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sábado, 13 de junho de 2026

Líder de facção que foi classificada como "terrorista" por Trump é brutalmente "eliminado" pelos EUA

JCO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (13) a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero", apontado como o principal líder da facção criminosa Tren de Aragua. Segundo o chefe da Casa Branca, a ação foi conduzida pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) por meio de um "ataque cinético rápido e letal".

Em publicação divulgada na plataforma Truth Social, Trump afirmou que a operação representa mais um passo na estratégia adotada por seu governo contra organizações criminosas internacionais. O presidente destacou que cumpriu a promessa de classificar o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira e de ampliar o combate aos cartéis.

"No início da minha administração, cumpri minha promessa de designar o Tren de Aragua como uma Organização Terrorista Estrangeira, deportar milhares de criminosos malignos e travar guerra contra os Cartéis, que há muito travam guerra contra nossos cidadãos, enquanto líderes fracos deixavam a América indefesa", escreveu Trump.

O mandatário também informou que compartilhou um vídeo relacionado à operação em sua rede social e agradeceu a cooperação das autoridades venezuelanas durante a ação conjunta com o Comando Sul. Segundo ele, a ofensiva eliminou um dos principais pontos de apoio da facção.

"Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar e, sob minha liderança, encontraremos esses assassinos cruéis e traficantes de drogas a qualquer momento, em qualquer lugar, e os enviaremos às profundezas do inferno, onde pertencem."

Durante a publicação, Trump aproveitou para fazer críticas ao ex-presidente Joe Biden, acusando a gestão anterior de fragilizar a segurança na fronteira sul dos Estados Unidos. O republicano declarou que a entrada irregular de criminosos estrangeiros teria contribuído para o aumento da violência em território americano.

Ao comentar a operação, o presidente citou os casos de Laken Riley, de 22 anos, e Jocelyn Nungaray, de 12 anos, vítimas de crimes que ganharam grande repercussão nos Estados Unidos. Em referência a elas, afirmou:

"Com esta ação, os militares dos Estados Unidos trouxeram retribuição para elas, suas famílias e seus entes queridos."

O Tren de Aragua é considerado pelo governo americano uma organização terrorista estrangeira. Héctor Rusthenford Guerrero Flores respondia a acusações em um tribunal federal de Nova York por conspiração para extorsão (racketeering) e outros crimes relacionados ao apoio e financiamento de atividades terroristas, em investigações que abrangem mais de uma década.

Na época das acusações, o procurador dos Estados Unidos Jay Clayton afirmou que a facção era responsável por uma série de crimes violentos, incluindo extorsão e tráfico de drogas, com atuação na América do Norte, América do Sul e Europa. O Departamento de Estado americano também oferecia recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à captura do líder criminoso.

A organização teve origem há mais de dez anos em uma penitenciária localizada no Estado venezuelano de Aragua e ampliou sua presença internacional acompanhando os fluxos migratórios de venezuelanos para outros países da América Latina e para os Estados Unidos. De acordo com análises do centro de estudos InSight Crime, entretanto, o grupo não possui participação em larga escala no contrabando internacional de cocaína, diferentemente de outras organizações criminosas atuantes na região.

Ao longo dos últimos meses, Trump e integrantes de sua administração passaram a atribuir ao Tren de Aragua parte dos problemas relacionados à violência urbana e ao tráfico de drogas em cidades americanas. O presidente também sustentou, em diversas ocasiões, que a facção teria ligação direta com o governo de Nicolás Maduro, embora essa alegação tenha sido contestada por um relatório desclassificado da inteligência dos Estados Unidos.

Além das sanções e operações direcionadas aos líderes da organização, a atual administração americana ampliou as ações militares e de segurança contra estruturas utilizadas pelo grupo. Entre as medidas anunciadas estão ataques contra pequenas embarcações suspeitas de participação em rotas de narcotráfico no Oceano Pacífico Oriental e no Mar do Caribe, como parte da estratégia de enfrentamento aos chamados "narcoterroristas".

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