Na manhã desta sexta-feira (24), o petista Lula foi submetido a dois procedimentos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. As intervenções envolveram a retirada de uma lesão cancerígena no couro cabeludo e uma aplicação terapêutica no punho direito, destinada ao tratamento de uma tendinite no polegar.
Conforme informado pela equipe médica, ambas as ações ocorreram sem qualquer tipo de complicação.
A intervenção no punho teve como objetivo aliviar um quadro inflamatório associado à tendinite. De acordo com os profissionais responsáveis, trata-se de um procedimento simples, com baixa complexidade, e que não deve comprometer a mobilidade do presidente nos próximos dias.
Já a lesão removida da cabeça foi identificada como carcinoma basocelular, forma mais frequente de câncer de pele e geralmente relacionada à exposição contínua ao sol ao longo dos anos. A dermatologista Cristina Abdala, que conduziu o procedimento, explicou que esse tipo de câncer é restrito à área afetada, sem risco de disseminação para outros órgãos.
"É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento", declarou.
O cardiologista Roberto Kalil Filho, que acompanha a saúde do presidente, também destacou que a retirada da lesão é a medida adequada, sobretudo quando há sinais de crescimento ou agravamento.
"Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção", afirmou.
Por medida de precaução, foi realizada uma biópsia após a remoção da lesão, cujo resultado deverá ser divulgado nos próximos dias. Esse exame é importante para confirmar o diagnóstico e orientar o acompanhamento clínico, embora, neste caso, os médicos já indiquem um cenário considerado controlado.
Veja imagens da lesão de Lula:

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