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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Galípolo sofre intensa pressão petista em 3 frentes

JCO

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, é alvo de forte pressão do PT em três frentes. A informação foi confirmada pela coluna de Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo. As cobranças envolvem a condução da política monetária, o papel do BC na campanha eleitoral e o depoimento de Galípolo na CPI do Crime Organizado.

A primeira frente diz respeito à taxa básica de juros. Pessoas do entorno presidencial reconhecem que reduzir a Selic tornou-se inviável diante do conflito no Oriente Médio e do preço do petróleo a US$ 116. Galípolo é responsabilizado por não ter aproveitado uma suposta "janela" de oportunidade antes da guerra. A inflação já estava acima da meta estabelecida antes do início do conflito. A situação fiscal do país não justificava cortes na taxa de juros.

A segunda frente envolve a campanha eleitoral. Um petista próximo de Lula teria afirmado sobre Galípolo que "ele não ajuda nada a campanha". A declaração evidencia a expectativa governamental de que o Banco Central atue em favor da reeleição presidencial. Galípolo foi indicado por Lula para a presidência da instituição. Ele tem se recusado a atender essa demanda política.

A terceira frente de pressão relaciona-se ao depoimento de Galípolo na CPI do Crime Organizado. Durante sua participação, o presidente do BC declarou que "não há nenhum processo de auditoria ou sindicância" que incrimine o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto. A afirmação contrariou o roteiro previamente combinado em março entre Lula e ministros.

O roteiro havia sido acordado em reunião com a participação de Rui Costa, Sidônio Palmeira, Fernando Haddad e o próprio Galípolo. O objetivo era responsabilizar Campos Neto pelo endividamento do Master e pela crise no sistema financeiro. Galípolo optou por não seguir o combinado durante seu depoimento ao vivo.

As reclamações sobre a postura do presidente do BC chegam diretamente a ele. Lula esperava que Galípolo atuasse como executor de uma agenda política ao indicá-lo para o cargo. O presidente do Banco Central tem demonstrado compromisso com a independência institucional da autarquia.

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