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A reação do procurador-geral da República foi a pior possível. Paulo Gonet rejeitou o pedido de explicações feito pelo ministro André Mendonça no caso envolvendo mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e classificou o despacho como “ilegal”.
Mendonça havia solicitado uma manifestação da PGR sobre uma conversa em que Vorcaro mencionaria a necessidade de “proteção” de “Paulo” e “Andrei”, nomes interpretados pela Polícia Federal como referências a Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Em sua resposta, Gonet afirma que um ministro relator não teria competência para determinar diligências investigativas e exigir esclarecimentos de autoridades de forma individual, sem provocação do Ministério Público.
O procurador-geral também defende a anulação do relatório da PF e o arquivamento do caso, enquanto a investigação segue para análise do plenário do Supremo Tribunal Federal.

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