Correio do Brasil
Ao ser questionado sobre a inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) no Banco Central (BC), o ministro afirmou que “toda transparência ajuda”.
Por Redação – de Brasília
Ao comentar o escândalo do Banco Master nesta terça-feira, em conversa com jornalistas à chegada no Ministério da Fazenda, o ministro Fernando Haddad (PT) afirmou que o Brasil pode estar diante da maior fraude bancária de todos os tempos, na História do país.
— O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da História do país e temos que tomar todas as cautelas devidas. Garantindo espaço para a defesa se explicar, mas sendo firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público — afirmou Haddad.
Contato
Ao ser questionado sobre a inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) no Banco Central (BC), o ministro afirmou que “toda transparência ajuda”, mas voltou a defender o trabalho da autoridade monetária e do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, com quem disse manter contato diário.
— O trabalho feito pelo Banco Central é tecnicamente muito robusto. Falei com o presidente do TCU (Vital do Rêgo) algumas vezes ao telefone durante a semana passada (e) penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados — acrescentou o ministro.
No mesmo dia em que o BC determinou a liquidação do Master, o presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF).
Ciranda
A denúncia que levou à prisão de Vorcaro fala em carteiras de crédito consignado que teriam sido fraudadas e vendidas para o Banco de Brasília (BRB). O esquema envolveu R$ 12,2 bilhões, segundo a investigação da PF. O BC também identificou um esquema que envolve o uso de fundos de investimento numa ciranda financeira bilionária. Essas operações movimentaram R$ 11,5 bilhões, de acordo com denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF).
O BC suspeita que tais recursos estejam em nome de laranjas ligados ao dono do Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A denúncia trata de atos que ocorreram entre julho de 2023 e julho de 2024, antes do esquema da venda das carteiras relatado na primeira denúncia que embasou a prisão de Vorcaro em novembro passado.
Previdência
Haddad também lembrou dos aportes feitos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), atual responsável por honrar cerca de R$ 41 bilhões em dívidas do Master. O ministro acredita que, por conta desses fatos, o assunto é de interesse público.
Houve, ainda, aplicações não seguradas pelo FGC, que trouxeram perdas diretas para os investidores – entre eles fundos de Previdência de Estados como Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas.
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