19/08/2026 às 11:56
Então comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior promoveu, em 24 de agosto de 2022, um jantar em sua residência que reuniu os demais chefes das Forças Armadas, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e o procurador-geral da República à época, Augusto Aras.
O então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, não participou do encontro. Segundo Baptista Júnior, a iniciativa partiu da cúpula militar diante da preocupação com uma possível ruptura institucional e com a maneira como integrantes dos Três Poderes estavam conduzindo uma crise que, meses depois, culminaria na suposta tentativa de golpe de Estado.
"Basicamente, nós falamos para eles o seguinte: 'Ministro, cada um aqui tem que acalmar a tensão na sua instituição, porque está parecendo que só os militares estão preocupados com a ruptura e que as muitas outras pessoas dessas e outras instituições ainda não entenderam a gravidade do que está acontecendo'", disse Baptista Júnior em entrevista ao UOL.
O ex-comandante também afirmou que havia, naquele período, um cenário de forte tensão entre diferentes instituições.
"Quem se pretende ser chamado de 'excelência' precisa tomar cuidado com isso —em todas [as instituições], eu não estou mandando recado, estou falando em tese porque vi esse fogo cruzado", completou.
Na época, o comandante chegou a ameaçar dar voz de prisão a Bolsonaro durante uma ruenião.

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