O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (11), “terrível” e disse estar “muito insatisfeito”. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, prometeu resposta por parte dos EUA.
Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova York, com agências
Trump falou sobre o caso ao deixar a Casa Branca para embarcar para Nova York, onde deve assistir a um jogo de beisebol. O presidente dos Estados Unidos comparou a condenação de Bolsonaro aos processos judiciais que ele próprio enfrentou nos EUA.
“Achei que ele foi um bom presidente do Brasil. E é muito surpreendente que isso possa acontecer. Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil”, afirmou.
A maioria da Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e outros sete réus nesta quinta-feira (11) por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão.
Perseguição política
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também prometeu uma resposta de Washington à decisão da Justiça brasileira. Em uma publicação na rede social X, ele acusou o ministro Alexandre de Moraes de perseguição política e disse que os Estados Unidos “responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”.
O Itamaraty reagiu e classificou o post como uma ameaça. Em uma mensagem no X, afirmou que o Brasil continuará defendendo sua democracia contra “agressões e tentativas de interferência”. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que "as instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo."
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, disse que espera novas sanções norte-americanas contra autoridades brasileiras. Segundo ele, “depois do julgamento de Bolsonaro, vai haver uma resposta firme com ações do governo dos EUA contra essa ditadura que está se instalando no Brasil”.
Na última terça-feira (9), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia declarado que os Estados Unidos estão dispostos a “usar meios militares” para “proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, em referência ao julgamento no STF.

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