O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou que todos os atos envolvendo a investigação da fraude bilionária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sejam comunicados formalmente ao processo sobre o caso que corre na Corte. A ordem foi dada para a Polícia Federal (PF) e sinaliza um movimento de aumento de controle na investigação.
Com isso, a PF deve informar no processo qualquer mudança na equipe responsável pelo caso, assim como depoimentos, diligências e perícias realizadas. O ministro também cobrou a entrega de relatórios periódicos e regulares sobre o avanço das investigações. De acordo com a colunista, a nova ordem de Mendonça não foi vista com bons olhos por ala da PF, que vê uma interferência no trabalho investigativo. Agentes entendem que o controle caberia à Procuradoria-Geral da República (PGR). Procuradores também teriam ficado insatisfeitos.
O ministro teria tomado a decisão após ter sido pego de surpresa com mudanças recentes na equipe da Polícia Federal que cuida da fraude no INSS. Em maio, houve troca na coordenação do caso dentro da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor). A PF atribuiu a mudança de competência a questões meramente administrativas.
O inquérito corria na Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde que instaurado e passou a ser conduzido pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, onde estão habitualmente os casos em que investigados têm foro especial por prerrogativa de função.

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