segunda-feira, 1 de julho de 2024
XXII SÃO JOÃO DA PARNAÍBA - BOI ADULTO - DECISÕES
Polícia de SP prende Batata, chefe do PCC que foi solto pelo STJ Superior Tribunal de Justiça liberou o criminoso no ano passado
Pleno.News - 01/07/2024 13h27 | atualizado em 01/07/2024 14h33

A Polícia Militar de São Paulo prendeu Leonardo Vinci Alves de Lima, conhecido como Batata, apontado como um dos líderes do crime organizado no estado. O traficante condenado passou quatro anos preso, mas foi colocado em liberdade no ano passado, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A nova prisão se deu no último sábado (29).
A prisão foi efetuada por uma equipe das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) em Mongaguá, no litoral paulista, durante uma confraternização familiar. Junto do procurado, os policiais encontraram dinheiro em espécie e um documento de identidade falsificado.
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De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Batata ocupa função de liderança na organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo responsável por coordenar o tráfico de drogas na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo.
Em 2020, Batata foi condenado pela Justiça a dez anos de prisão por tráfico de drogas, depois de ser flagrado com 2 quilos de cocaína por policiais militares na Vila Andrade, Zona Sul da capital paulista, no ano anterior. Em junho de 2023, porém, a condenação foi anulada pelo ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ, que considerou as provas irregulares.
No entendimento do ministro, a busca pessoal feita pelos policiais que o prenderam foi motivada unicamente pelo nervosismo do suspeito durante a abordagem. Por esse motivo, acabou anulando as provas e mandou soltar o suposto líder do PCC, que cumpria pena na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior.
Posteriormente, a sexta Turma do STJ decidiu restabelecer a condenação, e Batata passou a ser considerado foragido.
Ele deve ser encaminhado a alguma penitenciária de segurança máxima para cumprir pena. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) foi procurada, mas não informou se a unidade já foi definida.
O criminoso é um dos 175 acusados no maior processo da história contra o PCC, aberto em 2013 após denúncia do Ministério Público Estadual. Na época, interceptações telefônicas identificaram que Batata atuava como intermediário entre a cúpula da facção e demais chefes em prisões e nas ruas.
Procurada, a defesa de Lima disse que ele é inocente e que a prisão ocorreu fora do horário permitido. O advogado Pedro Andrey Campos Rodrigues também afirma que o documento falso não foi utilizado, e que o suspeito não pode ser responsabilizado penalmente por isso.
*AE
O Grande Teatro Boliviano ou Todos estão “Jodidos”
JCO

Inicio o texto dessa semana com o poema do escritor Primo Levi intitulado “Para Adolf Eichmann”, o carrasco nazista que foi preso na Argentina em 1960 e foi levado a julgamento:
“... E você chegou, nosso precioso inimigo,/ Você, criatura deserta, homem cercado de morte./ O que saberá dizer agora, diante de nossa assembleia? /Jurará por um deus? Mas que deus?/ Saltará contente sobre o túmulo?/ Ou se lamentará, como o homem operoso por fim se lamenta,/ A quem a vida foi breve para tão longa arte,/ De sua terrível arte incompleta,/ Dos treze milhões que ainda vivem”?
O escritor Robson Camargo no texto “O Espetáculo do Melodrama” define “Teatro” como "lugar aonde se vai para ver" e “onde, simultaneamente, acontece o drama como seu complemento visto, real e imaginário. Assim, o representado no palco é imaginado de outras formas pela plateia. Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade teatral: “quem vê”, “o que se vê”, “e o imaginado”.
Nesse espaço tudo pode ter mais de um sentido.
Afirmam os historiadores que a Bolívia é um picadeiro que em mais de 200 anos de historia já teve 194 tentativas de golpes. É um palco onde os espectadores de todo mundo, espantados, observam o desenrolar do próximo enredo ou do próximo golpe. Como um moto-continuo eterno violando todas as Leis da Termodinâmica, os atores que desempenham os papeis no Palco Boliviano se revezam todos os anos, desde a Independência, para os espectadores do país e do mundo, apoiando-se na primeira tríade do Teatro: “quem vê”.
Assim, nessa quarta-feira (26), uma nova-velha peça foi encenada: mais uma tentativa de golpe de Estado.
O personagem principal, general Juan José Zuñiga, que no dia anterior tinha sido afastado do cargo de comandante do Exército após fazer ameaças ao ex-presidente Evo Morales - ele afirmou que prenderia Morales caso o ex-presidente volte ao poder.
Pela trama que se desenrolou aos olhos dos espectadores, Evo Morales, o cocaleiro que implantou o socialismo no país, quer voltar ao poder de qualquer jeito e isso deixou o General irritado.
