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domingo, 15 de março de 2026

Senador detona uso deturpado da lei de sigilo: "Virou um jogo pessoal"

 JCO

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou o uso indevido do sigilo de 100 anos por autoridades públicas. Para o parlamentar, o sigilo previsto na Lei de Acesso à Informação (LAI) para proteger dados pessoais estaria sendo usado para restringir o acesso a informações de interesse público. 

"A lei define que esse sigilo deve proteger informações consideradas pessoais relacionadas à vida privada ou à intimidade de um cidadão, ou seja, à proteção de pessoas físicas, não do Brasil, da segurança nacional do Estado e, também, não a questões de governo, de Estado e de instituições. Virou um jogo pessoal. Nesse caso, a lei prevê que o acesso a esse tipo de conteúdo deve ser restrito a agentes públicos autorizados e ao cidadão ao qual a informação se refere", destacou. 

No pronunciamento, o senador também mencionou dispositivos da lei que tratam da classificação de dados em relação ao grau de restrição. Ele lembrou que a norma estabelece prazos distintos para diferentes níveis de sigilo e argumentou que a lei foi criada para garantir o acesso a informações públicas, conforme o direito previsto na Constituição.  

Plínio afirmou ainda que informações relevantes para a sociedade devem permanecer acessíveis e que o tema precisa ser debatido. Segundo ele, para evitar limitações indevidas, é necessário avaliar a forma como a legislação vem sendo aplicada por detentores do poder.

"Uma lei que foi criada para facilitar o acesso à informação acaba por proibir esse acesso à informação e criar precedentes perigosíssimos", lamentou.

sábado, 14 de março de 2026

Caso Master finalmente chega em Fernando Haddad

JCO

O senador Flávio Bolsonaro protocolou um requerimento solicitando que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta para investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também inclua novos nomes entre os possíveis alvos das apurações.

No documento, o parlamentar pede que a investigação se estenda aos ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Rui Costa, da Casa Civil, ambos integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além deles, o senador solicita a inclusão do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O pedido de aditamento ao requerimento da CPI — ao qual a coluna teve acesso — solicita a “apuração de possíveis relações institucionais, pessoais, financeiras ou de outra natureza” entre os nomes mencionados e a instituição financeira anteriormente comandada por Vorcaro.

A comissão de investigação foi inicialmente proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB) após os desdobramentos do chamado Caso Master, que passou a gerar repercussão política em Brasília.

Ao justificar a inclusão dos novos investigados, Flávio Bolsonaro mencionou informações sobre um encontro entre Daniel Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. Segundo o senador, a reunião teria ocorrido em dezembro de 2024 e não teria sido registrada na agenda oficial da Presidência.

No requerimento, o parlamentar afirma que a ampliação das investigações pretende esclarecer as circunstâncias desse encontro e eventuais interações entre autoridades públicas e o controlador do Banco Master.

“A ampliação ora proposta abrange, em especial, a verificação das circunstâncias relacionadas a eventual reunião realizada em dezembro de 2024 que não teria sido registrada em agenda oficial, bem como a análise de eventuais interações mantidas entre as autoridades mencionadas e o controlador da instituição financeira, com o objetivo de examinar se tais contatos produziram reflexos sobre a regularidade do exercício de funções públicas ou sobre a atuação institucional de órgãos responsáveis pela formulação, regulação e supervisão do sistema financeiro nacional”, escreveu o senador no documento.

O parlamentar acrescentou ainda que o pedido de ampliação da CPI busca incorporar fatos divulgados publicamente e declarações de autoridades, com a intenção de reforçar a delimitação do objeto da investigação e garantir maior transparência no processo.

“Ao incorporar fatos concretos amplamente divulgados pela imprensa e declarações públicas de autoridades governamentais, o presente aditamento contribui para reforçar a delimitação do fato determinado, assegurar a transparência da investigação parlamentar e atender ao inequívoco interesse público”, completou.

Para que a solicitação avance, Flávio Bolsonaro informou que iniciará a coleta de assinaturas de pelo menos 27 senadores, número mínimo necessário para a criação de uma CPI no Senado.

