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domingo, 27 de setembro de 2026

Morre vice-prefeita acusada de usar verba para fazer "amarração amorosa"

JCO

Vice-prefeita de Ribeira, Juliana Maria Teixeira da Costa, morreu aos 40 anos na manhã deste sábado (26), após um acidente no interior de São Paulo. A morte foi comunicada pela Prefeitura de Ribeira, que publicou uma nota de pesar nas redes sociais.

Juliana deixa dois filhos. Em comunicado, a administração municipal lamentou a morte e destacou a atuação da vice-prefeita no município.

“De uma forma trágica e precoce, nos despedimos de nossa vice-prefeita Juliana Maria Teixeira, que deixa dois filhos”, diz trecho do comunicado oficial. 
“Sua partida precoce deixa um vazio imenso e nossa cidade órfã de sua presença, de seu sorriso, de sua amizade e da dedicação com que trabalhou por Ribeira. Ficam os projetos, as conquistas, as histórias compartilhadas e, principalmente, a lembrança de uma mulher que fez diferença na vida de tantas pessoas”, destacou a nota.

A prefeitura também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e moradores de Ribeira e encerrou a homenagem com a mensagem:

“Ribeira jamais te esquecerá, Juliana!”

Denúncia do Ministério Público

A morte ocorreu enquanto Juliana era alvo de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo a acusação, ela teria integrado uma associação criminosa entre 2021 e 2024 voltada a supostas fraudes em licitações relacionadas à área da Saúde do município. As investigações mencionam possíveis irregularidades em processos de contratação, utilização de notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos.

Entre as acusações apresentadas pela Promotoria estava a de que R$ 41,2 mil em recursos públicos teriam sido utilizados para custear uma suposta “amarração amorosa”. Conforme a investigação, o objetivo do trabalho espiritual seria interferir na relação afetiva de um homem ligado à área da Saúde e afastá-lo de sua esposa. O pagamento teria sido realizado por meio da empresa W.F.

A Justiça havia determinado a suspensão de contratos públicos que estavam sob suspeita de irregularidades. O caso também envolveu uma mulher identificada como Mentora Samantha, apontada como responsável pelo trabalho espiritual.

Em declaração anterior, a própria Mentora Samantha afirmou que o custo total do trabalho teria chegado a R$ 380 mil e relatou ter enfrentado prejuízo financeiro.

“Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade ia dar ele por inteiro para ela”, declarou na época.

As acusações contra Juliana ainda estavam relacionadas a uma investigação sobre possíveis irregularidades em contratos públicos. As suspeitas apresentadas pelo Ministério Público não equivalem, por si só, a uma condenação judicial.

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