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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Julgamento de Eduardo pode não ser transmitido pela TV Justiça e o motivo é inacreditável

JCO

O que ora acontece na TV Justiça parece ser um retrato da situação do Poder Judiciário brasileiro.

Uma greve dos profissionais da Rádio e TV Justiça iniciada nesta segunda-feira (15) já começou a atingir a programação oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) e pode comprometer a cobertura do julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, marcado para as 14h desta terça-feira (16), na Primeira Turma da Corte.

Desde a madrugada de hoje, jornalistas, radialistas e demais trabalhadores terceirizados vinculados à Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) cruzaram os braços em protesto contra atrasos salariais, falta de pagamento de benefícios e mais de dez meses sem recolhimento do FGTS.

A adesão ao movimento afetou a produção própria das emissoras. O telejornal Justiça Agora não foi exibido pela manhã e, segundo relatos dos trabalhadores, não há condições operacionais para a realização de transmissões ao vivo diante da amplitude da paralisação.

A mobilização ocorre justamente na véspera de um dos julgamentos mais sensíveis da pauta recente do STF. A Primeira Turma analisará a ação penal em que Eduardo Bolsonaro é acusado pela Procuradoria–Geral da República de suposta coação no curso do processo. O caso tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Nos bastidores, os trabalhadores cobram garantias concretas para o pagamento de verbas rescisórias e demais débitos trabalhistas acumulados pela Fundac, cujo contrato com o Supremo termina em 31 de julho.

A crise ganhou contornos ainda mais preocupantes após a própria fundação admitir dificuldades financeiras. Em reunião realizada na semana passada, uma interventora da entidade informou aos funcionários que a instituição operava com saldo negativo em conta.

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