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O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli recuou, atendeu a um pedido da Polícia Federal e autorizou a prorrogação, por mais 60 dias, das investigações que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16) e divulgada pelo tribunal, mantendo o inquérito sob sigilo no gabinete do magistrado, onde tramita desde o ano passado.
Ao justificar a medida, Toffoli destacou que o pedido partiu da autoridade policial e considerou adequadas as razões apresentadas para a extensão do prazo.
“Trata-se de manifestação da autoridade policial, requerendo nova prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 (sessenta) dias. Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, registrou o ministro na decisão.
Pelas regras internas do STF, após a instauração de um inquérito, a Polícia Federal dispõe inicialmente de 60 dias para reunir os elementos necessários à apuração dos fatos, incluindo depoimentos e outras diligências.
O regimento também prevê que esse prazo pode ser estendido pelo relator, desde que haja requerimento fundamentado da PF ou do procurador-geral da República, com a indicação das etapas ainda pendentes.
Como o procedimento corre em sigilo, os argumentos detalhados apresentados pela corporação não foram divulgados. Sabe-se, porém, que os investigadores ainda precisam colher os depoimentos dos envolvidos ao longo deste mês, além de acompanhar a extração e a análise do material apreendido recentemente.

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