ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Flávio vai criar rede nacional de centros para crianças autistas

JCO

Flávio Bolsonaro (PL) apresentou a proposta de criação da Rede TEA Brasil, uma estrutura nacional de centros de referência voltados a crianças com transtorno do espectro autista (TEA). A iniciativa foi anunciada em propaganda eleitoral na televisão na terça-feira (13).

Segundo a campanha, o objetivo é ampliar o acesso ao atendimento especializado, promover a inclusão das crianças e oferecer mais suporte às famílias.

A criação da rede também está prevista no plano de governo do senador.

A proposta para autistas prevê centros de apoio e inclusão para as crianças e mais qualidade de vida para as famílias. O senador já havia tratado do tema em programas anteriores e apresentou novamente o voucher para creche na rede privada onde faltar vaga na rede pública.

A promessa sobre programas sociais aparece logo após uma apresentadora afirmar que o PT "entrou no modo desespero" e espalha mentiras. A propaganda diz que o Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família continuam em um eventual governo Flávio e que o benefício será reajustado. Quem conseguir emprego, segundo a peça, não perderá o auxílio.

As promessas convivem, na mesma peça, com o corte de impostos que o senador chama de "tesouraço".

"É menos dinheiro para o governo e mais para você", diz o programa.

Na véspera do pleito, FAB corre para pôr 100 anos de sigilo em lista de passageiros de jato de Vorcaro

JCO

O que a Força Aérea Brasileira (FAB) quer esconder?

A FAB impôs sigilo de 100 anos sobre a lista de passageiros de uma aeronave do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A informação é do jornalista Tácio Lorran, do site Metrópoles, que acrescenta:

Em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação (LAI), o Comando da Aeronáutica explicou que é necessário proteger “a intimidade e a vida privada” desses passageiros e invocou o artigo 31 da LAI, que estabelece o sigilo centenário. Nas eleições de 2022, o então candidato Lula (PT) havia prometido, se eleito, acabar com o dispositivo, previsto desde a publicação da lei, em 2011. A promessa, contudo, não foi cumprida.
Na solicitação via LAI, a FAB foi questionada sobre o plano de voo da aeronave de prefixo PS-FST entre 10 e 20 de novembro de 2025. Foi nesse intervalo que Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos prestes a embarcar no jato, um Falcon 7X, rumo a Malta, na Europa.
“O itinerário de uma aeronave individualizada, em datas determinadas, permite associar deslocamentos aos dirigentes, sócios e demais usuários da aeronave, pessoas naturais identificáveis mediante o cruzamento com registros públicos. A proteção, portanto, alcança a intimidade e a vida privada desses titulares”, afirmou o Comando da Aeronáutica. 
“Ademais, o histórico individualizado de planos de voo de uma mesma aeronave, em sequência, permite o rastreamento retrospectivo e a construção de perfil de deslocamento dessas pessoas, o que agrava a afetação à intimidade e à vida privada”, prosseguiu a Força. 
EXÉRCITO, BANCO DO BRASIL E SECOM TAMBÉM IMPUSERAM SIGILO CENTENÁRIO
Não se trata, porém, de um caso isolado. Levantamento realizado pela coluna identificou outros pedidos relevantes nos quais foi aplicado o mesmo sigilo de 100 anos por órgãos do governo Lula.
O Exército, por exemplo, negou, em agosto deste ano, a lista de escolha para promoção de oficiais generais enviadas ao presidente da República com base no seguinte argumento: “Trata-se de informações de caráter reservado, que envolvem questões particulares e dados pessoais relativos à vida profissional de Oficiais e Oficiais-Generais com mais de 30 anos de serviços prestados à Nação, razão pela qual sua divulgação não se mostra adequada, como se se tratasse de informações de natureza comum”.
O Comando do Exército também aplicou o sigilo de 100 anos sobre eventuais comunicações dos militares com o grupo Palantir, uma empresa de análise de dados que foi contratada pelo governo dos Estados Unidos por até US$ 10 bilhões.
O Banco do Brasil, por sua vez, usou o mesmo cadeado centenário para esconder os nomes dos visitantes da presidência da estatal nos últimos anos. Já a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) utilizou o dispositivo para barrar a divulgação dos nomes de autoridades, servidores ou agentes públicos que realizaram o serviço de media training, desde 2021, no âmbito de um contrato público. O Ministério da Pesca decidiu esconder, sob a mesma regra, os beneficiários do Programa de Subvenção Econômica ao Preço do Óleo Diesel para Embarcações Pesqueiras Nacionais.
De acordo com painel da LAI divulgado pela CGU, o governo federal negou desde 2023 cerca de 5,6 mil pedidos por conter “dados pessoais”, o que, em tese, configuraria esse sigilo de 100 anos. Houve uma queda em relação ao governo Bolsonaro, quando 7,1 mil pedidos foram negados com base nesse mesmo dispositivo.
A maioria desses pedidos, no entanto, trata de solicitações relativas a informações pessoais de cidadãos comuns sem relevância pública, como dados individuais de beneficiários de programas sociais, de estudantes e de trabalhadores, por exemplo.
LULA PROMETEU ACABAR COM SIGILO DE 100 ANOS
Durante a campanha de 2022, o presidente Lula prometeu acabar com os sigilos de 100 anos. O dispositivo estava sendo usado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para esconder informações sobre processos disciplinares do Exército, visitantes do Palácio da Alvorada e do Palácio do Planalto e até o cartão de vacinação do mandatário.
“Meus amigos e minhas amigas, não haverá sigilo nas contas públicas. Não haverá sigilo de 100 anos nem de 10 anos nem de um dia. E a Lei de Acesso à Informação será cumprida. No primeiro dia de governo, nós vamos fazer um decreto para acabar com esse sigilo de 100 anos, pois eu quero ver o que esse cidadão está escondendo do povo brasileiro”, disse o então candidato Lula, em setembro de 2022.
Na gestão petista, a Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a retirada de sigilos específicos e publicou novos entendimentos para orientar a divulgação de dados públicos. O dispositivo que prevê a imposição de sigilo centenário, no entanto, permanece em vigor.

