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A The Economist publicou esta semana uma reportagem onde afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) está envolvido em um "enorme escândalo". A revista detalha as conexões financeiras dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. A reportagem destaca que o escritório da mulher de Moraes recebeu R$ 3,6 milhões mensais do Master em contrato de três anos — totalizando até R$ 129 milhões. E que Toffoli é sócio anônimo da Maridt — empresa dirigida por seus irmãos que vendeu fatia em resorts a fundo controlado por Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro.
A The Economist é direta:
"O tribunal tem se mostrado mais intransigente, por vezes interpretando críticas a seus membros como um ataque à própria democracia". Sobre o código de ética proposto por Fachin, a revista foi precisa: "Moraes e Toffoli reagiram imediatamente — ambos afirmam que é desnecessário. Independentemente de suas crenças, seus inimigos no Congresso estão de olho".
A eleição de 2026 se aproxima. Candidatos de direita usam o impeachment de ministros como bandeira. E agora a imprensa internacional — que antes defendia o STF contra Bolsonaro — começa a questionar a corte que diz defender a democracia.

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