O psiquiatra mais lido do mundo, Dr. Augusto Cury, fez um apelo comovente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de Débora Rodrigues, uma mãe de dois filhos que pode ser condenada a até 14 anos de prisão por ter pichado um monumento com batom durante os atos do dia 8 de janeiro, em Brasília.
Sensibilizado com o caso, Dr. Augusto Cury recorreu publicamente ao STF, destacando o impacto psicológico da ausência da mãe na vida das crianças. “Cada dia longe da mãe provoca sofrimento emocional profundo e sequelas irreparáveis no desenvolvimento das crianças”, afirmou o médico, que é autor de mais de 70 livros publicados em mais de 80 países.
Sem antecedentes criminais, Débora está presa preventivamente em regime fechado há 2 anos. Em carta enviada ao ministro Alexandre de Moraes, Débora suplicou perdão. Ela expressou arrependimento e relatou o sofrimento emocional vivido por seus filhos desde sua prisão. “Eles choram todos os dias. Estão em acompanhamento psicológico. Não compreendem minha ausência. Me pedem de volta”, escreveu.
O que está em jogo não é só uma mulher atrás das grades. São duas crianças que choram todos os dias pela ausência da mãe. São corações pequenos pagando por um erro que não cometeram.
O Brasil precisa parar para ouvir isso. Estamos criando órfãos de mães vivas. Estamos esquecendo que o Direito não pode se transformar em vingança institucionalizada.
Este não é apenas o julgamento de Débora. É o julgamento da nossa consciência coletiva.
Karina Michelin. Jornalista.
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