Fim da escala 6×1: 75 votos a favor, um contra. Mas, o que realmente muda para o brasileiro?

JCO

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, 14 de outubro, uma das mais importantes mudanças nas relações de trabalho dos últimos anos: o fim da tradicional escala 6×1, na qual milhões de brasileiros trabalham seis dias para descansar apenas um.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e, como não sofreu alterações no Senado, segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.

Mas o que realmente muda na vida do trabalhador? Quando começa a valer? E como as empresas conseguirão se adaptar?

Vamos explicar de maneira simples.

O QUE MUDA NA PRÁTICA?

Atualmente, a Constituição permite, como regra geral, jornadas de até 44 horas semanais, normalmente distribuídas por seis dias de trabalho.

A nova proposta estabelece uma redução gradual para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.

Mas atenção: a mudança não é imediata.

Primeira etapa: 60 dias após a promulgação, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais, com direito a duas folgas.

Segunda etapa: 12 meses depois dessa primeira mudança, a jornada será reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

Portanto, serão necessários aproximadamente 14 meses após a promulgação para completar a transição.

E outra informação importante: os dois dias de descanso não precisam ser, obrigatoriamente, sábado e domingo. Um deles deverá ser, preferencialmente, aos domingos.

O SALÁRIO SERÁ REDUZIDO?

Não. A proposta assegura a manutenção dos salários dos trabalhadores abrangidos pela nova regra, inclusive dos pisos salariais.

Isso significa que quem trabalha atualmente 44 horas semanais deverá, ao final da transição, cumprir 40 horas sem sofrer redução de salário em razão da mudança.

Também estão previstas regras diferenciadas para determinadas atividades, como saúde, segurança, transporte e serviços essenciais, além de situações especiais envolvendo contratos terceirizados e profissionais de alta remuneração.

Portanto, não se deve imaginar que todas as profissões passarão a funcionar exatamente da mesma maneira.

E QUEM VAI PAGAR ESSA CONTA?

Aqui encontramos o ponto mais delicado da mudança.

Para milhões de trabalhadores, um dia adicional de descanso representa mais tempo com os filhos, com a família, para estudar ou simplesmente recuperar as energias.

Entretanto, para empresas que precisam funcionar diariamente, a redução das horas disponíveis de trabalho poderá exigir novas contratações, reorganização de turnos e aumento das despesas.

Uma grande rede de supermercados poderá ter condições de reorganizar suas equipes. Mas e a pequena padaria da esquina? O restaurante familiar? A farmácia que funciona todos os dias?

Quem assumirá os custos adicionais?

Representantes empresariais alertam para possíveis aumentos de preços e dificuldades para pequenos negócios. Já os defensores da mudança argumentam que trabalhadores mais descansados podem apresentar melhor produtividade e qualidade de vida.

