A Seleção Brasileira perdeu para o Uruguai, nesta terça-feira (17/10), por 2 x 0, em partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Assim, o Brasil caiu para a terceira posição do torneio, com sete pontos.
Ainda no 1º tempo, Neymar deixou o campo chorando na maca, após sentir lesão no joelho esquerdo (foto em destaque). O camisa 10 da Seleção Brasileira se machucou ao tentar uma jogada individual no meio do campo. O atleta deixou o campo após o atendimento médico.
Os gols da partida
O Uruguai abriu o placar aos 41º minutos do 1º tempo, com Darwin Núñez. Maximiliano Araújo fez boa jogada pela esquerda, foi ao fundo e cruzou para o atacante cabecear de peixinho, no canto direito de Ederson.
E aos 31′ do 2º tempo, a definição. Darwin Núñez recebeu na área após arremesso de lateral, venceu a disputa com Casemiro e Gabriel Magalhães junto à linha de fundo e conseguiu cruzar para De la Cruz bater para o gol na pequena área.
São Paulo – O Comando Militar do Sudeste (CMSE) informou na noite desta terça-feira (17/10) que liberou a maior parte da tropa que estava aquartelada após o furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Cerca de 160 militares continuam sem poder voltar para casa.
Conforme revelou o Metrópoles, 13 metralhadoras calibre ponto 50, capazes de derrubar aeronaves, e 8 de calibre 7,62 foram furtadas por criminosos ainda não identificados na quarta-feira (11/10).
Desde então, cerca de 480 militares eram mantidos no quartel para a apuração do caso. Com o avanço da investigação interna, 320 militares foram liberados uma semana após o desvio das armas.
Segundo o CMSE, a situação agora passou de “estado de prontidão” para “sobreaviso”. “O que significa uma redução do efetivo da tropa aquartelada”, afirma o comunicado do Exército. “A investigação segue em curso e está sob sigilo”, diz a nota do Comando Militar.
O Ministério da Saúde da Palestina defendeu, inicialmente, que o ataque ao hospital teria sido provocado por bombardeios de Israel. O posicionamento se baseia, principalmente, nas ações militares das Forças Armadas israelenses contra a Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas desde 2007.
Palestinos deixam suas casas em segurança em meio aos destroços de edifícios destruídos após o ataque aéreo israelense no bairro de Tel al-Hawa enquanto os ataques israelenses continuam no 10º dia na Faixa de Gaza em 16 de outubro de 2023 Ali Jadallah /Anadolu via Getty Images
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Corpos de pessoas mortas em ataque aéreo ao Hospital Batista Al-Ahli, são levados ao Hospital Al-Shifa na cidade de Gaza Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
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Corpos de pessoas mortas em ataque aéreo ao Hospital Batista Al-Ahli, são levados ao Hospital Al-Shifa na cidade de Gaza Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
Dezenas de pessoas feridas estão sendo levadas para o Hospital Al-Shifa após o ataque aéreo ao Hospital Batista Al-Ahli na cidade de Gaza @Alolmoh/Reprodução
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Dezenas de pessoas feridas estão sendo levadas para o Hospital Al-Shifa após o ataque aéreo ao Hospital Batista Al-Ahli na cidade de Gaza @Alolmoh/Reprodução
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Dezenas de pessoas feridas estão sendo levadas para o Hospital Al-Shifa após o ataque aéreo no Hospital Batista Al-Ahli na cidade de Gaza Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
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Israel continua a enviar soldados, tanques e veículos blindados perto da fronteira de Gaza em Ashkelon, Israel, em 16 de outubro de 2023 Saeed Qaq/Anadolu via Getty Images
Cidadãos palestinos inspecionam sua casa destruída durante os ataques israelenses no sul da Faixa de Gaza em 16 de outubro de 2023 em Khan Yunis, Gaza Ahmad Hasaballah/Getty Images
Uma visão da devastação na cidade de Beit Hanoun da cidade israelense de Sderot após ataques aéreos israelenses em 16 de outubro de 2023 Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images
Equipes de defesa civil e moradores locais tentam resgatar pessoas dos escombros da casa destruída de uma família palestina atingida por um ataque aéreo israelense em Khan Yunis, Gaza, em 16 de outubro de 2023 Belal Khaled/Anadolu via Imagens Getty
Criança palestina ferida é transportada para o Hospital Naseer após ataque aéreo israelense enquanto os ataques israelenses continuam no 10º dia em Khan Yunis, Faixa de Gaza, em 16 de outubro de 2023 Mustafa Hassona/Anadolu via Getty Images
Equipes de defesa civil e residentes lançam uma operação de busca e resgate em torno dos escombros de edifícios destruídos enquanto os ataques israelenses continuam no 10º dia em Rafah, Gaza, em 16 de outubro de 2023 Rahim Khatib/Anadolu através da Getty Images
Palestinos deixam suas casas em segurança em meio aos destroços de edifícios destruídos após o ataque aéreo israelense no bairro de Tel al-Hawa enquanto os ataques israelenses continuam no 10º dia na Faixa de Gaza em 16 de outubro de 2023 Ali Jadallah /Anadolu via Getty Images
A Jihad Islâmica é uma organização militante que desempenha importante papel no conflito entre Israel e Palestina. Fundada na década de 1980, ela é conhecida pela postura radical e pelas ligações estreitas com o Irã.