Em manifestação pública sobre o caso, na segunda-feira (9/3), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou esperar que as investigações da Polícia Federal avancem. Segundo ele, as supostas fraudes relacionadas ao Banco Master não ocorreram durante a gestão atual de Gabriel Galípolo no Banco Central.

Haddad declarou ainda que as irregularidades investigadas teriam ocorrido durante a administração do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Logo saberemos debaixo do nariz de quem as fraudes do Banco Master não apenas ocorreram, como foram promovidas”, afirmou o ministro.

Magistrado que matou colega em 2003 finalmente recebe a merecida condenação

JCO

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) obteve, nesta quinta-feira (12), uma resposta histórica à sociedade capixaba, com a condenação do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira a 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, como mandante do homicídio qualificado do também juiz Alexandre Martins de Castro Filho. O crime ocorreu há 23 anos, em 24 de março de 2003, em Vila Velha. A decisão, resultado da longa atuação do Ministério Público na persecução penal dos envolvidos, representa uma vitória em defesa das instituições democráticas e no combate à impunidade.

A decisão foi unânime entre os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES), reconhecendo a responsabilidade do réu pela morte de Alexandre Martins, magistrado que atuava no enfrentamento ao crime organizado no Estado. A condenação representa um marco no processo de responsabilização penal pelos fatos que chocaram o Espírito Santo e tiveram grande repercussão nacional.

Antônio Leopoldo foi condenado pelo crime de homicídio qualificado, por motivo torpe e por ter sido praticado para assegurar a execução ou a impunidade de outro crime, conforme previsto no artigo 121, §2º, incisos I e V, do Código Penal. Também foi condenado à perda da função pública de magistrado e à cassação da aposentadoria compulsória. O réu, que não estava presente no julgamento, também teve a prisão preventiva decretada.

O Procurador-Geral de Justiça, Francisco Martínez Berdeal, esteve presente no Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça durante o julgamento e, após a decisão, destacou a relevância do caso e da atuação ministerial para a sociedade capixaba.

Confira a manifestação do Procurador-Geral de Justiça:

“O Ministério Público do Estado do Espírito Santo recebe a decisão judicial exemplar que resultou na condenação e prisão de Antônio Leopoldo Teixeira, no caso da morte do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, como o resultado há muitos anos buscado pelo MPES, em um dos episódios mais graves da história recente do Estado.
O assassinato de Alexandre Martins, ocorrido em 2003, representou um ataque não apenas a um membro da magistratura, mas às próprias instituições democráticas e ao esforço do Estado no enfrentamento ao crime organizado.
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo renova, neste momento, seu compromisso permanente com a defesa da vida, assim como reitera seu respeito à dor da família e à memória da vítima, cuja trajetória permanecerá como símbolo de coragem, independência funcional e dedicação à Justiça.”

Ao longo de mais de duas décadas, o Ministério Público atuou de forma contínua para a elucidação completa do caso e a responsabilização de todos os envolvidos no crime. A condenação reafirma o compromisso institucional do MPES com a defesa da ordem jurídica, o combate à criminalidade organizada e a busca por justiça para a sociedade capixaba e para a família da vítima.

JULGAMENTO

Pelo MPES, atuaram na sessão a Subprocuradora-Geral de Justiça Judicial, Andréa Maria da Silva Rocha; o Chefe da Procuradoria de Justiça Criminal, Sócrates de Souza; e o Promotor de Justiça de Vila Velha João Eduardo Grimaldi.

Alexandre Martins de Castro, pai do juiz vítima de homicídio também esteve no Tribunal de Justiça e, após o julgamento, parabenizou e agradeceu os membros do Ministério Público presentes. “A atuação ministerial e esta vitória não têm preço: eu acredito no MP. Sempre acreditei!”, afirmou

A sessão foi presidida pelo vice-presidente do TJES, Desembargador Fernando Zardini, em razão de declaração de suspeição da presidente da Corte, Desembargadora Janete Vargas Simões. A relatoria do caso coube ao Desembargador Fábio Brasil Nery.

