ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Uma questão de reputação

JCO

Alguns ministros do STF afagam o próprio ego com a ideia de que as redes sociais, “antes das quais eram felizes e não sabiam”, respondem pela pequena estima de que desfrutam. Por isso, as sempre intimadas e intimidadas plataformas se tornaram alvo permanente de investidas contra a liberdade das múltiplas e contraditórias opiniões que nelas se expressam.

Enganam-se Suas Excelências. As redes sociais são caóticas por natureza. Os fios de que são feitas não conferem unidade ao conjunto, não articulam entre si os pontos que as compõem. Seus usuários, em imensa maioria, não são profissionais da comunicação social, não dominam as técnicas e não dispõem dos meios para confrontar a eficiência orgânica dos grandes veículos do jornalismo contemporâneo. O apoio do jornalismo formal que a Corte obteve e, prudentemente, tem cultivado, supera com enorme vantagem os prejuízos que advenham da maioria descontente nas redes sociais.

O problema do STF é outro e bem mais grave. Em excessos de filho pródigo, sua atual configuração gastou a reputação e a confiança – patrimônios intangíveis da Instituição – acumulados ao longo de sucessivas gerações de ministros!

Aqui no Rio Grande do Sul, conheci alguns deles. Lembro-me de Carlos Thompson Flores, João Leitão de Abreu, José Néri da Silveira, Paulo Brossard, Eros Grau. Tinham em comum o abundante atendimento das exigências constitucionais do cargo – notável saber jurídico e reputação ilibada – e mais um elenco de virtudes que inspiravam consideração e respeito. Eros Grau, por exemplo, fora do PCB, preso e torturado; chegou ao Supremo, mas não pretendeu impor suas convicções à Constituição e às leis em atos explícitos e sem tarja, como têm feito alguns que vieram depois...

Como consequência dessas virtudes, não eram falastrões, não buscavam a luz dos holofotes nem os brilhos da fortuna, não se viam como “os supremos” nem como “poder moderador”, nem como “editores de um país inteiro”, nem como construtores de uma “obra civilizadora”. Menos ainda, claro, como justiceiros ou políticos de ocasião.

Os mais antigos viajavam em “avião de carreira”, como chamávamos, então, os voos comerciais. Quando vinham ao Sul, eram buscados no aeroporto por familiares ou pegavam taxi. Passavam despercebidos. Eram seres humanos. Não eram deuses nem semideuses, nem simulacros de deuses. Não se faziam acompanhar por seguranças. Eram vistos nas salas de espera dos cinemas, nos restaurantes, sempre em boas companhias.

A Constituição de 1988 aumentou as atribuições da Corte. O neoconstitucionalismo dominou o ambiente acadêmico. O ativismo prosperou. O Brasil emburreceu. O Congresso se debilitou e desqualificou. Tudo isso é verdadeiro, mas não justifica que o Supremo precise inspirar medo para obter algo constrangedoramente parecido com o respeito que sempre teve.

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Vereador entra com ação para tornar Gilmar “persona non grata” em uma das mais importantes capitais do país (veja o vídeo)

JCO

A ira do povo brasileiro contra o ministro Gilmar Mendes cresceu fortemente após sua recente peregrinação em diversos veículos de imprensa, onde concedeu inúmeras entrevistas e disse verdadeiras barbáries extremamente ofensivas.

Num dos casos, o magistrado, tentando atacar o ex-governador Romeu Zema, acabou ofendendo todo o povo mineiro, zombando de um dos sotaques mais cativantes do país, o popular “mineirês”.

Por conta disso, o vereador de BH, Pablo Almeida entrou com ação para que o ministro seja declarado “Persona Non Grata” em Belo Horizonte.

Veja o vídeo:

AO VIVO: Reprovação de Messias expõe armadilha e impõe a Lula a maior derrota política de sua vida (veja o vídeo)

JCO

A rejeição do nome de Jorge Messias na sabatina do Senado não foi um acidente de percurso. Foi um movimento político calculado — e executado com precisão.

Nos bastidores, a articulação conduzida por Davi Alcolumbre criou um cenário em que o governo entrou na disputa sem os votos necessários. E, pior: sem margem para recuo.

O resultado foi público, constrangedor e simbólico. Não se trata apenas de uma derrota. Trata-se de uma exposição.

Quando um governo envia um nome para sabatina, ele já deveria ter feito a contagem de votos. A aprovação, via de regra, é construída antes mesmo da sessão começar. Quando isso não acontece, o que se vê não é surpresa — é falha de articulação. E foi exatamente isso que ocorreu.

A base governista não conseguiu sustentar a indicação. O Senado, por sua vez, deixou claro que não atua mais como instância meramente homologatória. O recado político foi direto: o Executivo não controla o jogo.

A condução do processo indica algo ainda mais relevante. Ao permitir que a sabatina avançasse sem garantia de aprovação, o governo foi colocado dentro de uma armadilha institucional. Uma situação em que recuar seria admitir fraqueza — e avançar significaria correr o risco da derrota. Optou por avançar. E perdeu.

O episódio entra para a história como o momento mais constrangedor para uma indicação desse porte. Mas o impacto vai além do nome rejeitado.

A derrota atinge diretamente a autoridade política de Luiz Inácio Lula da Silva. Expõe fragilidade na articulação com o Congresso e levanta dúvidas sobre a capacidade de coordenação do governo em votações sensíveis. Mais do que isso: sinaliza uma mudança de ambiente.

O Senado demonstrou independência. E, ao mesmo tempo, deixou claro que o custo político de erros estratégicos será cobrado — publicamente.