A PEC prevê a possibilidade de regras de adaptação para pequenos empreendimentos, mas sua aplicação ainda dependerá de medidas complementares.

O desafio será garantir o descanso do trabalhador sem comprometer a sobrevivência dos pequenos empregadores e a manutenção dos empregos.

E A PRESSA PARA APROVAR?

Outro aspecto merece atenção.

Embora a proposta tenha origem em 2019 e já viesse sendo discutida no Congresso, sua aprovação definitiva ocorreu apenas 11 dias antes do segundo turno das eleições presidenciais.

O governo Lula colocou o fim da escala 6×1 entre suas principais bandeiras. A oposição, embora tenha apresentado críticas ao texto e à oportunidade da votação, também participou de sua aprovação.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, votou favoravelmente. Hamilton Mourão foi o único voto contrário e classificou a iniciativa, no momento de sua votação, como eleitoreira.

A proximidade das eleições naturalmente levanta questionamentos sobre o calendário político escolhido.

Mas existe uma distinção necessária: a discussão sobre eventuais interesses eleitorais não elimina a importância das condições de trabalho de milhões de brasileiros.

Uma mudança dessa dimensão precisa ser avaliada tanto pelos seus benefícios sociais quanto pelas consequências econômicas.

A GRANDE RESPONSABILIDADE COMEÇA AGORA

A aprovação no Congresso representa uma etapa decisiva. Entretanto, uma votação expressiva não resolve automaticamente as dificuldades que poderão aparecer na prática.

Será necessário acompanhar as adaptações, preservar os salários, fiscalizar o cumprimento das regras e avaliar os efeitos sobre os empregos e os preços ao consumidor.

Afinal, não basta garantir mais descanso se o trabalhador enfrentar dificuldades para manter seu emprego. Também não seria razoável preservar uma rotina excessivamente desgastante apenas porque a mudança exige planejamento das empresas.

O Brasil precisa encontrar um equilíbrio entre a dignidade de quem trabalha e as condições de quem emprega.

E deixamos uma pergunta aos responsáveis pela nova medida:

Se foi possível reunir 75 votos para aprovar a mudança, haverá também disposição para construir as soluções econômicas necessárias à sua aplicação?

Porque uma conquista escrita na Constituição precisa funcionar, acima de tudo, na vida real dos brasileiros.

URGENTE: Caetano Veloso vira alvo no TSE. Advogado pede fim de showmício, multa diária de R$ 100 mil e remoção digital contra ato no RJ

JCO

Uma representação eleitoral classifica o "Ato Musical pela Democracia", marcado para domingo (18) no Posto 5, como showmício proibido pela Lei das Eleições e pede tutela de urgência para desmobilizar o evento, remover postagens digitais e apurar financiamento.

O advogado Leonardo José do Patrocínio Aragão dos Santos Lau protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação por propaganda eleitoral irregular com pedido de tutela de urgência para impedir a realização do “Ato Musical pela Democracia”, convocado por Caetano Veloso para o próximo domingo (18), às 16h, no Posto 5 da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A ação, subscrita também pelos advogados Alessandra Moreira dos Santos, Victor Rosa Travancas, Paulo Afonso Cunha e Ralph Anzolin Lichotte, tem como representados o cantor, o coletivo Movimento 342 Artes, a Mídia Ninja, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e demais organizadores ainda a identificar.

No centro da petição está a tese de que o evento configura "showmício" — prática expressamente proibida pelo artigo 39, parágrafo 10, da Lei nº 9.504/1997, com redação dada pela Lei nº 11.300/2006, e pelo artigo 17 da Resolução TSE nº 23.610/2019. A norma veda "a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral". A proibição alcança também eventos transmitidos pela internet e redes sociais.

A representação sustenta que, sob o pretexto de uma "manifestação cultural e democrática", o evento foi estruturado como linha de frente de propaganda eleitoral em benefício direto da candidatura de Lula no segundo turno. Para o advogado, a montagem de infraestrutura de grande porte — palco, sonorização e logística de grande evento — para apresentações musicais com nítida finalidade de captação de votos rompe ilegitimamente a paridade de armas entre os concorrentes e defrauda as regras de financiamento de campanha.

A petição invoca a doutrina de José Jairo Gomes, segundo a qual o objetivo da proibição dos showmícios é obstar que o prestígio e o apelo popular de artistas sejam transmutados em captadores ilícitos de sufrágio, desvirtuando a vontade livre do eleitor.

"Empregar ostensivamente a imagem e a performance de artistas de projeção nacional para atrair público e converter o engajamento festivo em apelo eleitoral direto é o cerne da infração", sustenta a ação.