Durante o julgamento, a manifestação do Ministério Público foi realizada pelo Procurador de Justiça Sócrates de Souza, que reforçou os pedidos apresentados pela instituição para a responsabilização do réu pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha armada, praticados, segundo a acusação, em conjunto com outros envolvidos e em concurso de crimes. Antônio Leopoldo Teixeira foi julgado na condição de mandante do crime.

Na manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público também requereu que as penas sejam fixadas em patamar elevado e cumpridas inicialmente em regime fechado, em razão da gravidade dos fatos e do elevado grau de reprovabilidade da conduta.

“Quando um juiz é assassinado em razão de sua atuação, o que se tenta destruir não é apenas uma vida, mas a própria confiança da sociedade no Estado de Direito. É justamente por isso que a resposta institucional precisa ser firme. A Justiça não pode falhar com a memória da vítima. Não pode falhar com a história institucional deste Tribunal. E, sobretudo, não pode falhar com a sociedade capixaba, porque a impunidade, em casos como este, não é apenas uma ausência de punição, ela se transforma em exemplo. E este Tribunal sabe que o exemplo que deve prevalecer é o da Justiça, da responsabilidade e da reafirmação das instituições democráticas.”

Sócrates de Souza

Chefe da Procuradoria de Justiça Criminal do MPES, em manifestação durante o julgamento

VEJA A CRONOLOGIA DO CASO:

24 de março de 2003 — O juiz Alexandre Martins é assassinado em Vila Velha (ES).
16 de setembro de 2004 — Odessi Martins da Silva Júnior (Lumbrigão) e Giliarde Ferreira de Souza (Gi), executores do crime, são condenados a 25 anos e 8 meses por homicídio, furto e formação de quadrilha.
2005 — A denúncia contra o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira é aceita pela Justiça.
1º de abril de 2005 – decretada a prisão temporária de Leopoldo, depois convertida em preventiva. Leopoldo é solto em novembro do mesmo ano.
27 de outubro de 2005 — O ex-sargento Heber Valêncio, apontado como intermediário, é condenado a 20 anos e 3 meses de prisão.
8 de novembro de 2005 — André Luiz Barbosa Tavares (Yoshito), que emprestou a moto usada na execução, é condenado a 8 anos e 4 meses.
12 de novembro de 2005 — Leandro Celestino dos Santos (Pardal), que emprestou a arma do crime, é condenado a 15 anos e 2 meses.
24 de novembro de 2005 — Fernandes de Oliveira Reis (Fernando Cabeção), intermediário que forneceu os executores, é condenado a 23 anos de prisão.
7 de dezembro de 2005 — O ex-sargento Ranilson Alves da Silva, também intermediário, é condenado a 15 anos de prisão.
outubro de 2007 — Yoshito progride para o regime aberto.
maio de 2008 — Ranilson progride para o regime aberto.
setembro de 2009 — Heber Valêncio progride para o regime aberto.
dezembro de 2010 — Giliarde (Gi) progride para o regime aberto.
outubro de 2010 — Pardal progride para o regime aberto.
30 de agosto de 2015 — O ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Batista (Calu), denunciado como mandante, é absolvido pelo júri.
2015 — O coronel da reserva da PM Walter Gomes Ferreira é condenado a 23 anos por homicídio e formação de quadrilha.
2017 — Calu é preso por extorsão mediante sequestro após condenação a 10 anos de prisão (caso distinto).
agosto de 2019 — Lumbrigão progride para o regime aberto.
28 junho de 2020 — Fernando Cabeção é assassinado a tiros dentro de um veículo em Itapuã, Vila Velha (ES), na Terceira Ponte.
2021 — O julgamento de Antônio Leopoldo Teixeira é marcado três vezes e adiado em todas.
2026 — Antônio Leopoldo Teixeira foi condenado a 24 anos de prisão, como mandante do crime.

Mesmo com medida protetiva, mulher de 28 anos é morta pelo ex-companheiro na frente dos filhos

JCO

Uma mulher de 28 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro na noite de sexta-feira (13), em Camaquã, na Região Sul do RS. A vítima foi identificada como Angélica Ines Strelow.

