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(Bloomberg) -- Os ativos brasileiros afundaram depois que uma reunião com Guilherme Mello, secretário de política econômica do governo, não aliviou as preocupações persistentes sobre a trajetória da dívida do país.
O dólar ampliou ganhos durante a tarde de sexta-feira e chegou a subir 1,4%, para R$ 6,09, na máxima. Com isso, o real lidera as perdas em uma cesta de 23 moedas emergentes monitoradas pela Bloomberg. Os juros futuros subiram, com os contratos com vencimento em janeiro de 2029 tendo saltado mais de 40 pontos-base, enquanto contratos semelhantes no México e no Chile registraram queda.
Mello reforçou a aposta no plano fiscal do governo em uma teleconferência com investidores, segundo pessoas presentes. Ele reiterou que as medidas apresentadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva são robustas o suficiente para sustentar o arcabouço fiscal do país, disseram as pessoas, pedindo anonimato porque as discussões são privadas.
O Ministério da Fazenda confirmou que Mello conversou com investidores na sexta-feira.
O dólar atingiu a máxima histórica na semana passada, depois que o pacote de corte de gastos do governo decepcionou os investidores, e avança 20% frente ao real no acumulado do ano.
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