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sábado, 12 de setembro de 2026

Enlouquecido, Moraes quer votar em sessão do STF que vai analisar pedido de investigação contra ele mesmo

JCO

Moraes parece ter partido para o desespero. É isso que se depreende de algo que ele teria dito a alguns aliados. Moraes pretende pedir para votar na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai analisar um eventual pedido de investigação contra ele próprio.

A ideia de participar de uma deliberação na qual sua própria conduta está sob análise coloca o ministro diante de uma situação institucionalmente incabível.

O momento é de o ministro priorizar a transparência e permitir que os demais integrantes da Corte deliberem sem sua participação, evitando qualquer suspeita de influência sobre o resultado.

O episódio, portanto, acrescenta mais um capítulo à crise de confiança em torno do STF e à crescente cobrança por limites claros para a atuação de seus ministros.

A expectativa é de que a sessão da terça-feira (15) seja longa, desgastante e concentre uma ferrenha disputa jurídica sobre a validade das provas e do próprio relatório da PF, antes de o plenário decidir se investiga ou não Moraes.

Cresce o levante nas seccionais da OAB e aumenta a pressão institucional sobre Moraes

JCO

A crise envolvendo o Supremo já provocou uma reação mais dura em diferentes seccionais da OAB pelo país.

Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Ceará, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal já defenderam medidas que incluem o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes durante as apurações.

Em Mato Grosso, o Conselho Seccional e o Colégio de Presidentes das Subseções aprovaram por unanimidade a defesa de uma investigação rigorosa, independente e transparente sobre o caso Master, incluindo entre as medidas possíveis o afastamento cautelar de Moraes e a suspeição do procurador-geral Paulo Gonet.

No Distrito Federal, a reação foi ainda mais longe: a seccional aprovou o envio de pedidos de impeachment de Moraes e Dias Toffoli, além de defender investigação dos dois ministros.

Outras seccionais adotaram uma posição mais cautelosa e cobraram apuração profunda, mas sem defender afastamento neste momento.

O Conselho Federal da OAB, por sua vez, manifestou preocupação com a crise e pediu investigação rigorosa, mas ainda não adotou nacionalmente a mesma posição das seccionais mais duras.

A Ordem está dividida sobre o caminho, mas uma coisa já ficou clara: a pressão institucional sobre Moraes aumentou.

Carlos Viana acusa Gilmar de “blindagem” e pede que Mendonça vá até o fim

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O senador Carlos Viana que se notabilizou como presidente da CPMI do INSS fez um grave alerta em relação a postura adotada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu a Edson Fachin para tirar caso de André Mendonça:

“O nome disso é blindagem”.

Carlos Viana criticou duramente Gilmar, depois que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) mandou ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo que o caso saia das mãos de André Mendonça, horas depois de Moraes fazer o mesmo pedido.

“Foi o mesmo Gilmar que pediu vista e travou o afastamento do diretor da PF. Ele chama de unidade. O nome disso é BLINDAGEM. Por quê? Porque está tudo exposto. E o que eles não querem é André Mendonça falando na frente do Brasil. A cada hora que passa, o sistema rói a unha. É por isso que não podemos recuar agora. MINISTRO MENDONÇA, VÁ ATÉ O FIM. O BRASIL ESTÁ COM O SENHOR!”, ressaltou.

No “ápice da baderna”, STF deve afastar Moraes e Gonet, diz Folha

JCO

A crise vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tem forte relação com acúmulos de poderes entre os magistrados, e a melhor saída para arrefecer a situação é o afastamento de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet. A opinião é de um editorial publicado na quarta-feira (9) pelo jornal Folha de S.Paulo. confira a íntegra do texto:

Anos de acúmulo de poderes sem limites nas mãos de juízes singulares produzem agora, no Supremo Tribunal Federal, a catarse da autoimolação. Como há subterfúgios para cada ministro praticar seus superpoderes em qualquer ato com uma canetada, chegou-se ao ápice da baderna.
A doença foi causada pelo déficit de colegialidade e de autocontenção. Agravaram-na as revelações do relacionamento de dois ministros com um fraudador.
Quando a Polícia Federal e o jornalismo profissional expuseram que o mafioso Daniel Vorcaro fechou contrato extravagante com o escritório da família de Alexandre de Moraes e facilitou negócios de Dias Toffoli, os mísseis nucleares do direito começaram a ser disparados para a autoproteção dos superpoderosos.
Em reunião fechada, o Supremo ignorou um documento policial com graves indícios sobre Toffoli. Num acerto de compadres, tirou-lhe corretamente a relatoria do caso Master, a qual não tinha isenção para exercer, sem submetê-lo a prestação de contas.
A patologia se manifestou de novo quando o relator sorteado do inquérito, André Mendonça, divulgou relatório da PF identificando Moraes como a contraparte de diálogos de Vorcaro em tentativa de escapar das garras da lei.
A artilharia da autoproteção passou a mirar o relator. O procurador Paulo Gonet correu a declarar nulo o relatório em que aparece em flagrantes de intimidade com Vorcaro. Moraes apertou o botão do inquérito abusivo a ele atribuído em 2019, expôs o aparato policial que o auxilia nas sombras e deu publicidade a documento apócrifo com acusações especulativas contra Mendonça.
O relator do Master reagiu com munição heterodoxa. Mendonça se intrometeu na esfera do presidente da República —replicando Gilmar Mendes em 2016, ao impedir Luiz Inácio Lula da Silva de assumir como ministro, e Alexandre de Moraes em 2020, ao sustar a nomeação de Alexandre Ramagem para a PF do então presidente Jair Bolsonaro— e afastou o delegado-geral, Andrei Rodrigues.
A maioria da turma endossou Mendonça, mas nesta quarta-feira (9) o ministro Flávio Dino achou pretexto para meter sua colher arbitrária numa decisão alheia, anulou em ato monocrático o que a maioria da Segunda Turma validara e repôs Rodrigues no cargo. Empurrou a corte e o seu maior atributo, a credibilidade, para a beira do desfiladeiro.
Os afastamentos de Moraes e Gonet seriam as medidas imediatas mais eficazes para iniciar o restabelecimento da ordem no STF. Como desprendimento não consta da biografia de ambos, cabe ao presidente da Casa, Edson Fachin, realizar com urgência sessão pública do plenário para examinar os fatos escabrosos que pesam sobre ministros.
Em boa hora Fachin tirou Moraes de seu inquérito anômalo, anulou os atos sobre o delegado-geral e marcou sessão do plenário para o próximo dia 15, que precisa ser pública. A crise escalou de tal maneira que agora, como defendeu o presidente Lula, o melhor é expor tudo, o mais depressa possível, ao melhor desinfetante —a luz do sol, mesmo que sob prejuízo das investigações ou de partes eventualmente inocentadas.

