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Lula tem utilizado o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, para realizar reuniões focadas exclusivamente na organização da sua pré-campanha eleitoral. Os encontros políticos ocorrem de forma regular nas noites de terça-feira e reúnem a cúpula petista.
Segundo apuração da Revista Veja, as articulações são comandadas pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e chegam a envolver até 20 pessoas dentro do palácio mantido com recursos públicos, com o objetivo de traçar os rumos da disputa de 2026.
O uso da estrutura do Estado para fins eleitorais gerou forte reação da oposição e da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que acusou o Tribunal Superior Eleitoral de atuar com dois pesos e duas medidas no rigor das punições.
Durante as eleições de 2022, o TSE proibiu estritamente que Bolsonaro realizasse transmissões ao vivo de cunho eleitoral de dentro do Palácio da Alvorada. Agora, diante da mobilização de Lula no mesmo espaço, a Corte mantém silêncio, levantando questionamentos sobre a segurança jurídica das regras.
Para parlamentares, a omissão do Judiciário evidencia uma grave blindagem institucional ao atual governo, permitindo que o petista utilize a máquina pública para antecipar o debate eleitoral sem sofrer qualquer tipo de sanção ou constrangimento.

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