A verdadeira “briga de rua” travada entre Romeu Zema e o ministro Gilmar Mendes, deu ao ex-governador uma projeção nacional, suficiente para levá-lo a terceira posição nas pesquisas de opinião pública. A tendência é crescer e possivelmente chegar até aos dois dígitos.
O posicionamento atual de Zema ajuda bastante a campanha de Flávio. Seu movimento põe no cenário um dos principais alvos do bolsonarismo, o Supremo, sem que Flávio necessite se expor. E isso ocorre em um momento em que Flávio tenta demonstrar ponderação e se afastar do perfil mais agressivo do pai, para conquistar uma faixa do eleitorado que não assimila esses ataques mais furiosos, e que, por isso, Jair Bolsonaro nunca conseguiu penetrar.
Se essa estratégia tivesse sido combinada, não daria tão certo.
Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

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