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sexta-feira, 19 de junho de 2026

URGENTE: Moraes toma nova decisão sobre Bolsonaro

JCO

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento no inquérito que investiga uma pistola registrada em seu nome e localizada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial no Distrito Federal.

A oitiva foi autorizada para ocorrer presencialmente no dia 23 de junho, às 15h, na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, em Brasília. A decisão foi assinada por Moraes nesta sexta-feira (19/6).

A investigação está sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, vinculada à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Os investigadores solicitaram autorização ao STF para ouvir o ex-presidente no âmbito do procedimento que apura as circunstâncias envolvendo o armamento.

Na decisão, Moraes destacou que o depoimento deverá ocorrer presencialmente devido às restrições impostas ao ex-presidente.

“A oitiva, entretanto, deverá ser realizada presencialmente, no dia 23 de junho de 2026 (terça feira), às 15h e no endereço onde o depoente cumpre prisão domiciliar humanitária, uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas”, escreveu o ministro.

Além da autorização para o depoimento, Moraes requisitou informações adicionais à defesa de Bolsonaro. O magistrado quer esclarecimentos sobre a eventual contratação de um profissional de saúde para acompanhá-lo durante o período noturno e também questionou se os agentes responsáveis por sua segurança são dispensados diariamente durante a noite.

O caso que motivou o inquérito teve início na última segunda-feira (15/6), quando policiais militares apreenderam a arma durante uma blitz realizada no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava em posse do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante do GSI.

Segundo relato do policial militar responsável pela abordagem, o militar informou trabalhar para Bolsonaro e declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente. Em depoimento, o sargento afirmou que havia recebido a arma naquele mesmo dia para verificar uma falha mecânica e que pretendia devolvê-la após concluir o serviço de manutenção.

Diante dos fatos, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a posse e a circulação da arma, comunicando formalmente a investigação ao Supremo Tribunal Federal.

Em manifestação encaminhada à Corte, Bolsonaro sustentou que entregou a pistola ao agente depois de identificar um problema mecânico no armamento, versão que deverá ser detalhada durante o depoimento marcado para a próxima semana.

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