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A CPI do Crime Organizado chegou a seu final. O sistema impediu que fosse prorrogada, assim como fez com a CPMI do INSS. Altas autoridades, repletas de poder, fizeram de tudo para obstruir as investigações, da mesma forma como aconteceu na CPMI do INSS. Fica para a sociedade a sensação de que é muito difícil avançar num país em que altas autoridades trabalham para frear avanços institucionais e para blindar a bandalheira e as falcatruas.
Nesse sentido, o relator da CPI do Crime Organizado fez uma breve exposição do final do colegiado e do indiciamento de 3 ministros do STF e do Procurador-Geral da República. Confira:
“Foi protocolado o relatório final da CPI do Crime Organizado. Mesmo atuando sob grandes dificuldades e sem prorrogação de prazo, foi possível realizar um trabalho de diagnóstico da situação do crime organizado no país e das formas de combate adotadas pelo Estado, identificar as falhas e omissões históricas, apresentar sugestões de alterações legislativas relevantes e também indicações direcionadas ao Executivo, em especial ligadas à urgência de expressivo reforço orçamentário e à criação de um ministério específico para cuidar de Segurança Pública. Diante do diagnóstico da situação gravíssima do Rio de Janeiro, foi sugerida nova intervenção federal na Segurança Pública daquele estado, em formato diverso do empregado em 2018. No tocante ao caso Master, considerando-se a alta complexidade e escassez de meios, a opção foi por relatar os fatos identificados, que deverão ser objeto de CPI própria e já são objeto de investigações da Polícia Federal, no que se refere a crimes comuns, e fazer o indiciamento de autoridades pela prática de crimes de responsabilidade. Neste sentido e conforme detalhado no relatório, foram indiciados os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, bem como o PGR Paulo Gonet.”

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