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domingo, 4 de janeiro de 2026

Vaza o "desespero" dentro do Planalto com prisão de Maduro

 JCO

O avanço da ofensiva militar determinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em território venezuelano passou a ser acompanhado com forte preocupação pelo governo Lula. No Ministério das Relações Exteriores, a principal apreensão está relacionada à possibilidade de que os ataques se aproximem da fronteira com o Brasil, elevando o risco de instabilidade na região Norte.

Diante do cenário, o petista Lula convocou uma reunião de emergência com integrantes da área de política externa. O encontro teve como objetivo avaliar os impactos da ação norte-americana e discutir alternativas diplomáticas para reduzir os efeitos da crise.

Relatos de membros do alto escalão do Itamaraty indicam que a expansão das operações militares para áreas consideradas sensíveis foi um dos pontos centrais apresentados ao presidente. A avaliação interna é de que o conflito pode ganhar novas proporções, dependendo das próximas decisões de Washington.

“O receio é que as ofensivas avancem para áreas mais sensíveis entre a Venezuela e o Norte do país”, afirmou um embaixador, que falou sob condição de anonimato.

Segundo esse diplomata, há uma leitura de que novas ações militares podem ser desencadeadas caso Trump avalie a ofensiva atual como um sucesso político ou estratégico. Esse entendimento reforça a necessidade de vigilância constante por parte do governo brasileiro.

Dentro do Planalto, também não se descarta um cenário mais amplo de instabilidade regional. Um integrante do governo mencionou a hipótese de deslocamentos militares ou políticos envolvendo outros países da América do Sul.

“Não se pode descartar o risco de intervenções em territórios sul-americanos”, alertou.

Além dos reflexos geopolíticos, há preocupação com impactos internos. De acordo com o mesmo interlocutor, a escalada do conflito pode produzir “impactos no cenário eleitoral de 2026”, a depender da duração e da intensidade da crise na região.

No campo diplomático, fontes do governo relataram que o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, manteve contato com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, logo após o anúncio da ofensiva. A iniciativa buscou abrir um canal de diálogo e encontrar uma alternativa considerada “menos danosa”, com o objetivo de reduzir o nível de tensão.

Como já havia sido definido anteriormente, Lula determinara que a cúpula do Itamaraty responsável pelas relações entre Estados Unidos e América Latina permanecesse de sobreaviso durante o recesso de fim e início de ano. Com a confirmação da ação militar americana, todos os servidores da área foram reconvocados para elaborar cenários e estudar possíveis caminhos diplomáticos para lidar com a crise regional.

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