Em 2020, antes de ser nomeado por Lula para comandar o IBGE, o economista petista Marcio Pochmann usou as redes sociais para atacar o Pix, hoje uma das ferramentas mais populares do sistema financeiro brasileiro, lembra o jornalista Danuzio Neto.
Na época, Pochmann classificou o Pix como “mais um passo na via neocolonial” e insinuou que o sistema de pagamentos instantâneos faria parte de um suposto projeto de “protetorado” financeiro ligado aos Estados Unidos, em linha com o discurso ideológico da esquerda contra o Banco Central independente.
As críticas vieram bem antes de o governo Lula tentar se apropriar politicamente do sucesso do Pix, reivindicando a paternidade da ferramenta e usando o tema em discursos públicos, apesar de o sistema ter sido concebido e implementado sob outras gestões no Banco Central.
A indicação de Pochmann para o IBGE foi cercada de controvérsias justamente por esse histórico de declarações contra o Pix, defesa de aumento drástico de impostos e propostas heterodoxas de política econômica, o que alimentou o temor de aparelhamento político de um órgão técnico.
Hoje, o contraste entre o ataque de 2020 e o discurso atual do governo reforça a percepção de incoerência na narrativa oficial sobre o Pix, especialmente entre eleitores que acompanham de perto temas econômicos e de política monetária.

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