ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Medo de perder mercado sul-americano para a China apressou o acordo entre Mercosul e UE

JCO

Depois de 26 anos de negociação União Europeia finalmente aprovou o acordo com o Mercosul. Apesar de alguns países votarem contra a Europa entendeu que não poderia abrir mão desse mercado de mais de 400 milhões de consumidores. Especialmente pela voracidade da China em relação à América do Sul.

Já faz 15 anos que a China ultrapassou o Estados Unidos como principal parceiro comercial do Brasil. Hoje a China compra praticamente um terço (28%) de tudo que o Brasil exporta. A União Europeia apenas 14% e Estados Unidos míseros 11%. Na prática a China é o maior parceiro comercial de toda América do Sul.

No ano 2000 o comércio China América Latina movimentava 12 bilhões de dólares. Atualmente o comércio entre a América Latina e os chineses chega a 500 bilhões de dólares. Um crescimento acachapante de 4.000% em apenas 24 anos. Um incremento médio no comercio bilateral de 166% ao ano, durante quase um quarto de século.

Mas a China não se limita a comprar produtos dos países latinos, ela fortalece os laços com investimentos pesados. Desde 2003 a China investiu 110 bilhões de dólares importados no peru ferrovias na Argentina e energia no Brasil – além de instalar o 5g em todo o Mercosul. Cada passo chinês é um pequeno retrocesso para a Europa. Só no porto de Xangai no Peru o governo de Xi Jinping despejou 3,6 bilhões de dólares – cerca de 18 bilhões de reais. Agora os grãos do cerrado brasileiro podem ir direto para a China sem passar o gargalo do Canal do Panamá.

Isso melhora a logística, diminui sensivelmente os custos de exportação além de criar uma aproximação natural entre essas nações. Enquanto isso a Europa dormia em berço esplêndido durante 26 longos anos. Com a eleição de Donald Trump a disputa por mercados e zonas de influência ficou ainda mais competitiva e a Europa percebeu que se continuasse com mimimi acabaria sendo desmaiada pelas potências China e Estados Unidos.

A América do Sul pode prover todas as necessidades do velho continente: soja, carne, minério de ferro, lítio e acomode-te do momento, as terras raras. Além de um gigantesco mercado consumidor com 450 milhões de consumidores. Praticamente 50% no mercado consumidor europeu. Em janeiro de 2026 o Conselho Europeu finalmente acordou, 21 países votaram a favor apenas cinco contra e uma abstenção. Uma vitória liderada pela Alemanha e pela Espanha; a desmoralizada França de Emanuel Macron perdeu novamente.

Como consequência os carros europeus ficarão mais baratos por aqui, ganham as montadoras europeias. Por outro lado grãos, etanol e carne brasileiros com menos tarifas, trazendo uma chuva de euros para o agronegócio brasileiro e sul-americano. A maioria dos governos europeus entendeu que a atitude aristocrática da França em relação à América do Sul só levaria a mais prejuízo e perda de mercado. Macron ainda esperneia, mas o avanço inevitável, o acordo será assinado no próximo dia 17 em Assunção capital do Paraguai.

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ANTES TARDE DO QUE NUNCA!!! Dia do Pastor na Igreja El Shaday

No último domingo, foi realizado um grandioso culto em homenagem ao Dia do Pastor na Igreja El Shaday, localizada na Rua Anhanguera. Foi uma...