindo Lula de usar o palanque eletrônico para fazer “promoção pessoal” e “associação direta de sua imagem a políticas públicas” – além de barrar que o presidente dispare ataques a adversários e gestões de antecessores, como Jair Bolsonaro. O PL pretende lançar a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho “zero um” do ex-presidente, para as próximas eleições.

A última pesquisa Quaest/Genial mostrou Lula e Flávio empatados tecnicamente num eventual segundo turno, com o senador do Rio numericamente à frente do petista pela primeira vez, com 42% ante 40% do atual chefe do Executivo.

Neste terceiro mandato, Lula gravou pronunciamentos para a data em 2023, 2024 e 2025, aproveitando a plataforma para exaltar medidas da administração petista, como a “valorização do salário mínimo” e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

O PL quer que o TSE obrigue Lula a manter “a necessária neutralidade institucional” no pronunciamento – e o proíba de utilizar “imagens externas e elementos visuais”, como símbolos, marcas ou recursos gráficos que deem uma conotação de propaganda eleitoral antecipada à fala do presidente da República.

O pedido do PL foi feito no âmbito de uma ação em andamento no TSE que contesta o uso eleitoreiro do pronunciamento de Lula veiculado em março no Dia da Mulher, quando a fala do presidente foi acompanhada da exibição de imagens de cerimônias do governo e de exaltação a programas como o Pé de Meia, Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família, com a exibição de rostos de pessoas que lembram os programas eleitorais.

O caso ainda não foi analisado pelo plenário da Corte Eleitoral.

Vorcaro bancou viagens de notórias autoridades em eventos de Gilmar e a Londres

JCO

O banqueiro Daniel Vorcaro financiou eventos paralelos ao chamado “Gilmarpalooza”, em Lisboa, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de custear despesas de autoridades brasileiras em outro evento em Londres.

Segundo apurações da Polícia Federal divulgadas pela Folha de S. Paulo, os gastos totais do banqueiro com estes eventos e autoridades no ano de 2024, entre outros, chegaram a US$ 11,5 milhões – cerca de R$ 60 milhões, de acordo com a cotação oficial.

Em relação ao chamado “Gilmarpalooza”, oficialmente conhecido como Fórum Jurídico de Lisboa, no mês de junho daquele ano, a equipe de Vorcaro organizou uma agenda paralela marcada por festas, DJs, dançarinas, jantares e até compras em shopping.

O pacote incluiu ainda o fretamento de dois jatinhos de Lisboa para Brasília, ao custo de US$ 232,6 mil (R$ 1,2 milhão), utilizados por participantes do evento. As despesas em Portugal somaram cerca de US$ 1,6 milhão (R$ 8,3 milhões), mantendo um padrão de luxo que chamou atenção pela mistura entre compromissos institucionais e entretenimento.

Já sobre o evento em Londres, o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, Vorcaro fez o maior gasto: US$ 7,5 milhões (R$ 38,7 milhões). A conferência foi realizada entre os dias 24 e 26 de abril de 2024 e contou com o pagamento de hospedagem, estrutura e eventos sociais para cerca de 70 pessoas, embora apenas 25 participassem diretamente dos debates.

Segundo a apuração, a programação incluiu uma noite de homenagem com troféus de cristal ao ex-presidente Michel Temer (MDB), realizada em um museu tradicional da capital inglesa.

Além do ex-presidente, também chamou a atenção a lista de participantes que viajaram com as despesas pagas pelo banqueiro: os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Também constam na lista o ex-ministro Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública); o advogado-geral da União, Jorge Messias; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) à época, Alexandre Cordeiro.

A hora da verdade para Jorge Messias: Sabatina na CCJ pode expor o que até agora ficou nos bastidores (veja o vídeo)

JCO 29/04/2026 às 06:46 Não é mais bastidor. É confronto direto. A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça deixou de...