“Portões abertos” que não são abertos: o ingresso grátis que custa caro em Parnaíba
Mais um acordo nebuloso surge em Parnaíba, agora envolvendo o prefeito e o presidente do clube.
Ontem, o prefeito anunciou com entusiasmo que o jogo teria portões abertos. Porém, desde o primeiro momento, a população já sabia que isso não se sustentaria na prática. O estádio possui capacidade aproximada de 3.500 pessoas sentadas e 500 em pé, e qualquer abertura irrestrita seria imediatamente barrada pelo Corpo de Bombeiros e demais órgãos de segurança, por absoluta irresponsabilidade.
Como previsto, a “marmota” veio no dia seguinte.
Hoje, o clube anunciou regras para aquisição dos supostos ingressos gratuitos, conforme a imagem divulgada. Mas o que se vende como “de graça” não sai de graça, muito pelo contrário.
Como funciona o “ingresso grátis”:
1. O torcedor é obrigado a baixar um aplicativo;
2. Em seguida, precisa se cadastrar no plano White, tornando-se sócio-torcedor;
3. Para isso, paga R$ 19,90, via PIX, boleto ou cartão de crédito;
4. O valor vira mensalidade, com cobrança recorrente;
5. Depois de pagar, ainda precisa levar 1kg de alimento não perecível para retirar o ingresso.
Ou seja:
👉 paga para ser sócio,
👉 paga mensalidade,
👉 compra alimento,
👉e só então assiste ao jogo “gratuito”
Vamos aos números (porque eles não mentem):
Se o estádio receber 3.500 pessoas, todas obrigadas a aderir ao plano:
• 3.500 x R$ 19,90 = R$ 69.650,00
Isso significa que, em um único jogo, o clube pode arrecadar quase R$ 70 mil, sob a narrativa de “portões abertos”.
Nada transparente. Nada espontâneo. Nada gratuito.
O problema não é o clube. É o discurso oficial.
Se a entrada é condicionada a:
• pagamento,
• adesão forçada a plano,
• e contribuição extra,
não é portão aberto.
É cobrança disfarçada, legitimada por discurso político.
Mais grave ainda é o uso do anúncio oficial do prefeito Tik Tok para criar expectativa na população, enquanto, nos bastidores, já se sabia que o acesso livre jamais ocorreria.
Resumindo
O prefeito de Parnaíba prometeu o que sabia que não podia cumprir.
O resultado é mais um episódio de:
• improviso,
• marketing enganoso,
• e acordos pouco claros.
Infelizmente, a cada novo capítulo, a gestão vai se revelando pior do que a encomenda.
vish! é muita controversa
Por Alcione Oliveira


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