Em política, derrotas acontecem. Mas algumas derrotas redefinem o jogo. Essa não foi apenas mais uma. Foi uma derrota que marca, simbolicamente, o início de uma fase em que o governo deixa de impor sua vontade e passa a reagir aos movimentos do Congresso.

E, nesse tipo de cenário, quem reage… normalmente já está em desvantagem. 

E tudo isso, em ano eleitoral…

Veja o vídeo:

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Autor do livro: 20 Dias para a Vitória: Os bastidores de uma campanha surpreendente e as estratégias que levaram à vitória eleitoral

quarta-feira, 29 de abril de 2026

A indescritível reação de Soraya após a derrota (veja o vídeo)

JCO

Soraya Thronicke trabalhou ardorosamente para que Jorge Messias fosse aprovado pelo Senado Federal e fez o discurso mais ridículo do dia.

Soltou uma frase medonha, indecente:

“E, quando vestir a toga, não se esqueça dos amigos.”

Perdeu. Messias não vai vestir a toga. E Soraya, doravante vai colecionar derrotas. Até ser definitivamente expurgada da Casa Alta nas eleições de outubro.

Todavia, sua reação após o anúncio do resultado é algo indescritível, que vale a pena conferir.

O choro é livre!

Veja o vídeo:

 

Enfim, o Senado rejeita um indicado para ocupar vaga no STF após 132 anos. Messias reprovado por 42 votos a 34. E agora?

JCO

Depois de ter seu nome aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado por 16 votos a favor e 11 contrários, Jorge Messias, certamente, foi cheio de certeza que seria o mais novo ministro do STF.

Mas a reviravolta aconteceu, e no plenário do Senado, seu nome foi reprovado, de forma até surpreendente.

Perguntas ficarão no ar desde já.

A vitória da oposição se deve a Davi Alcolumbre, que desde o início trabalhou para ter Rodrigo Pacheco como indicado?

Alcolumbre vai ter credibilidade com o governo para tentar impor o nome de Pacheco?

Qual será a reação do presidente que indicou o Messias, o Lula, e em plena temporada de pré-campanha à presidência?

 Lula indicará um novo nome ou o trauma da derrota o forçará a não indicar?

Quais serão os reflexos diretos da derrota do governo nas eleições deste ano?

Mas, o brasileiro tem pelo menos uma certeza hoje: ele vai dormir com o espírito em paz!

Alexandre Siqueira

Vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Independente e Afiliados - AJOIA Brasil - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:  http://livrariafactus.com.br

Moraes terá que se explicar à Polícia Federal...

JCO

A Polícia Federal vai investigar a qual apartamento Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, se referiu ao conversar com o dono do Banco Master. Na ocasião, Vorcaro havia dito que estava com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Band, em mensagens por aplicativo, Martha perguntou ao banqueiro se Moraes “gostou do apartamento”.

"A reportagem apurou que os investigadores questionam por que o ministro teria que gostar do imóvel e o motivo de a ex-namorada de Vorcaro perguntar sobre isso com tamanha naturalidade.
A avaliação da PF é que não é comum que um convidado precise aprovar o local onde determinada pessoa mora; por isso, a fala de Martha foi recebida com estranheza desde o início.
Além disso, informações de que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), recebeu imóveis em troca de facilitar fraudes acenderam um alerta na PF.
Os investigadores, que antes buscavam pistas em paraísos fiscais, dinheiro em espécie e transferências bancárias, agora mudam o cenário de análise. Os agentes estão em alerta para apurar se Alexandre de Moraes também teria sido favorecido por Vorcaro com imóveis de luxo."

Veja: 

A hora da verdade para Jorge Messias: Sabatina na CCJ pode expor o que até agora ficou nos bastidores (veja o vídeo)

JCO

Não é mais bastidor. É confronto direto. A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça deixou de ser um rito protocolar para se transformar em algo muito maior: um teste público de força, coerência e limite político.

E quem ainda trata isso como formalidade… não entendeu o que está em jogo.

Nos últimos dias, o ambiente em Brasília mudou.

O que antes era conduzido com controle e previsibilidade agora carrega tensão, expectativa e disputa aberta de narrativa.

Porque, na prática, a sabatina expõe um ponto sensível: até onde vai a atuação institucional… e onde começam as decisões com impacto político direto.

E é justamente aí que mora o risco. Sabatina não é só responder perguntas. É sustentar posicionamentos sob pressão, lidar com questionamentos incômodos e, principalmente, evitar contradições que possam ser exploradas em tempo real.

Em um cenário polarizado, qualquer hesitação vira manchete. Qualquer frase mal colocada vira combustível.

Outro ponto que poucos estão destacando: o timing.

Essa sabatina acontece em um momento em que o ambiente político já está sensível.

Ou seja: não é apenas sobre o que será dito — mas sobre como isso será interpretado e utilizado.

E aqui entra o elemento central: não existe mais espaço para zona neutra.

Ou a performance reforça autoridade… ou abre brecha.

E brecha, em Brasília, nunca fica vazia por muito tempo.

Por isso, amanhã não será apenas uma sabatina.

Será um termômetro real de força política, capacidade de sustentação pública e controle de narrativa.

E quem acompanha política de verdade sabe: esses momentos costumam revelar muito mais do que aparentam.

Veja o vídeo:

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Autor do livro: 20 Dias para a Vitória: Os bastidores de uma campanha surpreendente e as estratégias que levaram à vitória eleitoral

Morre o histórico locutor esportivo Milton Naves

JCO 16/05/2026 às 15:54 O locutor e apresentador Milton Amaral Naves morreu neste sábado, 16, em Belo Horizonte, aos 67 anos. A informação f...