Infelizmente, não há muito o que comemorar. Há uma miríade de grupos extremistas rebeldes que derrubaram o ditador, e parece que nenhum deles tem capacidade de manter o poder.
O maior desses grupos, o Hay'at Tahrir al-Sham (HTS), é considerado um grupo terrorista pelo governo americano e tem origens na Al-Qaeda.
Tudo indica que os conflitos internos continuarão, com cada grupo controlando porções do território, como ocorreu na Líbia após a queda de Gaddafi.
Talvez o único lado positivo, além do afastamento de um tirano, seja o enfraquecimento do Irã, que perde uma base operacional no Oriente Médio. No entanto, no médio e longo prazo, a Síria provavelmente continuará sendo antagonista ao Ocidente.
Resumindo, o Oriente Médio segue como um barril de pólvora.
Leandro Ruschel.

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