Uma falsa herdeira, que se passava por advogada, foi presa nesta quarta-feira (3), durante a operação Tela Falsa, da Delegacia de Defraudações (DDEF) do Rio de Janeiro. A mulher é suspeita de envolvimento num esquema criminoso de estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação fraudulenta de obras de arte e um imóvel de alto padrão em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O prejuízo causado ultrapassa R$ 2 milhões. A mulher se apresentava como herdeira de um grande patrimônio e, assim, teria convencido a vítima a participar de supostos negócios.
Agentes cumprem mandados de busca e apreensão e de prisão em endereços ligados aos alvos em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana.
A mulher presa tem 17 passagens pela polícia. Ela, que é a principal investigada, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima. De acordo com as apurações, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir a vítima a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros.
Além dos prejuízos financeiros, os investigadores apuram o desaparecimento e a negociação não autorizada de obras de arte pertencentes à vítima.
A Operação Tela Falsa busca localizar bens relacionados aos crimes, rastrear a destinação dos valores obtidos e identificar todos os envolvidos na suposta organização criminosa.
O material apreendido será analisado pelos investigadores para auxiliar na reconstrução do fluxo financeiro e na responsabilização dos suspeitos.

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