O suspeito, também de 28 anos, foi preso em flagrante após se apresentar em uma delegacia do município. Em depoimento aos agentes, ele confessou o crime. A identidade do homem não foi revelada.

Angélica foi encontrada morta dentro de casa. O portão da residência e uma outra porta estavam arrombados, segundo a Polícia Civil.

"No momento do crime, estavam presentes no imóvel as duas filhas da vítima e do autor, com 11 e 6 anos, além de outras 3 crianças", diz nota enviada.

Angélica e o homem estavam separados havia cerca de três anos. Ela possuía medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro desde janeiro deste ano.

De acordo com a Brigada Militar (BM), a vítima estava sendo acompanhada pela Patrulha Maria da Penha e recebeu a visita de uma guarnição na quinta-feira (12), dia anterior ao fato.

Em nota, a prefeitura de Camaquã lamentou a morte e manifestou indignação com o ocorrido. "Representa não apenas uma dor imensurável para seus familiares e amigos, mas também um golpe para toda a nossa comunidade". Leia abaixo a íntegra

Nota da prefeitura de Camaquã

"A Prefeitura de Camaquã manifesta profundo pesar e indignação diante do trágico falecimento de Angélica Inês Strelow, camaquense e mãe, vítima de mais um ato brutal de violência contra a mulher.
A perda de Angélica representa não apenas uma dor imensurável para seus familiares e amigos, mas também um golpe para toda a nossa comunidade. Nenhuma mulher deve perder a vida por ser mulher. O feminicídio é uma violência inaceitável que precisa ser combatida com firmeza por toda a sociedade.
Neste momento de dor, nos solidarizamos com a família, amigos e com todos que sofrem com essa perda irreparável, ao mesmo tempo em que reafirmamos a importância de que crimes como este sejam rigorosamente investigados e punidos com todo o peso da lei.
A Prefeitura de Camaquã também reforça seu compromisso com a segurança da população e, em especial, com a proteção das mulheres. Nesse sentido, o município tem avançado na estruturação de políticas públicas, como a criação da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, que atuará em conjunto com as demais forças de segurança no fortalecimento das ações de prevenção e combate à violência.
Que a memória de Angélica seja também um chamado coletivo para fortalecer a luta contra a violência e pela proteção da vida das mulheres."

Auditores e delegados se unem em forte manifesto contra decisão de Moraes

JCO

Um grupo formado por 45 presidentes e delegados de delegacias sindicais do Sindifisco Nacional divulgou um manifesto em apoio ao presidente da Unafisco, Kleber Cabral. O dirigente é alvo de investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Kleber Cabral passou a ser investigado no âmbito do chamado inquérito das fake news após fazer críticas a operações da Polícia Federal contra auditores da Receita Federal suspeitos de vazarem dados sigilosos de ministros do STF e de familiares dessas autoridades.

No documento divulgado pelos dirigentes sindicais, os signatários expressam preocupação com os efeitos institucionais da investigação. Segundo o manifesto, a apuração aberta por ordem de Moraes em razão das declarações do dirigente levanta questionamentos sobre a liberdade de expressão e sobre a segurança jurídica no exercício da função de auditor fiscal.

O texto destaca que a própria legislação atribui aos auditores fiscais a responsabilidade de fiscalizar qualquer cidadão, incluindo autoridades públicas. Nesse contexto, os autores do manifesto afirmam que situações desse tipo podem gerar um efeito inibidor no desempenho das atribuições profissionais da carreira.

“O texto também ressalta que a atividade do auditor inclui, por determinação legal, a fiscalização de qualquer cidadão, inclusive autoridades públicas, e alerta para o risco de que esse tipo de situação gere efeito inibidor sobre o exercício das atribuições funcionais”, afirma o documento.

Os signatários também recordam um episódio ocorrido em 2019, quando a seleção de 133 pessoas politicamente expostas para análise fiscal levou ao afastamento de auditores. Posteriormente, esses servidores foram reintegrados após não serem comprovadas irregularidades.