O PRECEDENTE DE 2022: A ESTRATÉGIA REITERADA

Para demonstrar o elemento subjetivo da conduta, a representação reconstrói um histórico documentado de atuação conjunta dos representados em campanhas anteriores. Em setembro de 2022, Caetano Veloso e outros artistas estrelaram o vídeo e a música "Vira, vira voto", concebidos para engajamento eleitoral em favor da mesma candidatura — produção assinada pela Mídia Ninja e pelo Movimento 342 Artes. No segundo turno daquele ano, o cantor voltou a atuar na linha de frente da campanha, em jingle gravado com paródia de "Não Quero Dinheiro", de Tim Maia.

Segundo a petição, se nas eleições anteriores a conduta se limitou ao ambiente virtual, no pleito atual os representados avançam para a modalidade mais grave da infração: um evento presencial de grande porte em espaço público. O avanço é apresentado como indício de premeditação para contornar a vedação legal — evidenciando o fumus boni iuris e o risco concreto que fundamentariam a concessão da tutela inibitória sem audiência da parte contrária.

O CERCO AO FINANCIAMENTO: VERBAS PÚBLICAS E "CAIXA 2"

Além do pedido de abstenção, a ação requer uma apuração rigorosa sobre a origem dos recursos da estrutura do evento — palco, sonorização, iluminação, geradores, painéis de LED, segurança privada e logística urbana. A petição aponta três suspeitas centrais: eventual uso de recursos públicos ou de leis de incentivo à cultura; tratamento privilegiado pela prefeitura do Rio na concessão de alvarás, isenções de taxas e apoio operacional da Seop, da CET-Rio, da Comlurb e da Guarda Municipal; e doação vedada de pessoa jurídica ou financiamento oculto — o chamado "caixa 2" —, uma vez que a ausência dos custos na prestação de contas parcial da campanha sinalizaria omissão contábil.

O pedido exige que os organizadores apresentem, em 24 horas, a relação completa de fornecedores, contratos, notas fiscais e comprovantes de pagamento, além da identificação de patrocinadores e financiadores. A campanha de Lula deve declarar formalmente se possui conhecimento, anuência ou registro do gasto, sob pena de presunção de ciência prévia prevista no artigo 40-B da Lei das Eleições.

AS MEDIDAS PEDIDAS: ABSTENÇÃO, REMOÇÃO DIGITAL E ASTREINTES

A tutela de urgência requer que os organizadores se abstenham de realizar o evento em Copacabana ou em qualquer outro local com conotação eleitoral, suspendendo imediatamente qualquer montagem de palco, som e iluminação. Em caso de descumprimento, a petição pede multa diária de R$ 100 mil por representado, com requisição de força policial para a desmobilização e responsabilização por crime de desobediência ao artigo 347 do Código Eleitoral.

No campo digital, a ação pede a remoção, em 24 horas, das postagens de convocação individualizadas em anexo, com multa diária de R$ 50 mil às plataformas em caso de descumprimento. A representação ressalva que não vindica censura prévia nem bloqueio genérico de perfis: o pedido recai apenas sobre as URLs que veiculam a convocação do showmício, preservando coberturas jornalísticas e manifestações individuais. Pede ainda a preservação de metadados e registros de conexão por seis meses, e a identificação de eventuais impulsionamentos pagos das publicações.

A BALIZA DO STF: A ADI 5.631

A fundamentação se apoia no julgamento da ADI 5.631 pelo Supremo Tribunal Federal, que declarou a constitucionalidade da proibição do showmício e fixou a linha divisória entre a liberdade individual do artista e a ilegalidade do evento festivo de campanha. Pela tese, o artista pode declarar seu voto, manifestar preferências políticas em entrevistas e redes sociais e participar de eventos de arrecadação formal, com venda de ingressos e recibo eleitoral, nos termos do artigo 23, parágrafo 4º, inciso V, da Lei nº 9.504/1997.

O que fica proibido, pela leitura da petição, é justamente o espetáculo gratuito e aberto em espaço público voltado a animar ou promover candidatura — a natureza do ato de domingo. A jurisprudência do TSE, citada na petição, consolida que a caracterização do showmício prescinde da presença física do candidato no palco, bastando a constatação de convocação pública com apresentações artísticas de renome, infraestrutura típica de show, apelo eleitoral no material de divulgação e finalidade convergente de engajamento.

