A seis dias do primeiro turno das eleições de 2026, as mais recentes sondagens nacionais revelam um embate extremamente próximo em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Embora ambos os nomes concentrem a preferência de eleitores no cenário mais provável de um confronto direto, a oscilação de cada um nas pesquisas indica que a disputa continua em aberto, sem vantagem consolidada.
Uma compilação englobou dez levantamentos distintos, todos realizados entre os dias 9 e 27 de setembro. Nesse conjunto, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em cinco estudos, enquanto o presidente Lula lidera em quatro, e há ainda um caso de empate técnico, em que ambos alcançaram percentuais idênticos. Esses resultados refletem, portanto, um equilíbrio que deve ser observado de perto até o início do pleito.
As variações entre os percentuais atribuídos a Lula e Flávio oscilam de 0,3 ponto percentual—registrado na pesquisa da AtlasIntel—a até 7 pontos percentuais, constatações apresentadas pelos levantamentos Gerp e CNT/MDA. As margens de erro dessas sondagens diferem conforme cada instituto, variando entre 1 e 2,5 pontos percentuais. Esse intervalo de incerteza reforça a necessidade de cautela ao comparar diretamente os números de uma mesma série.
Os estudos completos analisados foram produzidos pelos seguintes institutos: Gerp, Futura, PoderData/Aya, Quaest, American Analytics/TimesBrasil/CNBC, AtlasIntel, BTG/Nexus, Datafolha, CNT/MDA e Real Time Big Data. Cada um desses levantamentos apresenta metodologia própria, incluindo critérios para amostragem, período de coleta e forma de entrevistas, o que contribui para as diferenças observadas nos resultados.
Em função dos distintos desenhos metodológicos, os percentuais não devem ser interpretados como uma série única e contínua nem comparados como se fossem resultados homogêneos de um mesmo estudo. Aspectos como abrangência regional, questionário aplicado, universo investigado e tipo de mídia utilizada na coleta impactam diretamente os números finais de intenção de voto.
A compilação considera exclusivamente pesquisas de âmbito nacional, com entrevistas realizadas de 9 a 23 de setembro de 2026, todas devidamente registradas no Tribunal Superior Eleitoral. Esses registros formam a base oficial para a divulgação dos estudos eleitorais, garantindo transparência e conformidade com os prazos legais antes da votação.
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