O senador Hamilton Mourão (Republicanos), general da reserva do Exército, reagiu ao julgamento em andamento no Superior Tribunal Militar (STM) que pode resultar na perda da patente militar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros quatro integrantes das Forças Armadas. Para Mourão, o caso está inserido em um ambiente marcado por “injustiças” e provoca forte desgaste institucional.
Na avaliação do parlamentar, o processo representa uma situação “extremamente desgastante”, sobretudo por envolver militares que, segundo ele, dedicaram toda a carreira profissional ao serviço do país. Mourão argumenta que a análise em curso ultrapassa aspectos técnicos e atinge diretamente a honra militar dos acusados.
"O julgamento acontece na esteira das injustiças ocorridas no processo conduzido ilegalmente pelo STF. No STM serão julgados se infringiram, ou não, a honra militar. Extremamente desgastante para quem dedicou toda uma vida ao Exército e à nação", afirmou ao Metrópoles.
O procedimento no STM decorre de ações propostas pelo Ministério Público Militar (MPM), que pede a perda do oficialato de Jair Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, além dos generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto, e do almirante Almir Garnier. Todos já foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que abriu caminho para a análise específica da conduta sob a ótica da legislação militar.
O Superior Tribunal Militar é composto por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares. As cadeiras militares são distribuídas entre representantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, conforme previsto na estrutura da Corte.

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