De acordo com o manifesto, esse precedente deixou “marcas institucionais” e reforça a necessidade de previsibilidade jurídica e de garantias funcionais para o exercício da atividade de auditoria.

A divulgação do documento ocorreu porque, até então, a direção nacional do sindicato ainda não havia se manifestado publicamente em defesa de Kleber Cabral. O dirigente já prestou depoimento à Polícia Federal no fim do mês passado, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Operação da Polícia Federal

Durante o mês passado, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra servidores suspeitos de divulgar informações sigilosas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal.

Além das buscas, os servidores investigados foram proibidos de acessar as dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e da Receita Federal do Brasil. As medidas também incluem a restrição de acesso aos sistemas e bases informatizadas desses órgãos enquanto as investigações seguem em andamento.

A impressionante habilidade, agilidade e competência de Mendonça vence Gilmar

JCO

O ministro André Mendonça agiu com extrema habilidadee competência para evitar uma derrota na Segunda Turma da Corte com uma eventual reversão da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros dois homens alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero.

Antes do início do plenário virtual, às 11h desta sexta-feira (13), o relator compartilhou com os colegas a representação da PF (Polícia Federal) e documentos que embasaram a decisão. O inquérito está sob sigilo.

Havia o receio de que a pressão externa, incluindo de políticos do Centrão, pudesse favorecer a soltura de Vorcaro para evitar um eventual acordo de colaboração premiada. Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes poderia também tentar influenciar nesse sentido.

Ao compartilhar os documentos, o objetivo de Mendonça era de que os ministros tivessem acesso não apenas ao voto dele antecipado, mas a todas as informações que o levaram a decretar as prisões no dia 4 de março.

Foram presos: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; o cunhado dele, o empresário Fabiano Zettel; e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Outro alvo da operação, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, morreu após atentar contra a própria vida na prisão.

Logo após o início do julgamento nesta sexta-feira, o STF formou maioria para manter a prisão preventiva dos três. Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques seguiram o relator André Mendonça. Ainda falta justamente o voto do ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma. Outro integrante do colegiado, o ministro Dias Toffoli, declarou suspeição e não vai votar.

Senador detona uso deturpado da lei de sigilo: "Virou um jogo pessoal"

 JCO

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou o uso indevido do sigilo de 100 anos por autoridades públicas. Para o parlamentar, o sigilo previsto na Lei de Acesso à Informação (LAI) para proteger dados pessoais estaria sendo usado para restringir o acesso a informações de interesse público. 

"A lei define que esse sigilo deve proteger informações consideradas pessoais relacionadas à vida privada ou à intimidade de um cidadão, ou seja, à proteção de pessoas físicas, não do Brasil, da segurança nacional do Estado e, também, não a questões de governo, de Estado e de instituições. Virou um jogo pessoal. Nesse caso, a lei prevê que o acesso a esse tipo de conteúdo deve ser restrito a agentes públicos autorizados e ao cidadão ao qual a informação se refere", destacou

No pronunciamento, o senador também mencionou dispositivos da lei que tratam da classificação de dados em relação ao grau de restrição. Ele lembrou que a norma estabelece prazos distintos para diferentes níveis de sigilo e argumentou que a lei foi criada para garantir o acesso a informações públicas, conforme o direito previsto na Constituição.  

Plínio afirmou ainda que informações relevantes para a sociedade devem permanecer acessíveis e que o tema precisa ser debatido. Segundo ele, para evitar limitações indevidas, é necessário avaliar a forma como a legislação vem sendo aplicada por detentores do poder.

"Uma lei que foi criada para facilitar o acesso à informação acaba por proibir esse acesso à informação e criar precedentes perigosíssimos", lamentou.

URGENTE: Relator da CPI do Crime Organizado vai pedir a quebra do sigilo da mulher de Moraes

JCO 27/01/2026 às 18:20 Será que a advogada Viviane Barci de Moraes ‘sobreviveria’ caso o sigilo de seu escritório de advocacia fosse quebra...