A certidão de óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como homem de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, não revela a causa do falecimento. Obtido com exclusividade pelos jornalistas Igor Gadelha e Gustavo Zucchi, o documento limita-se a informar que o motivo da morte está “aguardando exames”. Em nota anterior, a Polícia Federal afirmou que Mourão teria morrido após tentar suicidar-se enquanto estava preso.
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Na certidão registrada em 8 de abril, o campo destinado à causa mortis permanece em branco, contendo apenas o aviso de que o diagnóstico definitivo depende de resultados periciais. O documento confirma que Mourão faleceu em 6 de março, com o registro de óbito efetuado no dia 7. A ausência de indicação imediata do motivo do óbito chama a atenção, já que certidões costumam trazer informações mais precisas quando disponíveis.
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Proprietários de cartórios ouvidos pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, explicaram que, apesar de pouco comum, a emissão de certidões sem causa definida pode ocorrer em situações em que a família pressiona por um sepultamento rápido. Nesses casos, o registro é feito seguindo apenas a formalidade de informar que o resultado conclusivo ficará pendente até a conclusão dos exames.
Em ocorrências que envolvem suspeita de suicídio, por exemplo, os termos geralmente empregados nas certidões incluem expressões como “lesões auto-infligidas” ou outras descrições técnicas. No entanto, a certidão de Mourão não faz qualquer referência a essas classificações, reforçando que apenas o exame pericial poderá estabelecer oficialmente o motivo do óbito.
Segundo a Polícia Federal, o agente conhecido como “Sicário” tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia, foi socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A corporação declarou que aguarda o laudo pericial para confirmar a versão e, paralelamente, instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do episódio e verificar eventuais falhas no procedimento de custódia.
Na investigação que envolve Mourão, ele é apontado como responsável por executar uma série de tarefas e ordens ligadas ao empresário Daniel Vorcaro. Nos bastidores, era visto como um verdadeiro “faz-tudo” do banqueiro, sendo acionado para operações diversas, desde questões financeiras até demandas de segurança.






