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sábado, 31 de outubro de 2026

Um novo “8 de janeiro” agora em versão digital à vista?

JCO

A atuação da imprensa brasileira, diga-se, da imprensa militante, após o resultado do 2º turno das eleições presidenciais, voltou a ser foco de desinformação e pilar para desmandos que acontecem no Brasil há sete anos.

Veículos de comunicação e pseudojornalistas conhecidos por sua militância retomaram as rédeas que amparam o sistema que domina a sociedade, totalmente fora do contexto profissional, que despreza a democracia, a liberdade e a república.

Lembrando que um novo Congresso Nacional - Câmara dos Deputados e Senado Federal -, vai tomar posse em fevereiro. Uma nova caça às bruxas está a caminho e com apoio da imprensa venal?

Em Editorial, a Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados - AJOIA Brasil, se manifestou nesta quinta-feira, na defesa do jornalismo brasileiro, da verdade e sociedade.

Leia na íntegra:

Quando a imprensa abandona o jornalismo, quem fiscaliza o poder?
Um editorial sobre o silêncio, o alinhamento de discursos e a responsabilidade histórica da imprensa brasileira.
O que estamos assistindo em parte da velha mídia brasileira merece mais do que indignação: merece uma reflexão profunda sobre o papel do jornalismo em um dos momentos mais delicados da nossa história política.
O esforço de determinados veículos para construir uma narrativa de absoluta normalidade institucional, diante de acontecimentos que exigem explicações, questionamentos e transparência, é, no mínimo, preocupante.
O contorcionismo editorial para transformar questionamentos legítimos em ataques, e fatos incômodos em episódios supostamente superados, revela uma inversão perigosa de prioridades. O jornalismo deixa de investigar os acontecimentos para tentar administrar a percepção do público sobre eles.
Flávio Bolsonaro é apresentado por parte da imprensa como um fujão covarde. Mas onde estão as mesmas perguntas sobre o contexto dos acontecimentos, as acusações de perseguição e os episódios que envolvem personagens e instituições do poder?
E os episódios envolvendo o Banco Master, as investigações sobre irregularidades no INSS e as suspeitas que alcançam pessoas próximas ao poder? Tudo isso merece investigação jornalística independente, sem condenações antecipadas, mas também sem blindagens seletivas.
E chegamos ao processo eleitoral. A decisão inédita do ministro Cristiano Zanin de estender em duas horas a votação, com a consequente suspensão temporária da totalização, é um episódio que merece explicações públicas. Houve também problemas na atualização do painel de resultados no primeiro turno. São acontecimentos distintos que maculam a legitimidade do processo eleitoral, mas que justificam perguntas e cobranças. Afinal, transparência não pode ser uma exigência apenas quando interessa a determinado lado.
É justamente aí que reside o problema.
Não se trata de exigir que jornalistas adotem esta ou aquela posição política. Trata-se de cobrar que façam jornalismo. Que investiguem, confrontem versões, procurem documentos, questionem autoridades e não escolham quais fatos merecem destaque conforme a conveniência editorial.
A impressão que fica é que alguns veículos estão mais preocupados em sustentar uma aparência de normalidade do que em explicar a realidade aos seus leitores e espectadores. E quando a suspeita de interesses comerciais, políticos ou institucionais começa a contaminar a percepção pública, a credibilidade da imprensa paga uma conta muito alta.
Não podemos transformar suspeitas em sentenças, mas tampouco aceitar que perguntas legítimas sejam enterradas pelo silêncio.
A imprensa não existe para tranquilizar o poder. Existe para fiscalizá-lo, e, em especial, manter a sociedade ciente dos fatos.
O Brasil não precisa de jornalistas chapa-branca, de qualquer coloração ideológica. Precisa de profissionais com autonomia, coragem, responsabilidade e compromisso com a verdade factual.
Porque, quando o jornalismo se ajoelha diante do poder, a sociedade perde um dos seus mais importantes instrumentos de defesa.
E uma pergunta fica no ar: se aqueles que deveriam fiscalizar preferem silenciar, quem terá coragem de contar ao brasileiro o que realmente está acontecendo?
A notícia não espera. A verdade também não.

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Compras abaixo de US$ 50 voltarão a ser tributadas em 2027 com início da vigência de novo imposto

JCO

As compras internacionais abaixo de US$ 50 voltarão a ter incidência de imposto federal em 2027 com o início da vigência da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). A informação é da CNN.

O imposto foi criado no âmbito da reforma tributária que substituirá o PIS (Programa de Integração Social), a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)  e o IPI (Imposto sobre o Produto Industrializado).

Atualmente, não há incidência de PIS e Cofins nessas compras, mas com a reforma haverá incidência da CBS, seguindo a premissa que valerá para os produtores nacionais, que pagarão a contribuição.

A alíquota da CBS ainda não está definida, e deve ser sugerida pelo governo federal via lei específica, ainda  a ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Entretanto, o percentual não poderá ser muito diferente da alíquota de referência a ser definida pelo Senado Federal, por meio de Resolução. Esse índice servirá de base para que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios fixem suas alíquotas próprias.

Em 2024, o governo estimou uma alíquota da CBS em 8,8%, mas o percentual deve corresponder ao produto da arrecadação com os três tributos que serão extintos com o ínicio da reforma.

No caso das compras internacionais acima de US$ 50 dólares, que hoje tem incidência de 60% do II (Imposto de Importação), elas deverão ter também a incidência da CBS a partir de 2027.

Nada impede, porém, o governo de reduzir o II sobre compras acima de US$ 50 afim de compensar o percentual da CBS, e manter no atual patamar a carga tributária dessas remessas.

