O empresário Amauri Rodrigues Pinha foi citado neste sábado (17) pela sócia de Lulinha, Roberta Luchsinger, pelo seu envolvimento com o governo federal. Ele é presidente do Conselho de Administração da ECB (Empresa Construtora Brasil), parte do Grupo Mota-Engil. Roberta afirma que a companhia acumula contratos de R$ 2 bilhões no governo desde que o Amauri assumiu a presidência do grupo, em janeiro de 2025.
Luchsinger citou Pinha ao ser questionada durante entrevista à CNN Brasil se ela tinha alguma informação sobre a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), no acerto do contrato de uma construtora com o governo federal. A lobista respondeu que sim:
“Até onde sei, quem se tornou presidente dessa empresa no Brasil é o vizinho dele, o Amauri, o Amauri Pinha”.
A lobista não diz explicitamente se há alguma ilegalidade envolvendo Pinha e a ECB. Afirma que há um contrato de R$ 2 bilhões da empresa com o governo federal e sugere que só houve um acordo porque o executivo é próximo de Lulinha:
“Isso tem que ser questionado. O presidente da República tem que questionar”.
Amauri é formado em engenharia eletrotécnica pela Faculdade de Engenharia Industrial. Também é mestre em administração financeira pela FGV.
Ele assumiu a presidência do Conselho de Administração da ECB em janeiro de 2025. Antes, trabalhou de 1988 a 2010 na Construtora Camargo Corrêa, onde atuou como diretor. De 2012 a 2014, foi CEO da AG-Dangote, uma joint-venture da Andrade Gutierrez na África. Seu último cargo antes de assumir a ECB foi o de diretor-geral da empresa de consultoria ARPinha, onde passou 10 anos (2015-2025).
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