O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu, nesta terça-feira (9), a análise do recurso relacionado à decisão que determinou a suspensão de uma pesquisa eleitoral bizarra do instituto AtlasIntel. O levantamento, divulgado em maio, apontava estranhamente uma redução nas intenções de voto do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A paralisação do julgamento ocorreu após pedido de vista apresentado pela ministra Estela Aranha, que solicitou mais tempo para examinar o caso. Com isso, permanece válida a decisão individual do presidente da Corte e relator do processo, ministro Kassio Nunes Marques, responsável por determinar a retirada do conteúdo e a suspensão de sua divulgação.
Ainda não há data definida para a retomada da análise pelo plenário do TSE. Durante a sessão, ministros destacaram que a discussão ultrapassa o caso específico e pode influenciar os parâmetros aplicáveis às futuras pesquisas eleitorais.
Ao longo do debate, Kassio Nunes Marques informou que pretende abrir um canal de diálogo entre a Justiça Eleitoral e os institutos de pesquisa para discutir critérios metodológicos e procedimentos relacionados aos levantamentos divulgados em períodos eleitorais.
O ministro André Mendonça, em seu voto, destacou a responsabilidade dos institutos na preservação da credibilidade do processo eleitoral.
“Toda busca da nossa parte para trazer regramento justo e equânime para o processo eleitoral. Independentemente do resultado que venhamos a ter do caso específico, não apenas declaremos o direito à luz dessa realidade específica, redobramos consciência dos institutos que exercem perante a Justiça e a sociedade. agentes de cooperação de imparcialidade e lisura do processo”, disse.

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