Logo, não há uma informação concreta sobre quem seria o autor do ataque contra o hospital de Gaza. Organizações internacionais se manifestaram sobre o bombardeio, mas não responsabilizaram nenhum grupo ou país.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde da Palestina, o hospital também abrigava pessoas que tentavam deixar o norte da cidade de Gaza após ultimato dos militares de Israel. As autoridades palestinas informaram que pelo menos 500 pessoas morreram devido ao atentado, mas nenhum órgão internacional apresentou número de vítimas.
Arte / Metrópoles
O bombardeio ocorreu no início da tarde desta terça. As primeiras informações divulgadas pelo governo de Israel responsabilizaram a Jihad Islâmica pelo ataque e afirmaram que os foguetes foram disparados em direção a Israel.
“A partir da análise dos sistemas operacionais das IDF, foi identificado o disparo de foguetes inimigos em direção a Israel, que passava pelas proximidades do hospital, quando este foi atingido. De acordo com informações de inteligência, de diversas fontes de que dispomos, a organização terrorista Jihad Islâmica é responsável pelo disparo fracassado que atingiu o hospital”, divulgou o perfil oficial de Israel.
Além do texto, a conta governamental israelense compartilhou um vídeo de câmeras de segurança que não mostra o ataque, mas é atribuído ao bombardeio. As imagens passaram a ser compartilhadas por grupos apoiadores das Forças Armadas de Israel; no entanto, foram retiradas das redes sociais.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, informou que conversou com o rei Abdullah II, da Jordânia, e Benjamin Netanyahu. O político acrescentou ainda que o governo norte-americano irá investigar a explosão.
“Eu estou indignado e triste pela explosão no hospital de Al Ahli em Gaza e pela terrível perda de vidas. Assim que ouvi a notícia, eu conversei com o rei Abdullah II, da Jordânia, e o primeiro-ministro Netanyahu, de Israel, e determinei que minha equipe de segurança nacional siga juntando informações sobre o que ocorreu exatamente”, ressaltou o presidente norte-americano.
“Os EUA defendem a proteção da vida de civis e nós lamentamos pelos pacientes, pela equipe médica e pelos demais inocentes mortos ou feridos nessa tragédia”, completou Biden.
O professor de geografia política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Vitor de Pieri explica que a Jihad Islâmica é um grupo que atua em Gaza, mas é considerado inferior ao Hamas, tanto em armamento como em contingentes.
“A Jihad Islâmica é um grupo que atua em Gaza, um grupo de resistentes e de insurgentes, bem menor que o Hamas”, explica.
Desinformação na guerra
Não é a primeira vez que informações divulgadas por autoridades israelenses tentam retratar a realidade sobre o conflito.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel chegou a divulgar imagens de supostos bebês decapitados por membros do Hamas. “O Hamas é desumano. O Hamas é o ISIS [Estado Islâmico]”, compartilhou o gabinete de Netanyahu.
Não só autoridades de Israel, mas o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também afirmou que teve acesso a fotos que mostram integrantes do Hamas “decapitando crianças” em meio à guerra contra Israel.
“É importante que os americanos saibam disso. Nunca pensei que veria isso. Imagens confirmadas de terroristas decapitando crianças”, afirmou Biden durante encontro com lideranças judaicas.
Apesar da grande repercussão dos “bebês decapitados”, o governo de Israel defendeu que não é possível confirmar que membros do Hamas decapitaram bebês durante o ataque de 7 de outubro, em Israel. No entanto, o comando israelence informou à CNN que houve, sim, decapitações, mas “não podemos confirmar se as vítimas eram homens ou mulheres, soldados ou civis, adultos ou crianças”.
Não só o governo de Israel, mas funcionários da Casa Branca admitiram que o presidente norte-americano não viu imagens, e também não confirmou de forma independente que o Hamas teria decapitado crianças israelenses.
Por sua vez, o Hamas negou que tenha decapitado cerca de 40 bebês e crianças na comunidade de Kfar Aza. A informação sobre a decapitação de bebês foi divulgada inicialmente por uma repórter da emissora i24News