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O cantor Bruno Mafra, líder da banda de technobrega Bruno e Trio, foi condenado a 32 anos de prisão por estupro de vulnerável continuado contra duas crianças, de 5 e 9 anos. A decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) foi unânime. A pena foi de 32 anos em regime inicialmente fechado.
Apesar da decisão, o processo ainda cabe recurso, e o cantor, nascido em Belém do Pará, segue respondendo em liberdade.
Em nota publicada nas suas redes sociais na sexta-feira (28), ele nega a acusação e a defesa deve entrar com recurso contra a decisão. “Diante das informações que vêm sendo divulgadas, venho a público afirmar, com total serenidade, que sou inocente das acusações que me estão sendo atribuídas”, escreveu.
Bruno Mafra se consolidou como um dos principais nomes do tecnobrega na região Norte e também ganhou projeção no Nordeste.
O grupo chegou a reunir públicos de até 15 mil pessoas e realizou apresentações em países vizinhos, como Suriname, Guiana Francesa e Venezuela.
Segundo a revista a Isto É, denúncias foram feitas em 2019, mas os crimes teriam ocorrido anos antes, entre 2007 e 2011, em Belém, quando as vítimas tinham entre 5 e 9 anos. Os abusos aconteceram de forma repetida e em diferentes locais, como a residência da família e veículos.
O então acusado se aproveitava da relação de confiança e autoridade paterna para cometer os crimes. Na decisão, a desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias destacou que as provas são contundentes e apontou um padrão nos relatos.
“As vítimas relataram de forma independente e consistente episódios decorridos em ambientes controlados pelo réu, com modus operandi semelhante, caracterizado por isolamento, pedidos de segredo, manipulação psicológica, exibição de material pornográfico, toques íntimos e atos libidinosos, inclusive sexo oral”, disse a magistrada.

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