Além da CBS, que é um tributo federal, em 2027 entrarão em vigor também o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e o IS (Imposto Seletivo) - mais conhecido como "imposto do pecado", por incidir apenas sobre bens considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

A alíquota do IBS será definida pelos entes federados, como estados e munícipios, também mirando na manutenção da arrecadação com os dois tributos que serão extintos, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto Sobre Serviços).

Assim como o ICMS, o IBS também incidirá sobre as compras internacionais. Atualmente, a alíquota do ICMS sobre remessas internacionais abaixo de US$ 50 variam entre 17% e 20%, a depender do estado.

Já o IS não incidirá sobre compras internacionais, mas poderá ser cobrado no momento da compra do produto em território nacional. A alíquota deve ser definida pelo governo federal, que precisa enviar um projeto de lei ou editar uma (MP) Medida Provisória para aprovação do Congresso Nacional.

Vale pontuar que o IS se encaixa no "Principio da Noventena", uma regra prevista na Constituição Federal que determina que a cobrança de um tributo recém-criado ou aumentado só pode ocorrer após, no mínimo, 90 dias contados da data de publicação da lei que o instituiu.

Sendo assim, a lei que define a alíquota do IS deve ser sancionada até o fim de setembro. Esse prazo vale também para a edição da MP, que tem força de lei, mas que também precisa ser aprovada pelo Congresso até o fim deste ano.

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Calote na diplomacia brasileira: Governo Lula não paga salários em 13 países

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Servidores de diferentes postos diplomáticos do Itamaraty receberam, nesta semana, um aviso de que repasses financeiros e salários não seriam pagos pelo governo nesta sexta-feira (30). A informação é da coluna Radar, da Revista Veja.

Fontes do Ministério das Relações Exteriores deram a informação de que o atraso na liberação de verbas para salário e custeio de despesas se deve a questões burocráticas relacionadas ao contingenciamento de verbas na máquina federal, mas garantiram que o dinheiro deve chegar na próxima semana.

Segundo fontes da rede de consulados e embaixadas do Brasil no exterior, mais de vinte escritórios — em treze países — em diferentes partes do mundo teriam sido afetados pelo atraso na liberação de verbas.

A tendência é tudo isso só piorar...

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Jornalista esquerdista fala em "prender fiéis e incendiar igrejas" e revolta evangélicos

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O jornalista Helder Maldonado provocou revolta entre evangélicos com um vídeo do canal Galãs Feios sobre igrejas que usam a bandeira de Israel.

Falando como se fosse o candidato eleito, ele disse que quem tivesse a bandeira na igreja seria preso e chamou os fiéis de traidores da pátria.

“Ou você tira ou a gente bota fogo”, afirmou.

Em nota de repúdio, a Frente Parlamentar Brasil-Israel e as frentes evangélicas da Câmara e do Senado lembraram que a Constituição garante a liberdade de crença e protege os locais de culto.

Veja o vídeo:

Moraes dá nova ordem à PF em caso ligado a Anderson Torres

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou a Polícia Federal destruir, em até 48 horas, armas, munições e acessórios apreendidos com o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e com dois ex-chefes da PM do Distrito Federal. A decisão é desta sexta-feira (30).

Ao todo, são oito armas, entre elas uma pistola da própria PM. Para Moraes, as condenações já transitaram em julgado, e os itens não servem mais como prova.

Na mesma decisão, o ministro determinou que a chamada minuta do golpe, achada pela PF na casa de Torres em janeiro de 2023, continue sob custódia da polícia. Segundo ele, o papel é “elemento de prova relevante para a persecução penal”. Torres sempre negou ter escrito o documento, que, segundo ele, iria para o lixo.

A decisão atendeu a um pedido da PF, que em julho perguntou o que fazer com os bens apreendidos, já que a investigação tinha acabado. Torres cumpre pena de 24 anos, imposta pela Primeira Turma do STF.

Operação que prendeu presidente de TCE teria tido início com denúncia de esposa após descobrir amante do marido

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Uma denúncia anônima apresentada ao Ministério Público, supostamente feita pela esposa de um conselheiro após descobrir que uma mulher apontada como amante do marido trabalhava no gabinete dele, teria dado origem às investigações que culminaram na Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (29), no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).

Segundo informações divulgadas pelo portal ‘É Notório’, a investigação apura suspeitas de pagamentos ilegais, irregularidades em contratos administrativos e possível desvio de recursos públicos.

A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e resultou na prisão preventiva do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, e no afastamento cautelar dos conselheiros Guilherme Antônio Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Carvalho de Alencar, além do conselheiro aposentado Valter Albano da Silva.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, policiais federais recolheram dinheiro em espécie, relógios, vinhos e veículos de luxo. A ação mobilizou mais de 180 agentes.

As suspeitas ainda estão em investigação.

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Lula impõe condição ao Centrão para abrir espaço no governo

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O presidente Lula (PT) quer que os partidos do centrão se comprometam a votar com o governo no Congresso para ganhar espaço na Esplanada do quarto mandato.

Para interlocutores do governo, o grupo precisa entregar mais para receber mais cargos. Em várias votações importantes para o Planalto, o centrão rachou.

Lula deve começar a chamar presidentes de partidos para conversar sobre os ministérios na semana que vem, sem reuniões marcadas até agora. Ele está aberto a ouvir até legendas que apoiaram o bolsonarismo no segundo turno.

Enquanto isso, os partidos correm para manter seus espaços. O PSD, neutro no segundo turno, quer continuar com três ministérios, e o MDB tenta preservar pastas de vitrine, como o Ministério das Cidades.

Lula também quer acomodar aliados do PT e parlamentares que ficaram sem mandato. A escolha deve levar algumas semanas.

Mesmo sob intensa pressão, Moraes não cede

JCO 31/10/2026 às 09:15 O ministro Alexandre de Moraes está enfrentando forte pressão de outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ...