A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, um delegado federal identificado como Fabrizio Romano. A detenção ocorreu no contexto de uma investigação que apura suspeitas de ligação entre integrantes da política fluminense e a facção criminosa Comando Vermelho.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem do R7, a medida faz parte de uma série de desdobramentos da investigação em curso. A defesa de Romano foi procurada, mas ainda não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.
As apurações ganharam força após a prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A detenção ocorreu em dezembro, durante a Operação Unha e Carne.
Na semana passada, a Polícia Federal concluiu o indiciamento de Bacellar e também do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. De acordo com os investigadores, há suspeitas de que ambos mantinham relação com integrantes da facção criminosa.
Segundo a investigação, os contatos envolveriam o repasse de informações sigilosas que poderiam favorecer atividades do tráfico de drogas.
Outra pessoa indiciada no caso é Flávia Júdice Neto, ex-assessora da Assembleia Legislativa. Ela é parente do desembargador Macário Júdice Neto.
De acordo com a Polícia Federal, Flávia teria transmitido dados sensíveis de investigações relacionadas a TH Joias para integrantes do Comando Vermelho.
O ex-deputado TH Joias está preso desde 3 de setembro. Ele foi detido após suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Os investigadores também atribuem ao ex-parlamentar a negociação de armas, incluindo fuzis e equipamentos antidrones, que teriam sido destinados à organização criminosa. A apuração indica ainda o uso da estrutura do mandato parlamentar para favorecer atividades do grupo.

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