O CONTEXTO ELEITORAL DO EMBATE

O pedido chega em um cenário de mobilização intensa na reta final do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. No último domingo (12), milhares de apoiadores do presidente lotaram a orla de Copacabana em ato convocado por lideranças estudantis — com a presença de Gilberto Gil na sacada de um prédio na Avenida Atlântica. O ato de Caetano foi marcado justamente para o mesmo dia da manifestação de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, o que aumenta a disputa simbólica entre os dois campos.

Os organizadores do evento apresentam a mobilização como manifestação em defesa da democracia, da liberdade de expressão artística e do direito de reunião pacífica, amparada pelo artigo 5º da Constituição. A balança jurídica agora está no TSE: se a tutela for concedida antes de domingo, o espetáculo será desmobilizado; se negada, o Posto 5 de Copacabana se transformará no palco de um dos maiores atos musicais da eleição — e na prova de fogo da fronteira entre a arte engajada e o showmício proibido.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

O BRASIL CANSOU DE TANTA CORRUÇÃO!!! AGORA É FLÁVIO 22 E PRONTO!!!!

O povo brasileiro merece respeito, honestidade, justiça e um futuro melhor!!! Chega de promessas vazias!!! O Brasil precisa de mudança, coragem e compromisso com a nossa gente!!!

NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL!!! Que a voz do povo seja ouvida e que a esperança de dias melhores volte a brilhar em nossa nação!!!

AGORA É FLÁVIO 22 E PRONTO!!! 🇧🇷

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA E LIBERDADE!!! VAMOS LUTAR POR UM BRASIL MELHOR E MAIS JUSTO!!!


Centrão corre para salvar Hugo Motta e tenta frear o PL

JCO

Os partidos do centrão anunciaram nesta quarta-feira (14) apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A eleição da nova Mesa Diretora será em fevereiro de 2027.

Assinam a nota conjunta União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos.

“O presidente Hugo Motta terá nosso apoio para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição”, diz o texto.

O bloco também promete votar unido na escolha da Mesa. Segundo levantamento divulgado pela imprensa, as siglas somam 245 dos 513 deputados eleitos.

O obstáculo é o PL. O partido elegeu 121 deputados e, a partir de 2027, será a maior bancada da Casa.

A legenda de Flávio Bolsonaro resiste à recondução de Motta e discute lançar candidato próprio, como o deputado Altineu Cortês (RJ).

Ao mesmo tempo, o PL está aberto a negociar com o centrão um acordo que garanta a eleição do senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

Em 2025, Motta foi eleito com 444 votos, numa coalizão de 17 partidos que incluiu o PT e o PL.

Chiquini vê confissão de crime em fala de Janones (veja o vídeo)

JCO

O deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) afirmou nesta quarta-feira (14) que o deputado André Janones (Rede-MG) confessou, em entrevista na GloboNews, o crime de fraude processual.

A acusação veio depois de uma frase do próprio Janones sobre as mensagens apagadas do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.

A advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) havia dito que ele apagou 499 das 1.372 mensagens publicadas no canal.

Na entrevista, Janones foi além: 

“Sobre as mensagens apagadas, eu não acredito que foram 499, deve ter sido muito mais, muito mais mensagens apagadas.”

Para Chiquini, a fala é a confissão de um crime. Segundo ele, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, pediu à área técnica do tribunal que analisasse o canal, e Janones apagou o conteúdo “para ludibriar a investigação”.

“Isso é crime”, afirmou. 

No vídeo, ele leu o artigo 347 do Código Penal, que pune quem altera o estado de coisas durante um processo para enganar o juiz ou o perito.

Chiquini disse que está pedindo ao Ministério Público que apure o caso.

Ele também lembrou que Janones já fechou um acordo para não ser processado e, por isso, não teria direito a outro.

Em 2025, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de não persecução penal de Janones com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nele, o deputado admitiu a “rachadinha” em seu gabinete.

Janones confirmou ter apagado cerca de 500 mensagens, mas nega que o canal tenha sido usado para espalhar desinformação.

No fim do vídeo, Chiquini mandou um recado: 

“O peixe morre pela boca, Janones.”

E completou: 

“Aguarde agora, vai chegar o processo criminal.”

Veja o vídeo:

URGENTE: Grupo Globo demite sumariamente executivo flagrado em conversas com Daniel Vorcaro

JCO 15/10/2026 às 13:55 O Grupo Globo anunciou nesta quinta-feira (15/10) o desligamento de Frederic Kachar, que ocupava o cargo de diretor-...