Profecia do cartório: Produtora de “Dark Horse” tem todas as mensagens da coação que sofreu para fazer delação

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O advogado criminalista Tracy Reinaldet, da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro, revelou que Karina Gama, dona da produtora de “Dark Horse”, tem salvas todas as mensagens sobre a coação que sofreu para realizar a delação premiada. A declaração foi dada durante entrevista para o jornalista Claudio Dantas.

Karina registrou em documento juramentado que a PF bateria à sua porta se ela não aceitasse delatar Flávio Bolsonaro. A polícia cumpriu a ameaça.

A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (10) e acabou apreendendo o documento, uma verdadeira certidão de óbito do método inquisitorial de Brasília.

Dentro da casa de Karina Gama os agentes recolheram o documento de quatro páginas.

Não é uma anotação clandestina.

É uma declaração juramentada, redigida e datada antes da operação acontecer, que descreve com precisão de minutos e nomes o roteiro da coação política no Brasil.

País desgovernado: Caixa mantém greve nacional e Correios segue no mesmo caminho

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Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Com a decisão, a greve iniciada na quinta-feira (10) continua por tempo indeterminado.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a paralisação é nacional. Na base da entidade, a assembleia terminou às 23h desta sexta-feira (11), com 68% dos votos contrários à proposta.

O texto havia sido apresentado pela Caixa após a retomada das negociações com as entidades que representam os funcionários, numa tentativa de encerrar a greve.

A proposta previa, entre outros pontos, um prêmio de R$ 3 mil por empregado, além do pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio.

Também estava prevista a ampliação de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. O benefício está entre os principais pontos de divergência entre os trabalhadores e o banco.

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do ACT.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram o texto anterior apresentado pela Caixa.

Com a nova rejeição nesta sexta, a greve permanece por tempo indeterminado.

A Caixa informou anteriormente que os clientes podem continuar utilizando os canais digitais e remotos, como App Caixa, Internet Banking, WhatsApp Caixa e Caixa Tem, além de caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

Com relação a greve dos Correios iniciada nesta sexta-feira ela já atingiu em cheio uma das principais premissas do plano de recuperação da estatal: a previsão de economizar 700 milhões de reais por ano, a partir de 2027, com a reestruturação do plano de saúde dos funcionários.

A economia de 700 milhões de reais é uma das medidas consideradas economicamente mais relevantes no plano de reestruturação acompanhado pelo Tribunal de Contas da União. A própria Corte já havia feito uma ressalva importante: a projeção de economia não estava amparada por estudos atuariais quando foi analisada pelo tribunal.

O impasse chega justamente quando os Correios buscam mais dinheiro para atravessar a crise. A estatal pediu ao Tesouro Nacional garantia para contratar um novo empréstimo de 7 bilhões de reais, depois dos 12 bilhões obtidos no fim de 2025. O TCU já alertou para os riscos fiscais de um eventual descumprimento significativo do plano de recuperação e determinou acompanhamento de sua execução.

Polícia faz devassa e prende toda a diretoria num dos maiores hospitais do Brasil

JCO

Entre os seis mandados de prisão cumpridos nesta sexta-feira (11) durante a Operação Antidotum, desencadeada pelo Gegoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), está a presidente do hospital Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, a advogada Alir Terra Lima. Ela cumprirá prisão preventiva no Presídio Militar da Capital, junto do diretor adjunto de finanças, Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, também alvo da ação.

Também foram presos em operação contra a corrupção o diretor financeiro Rinaldo Hakme Romano; o diretor administrativo Alessandro Dias Junqueira; a coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística, Monique Gregório de Oliveira; e o empresário Maurício Aparecido Benites.

A Operação desencadeada mira suspeita de fraude em contratos do hospital.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

As investigações apontaram possíveis fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela ABCG (Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande) — mantenedora da unidade — para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, no qual foram efetuados pagamentos elevados sem a devida prestação de serviços.

GRACINHA MÃO SANTA, INIGUALÁVEL!!! É 15130 E PRONTO.

Quem tem trabalho, coragem e compromisso com Parnaíba e o Piauí se destaca! É liderança de verdade, é força, é determinação!!! É GRACINHA MÃ...