Juan José Zuñiga, o General abespinhado e defensor da democracia, cercou a Praça Murillo no centro de La Paz, onde fica a sede do Executivo, o Palácio Quemado, e o Congresso com tropas e blindados.
A intenção era prender todos e tomar o poder. Segundo o General, dessa forma ele estaria defendendo e preservando a democracia. Armou-se uma tremenda confusão, quase igual aos sambas de Zeca Pagodinho.
Zuñiga entrou no Palácio e deu de cara com o presidente Luis Arce Catacora. Amigavelmente os dois bateram um papo e a partir daí tudo voltou ao normal.
Nem o Presidente foi preso e destituído, nem o golpe aconteceu. Zuñiga, estranhamente, deu meia-volta com seus homens e blindados camuflados e foi embora.
Mais tarde o Presidente Arce Catacora apareceu na televisão afirmando que “deu um pito no General” e por tabela substituiu todos os ministros militares.
A plateia boliviana e mundial nada entendeu.
Mais tarde o Presidente mandou prender o General e disse que ele havia arquitetado um golpe de estado.
- “O que vimos hoje na Bolívia foi um episódio embaraçoso que mostra a decadência do governo liderado pelo Movimento ao Socialismo, MAS, que pretendeu fazer um show midiático com um suposto autogolpe, com características ridículas“, diz o cientista político boliviano Santiago Terceros, que vive em Santa Cruz de la Sierra.
- “Um golpe de Estado implica a tomada de poder, nesse caso, por parte do Exército. Mas nunca na história se viu o presidente que está para ser derrotado conversar na porta do palácio presidencial com aquele que pretende derrubá-lo“, diz Terceros.
Antes de seguir para prisão o General deu uma entrevista aos meios de comunicação e admitiu que “tudo não passou de uma encenação”:
- “Vou falar em detalhes. No domingo, na escola La Salle, encontrei-me com o presidente (Luis Arce Catacora) e ele me disse que a situação estava muito jodida” (fodida) e que esta semana seria crítica. ‘Então, é necessário preparar algo para aumentar minha popularidade’, ele me disse. ‘Devemos retirar os veículos blindados?’ perguntei a ele. ‘Tire os blindados’, disse o presidente. E a partir do domingo, os veículos blindados começaram a descer: seis Cascavéis e seis Urutus. Mais catorze Zetas do regimento de Achacachi”, disse Zuñiga, em uma entrevista que foi registrada em vídeo. (Revista Crusoé - “General boliviano admite encenação a mando do presidente”).
E Levaram o General para cadeia. Agora o Presidente Arce afirma que o General está mentindo, que existem dezenas de conspiradores que serão presos.
Essa foi a segunda Tríade do Teatro: “o que se vê”.
Nesse lugar cheio de ambiguidades surge a terceira tríade: “o imaginado”.
O público, surpreso com o desenrolar dos acontecimentos tenta descobrir qual é a verdade nestes acontecimentos e imagina que ninguém leva tanques e soldados armados até os dentes, cerca e invade um palácio, encontra o Presidente, sem nenhum soldado ou segurança para lhe proteger, sem nenhuma arma, e o Presidente com o dedo em riste dá uma tremenda reprimenda no General e o manda de volta, depois manda prendê-lo.
O Presidente Arce deve ser um super-homem.
Então o General apreendido afirma que tudo não passou de uma encenação. E nossa imaginação vai mais longe, pois o Presidente jura que o General mente. Mas, se o General mente, por que ele levou tanques e soldados armados para dar um golpe? Se ele não havia combinado antes com o Presidente, por que faria isto?
E vai mais longe nossa imaginação nessa Terceira Tríade Teatral. O Presidente, astuciosamente, armou a cena para dois desfechos e manipulou o General. O fato é que não haveria golpe, mas tão somente a “autoridade” do Presidente Arce que desarmado e sozinho debelou o golpe que não aconteceria, tanto é que o General deu meia-volta e foi embora.
Ora, o Presidente então mudou os planos: mandou prender o General, pois viu nesse ato um ganho maior. Quando o General viu que a prisão era verdadeira, abriu o bico. Mas aí já era tarde, qualquer versão dada para o acontecimento encurrala o General como golpista e deixa o Presidente livre para prender todos os que participaram do Grande Teatro Boliviano e divulgar qualquer versão do ato que lhe interessa e ainda receber solidariedade de todos os presidentes dos países onde predomina a democracia, posando de herói.
Toda essa encenação lembra o Grande Expurgo de Stalin na antiga União Soviética, episódio de perseguição sob o pretexto de atividades contrarrevolucionarias, que atingiu 13 dos 15 generais de três estrelas, oito de nove almirantes e 154 dos 186 comandantes de divisão — às vésperas da Segunda Guerra, as forças armadas do país ficaram acéfalas. Os acusados eram amigos de Stalin, mas o Ditador precisava do comando total.
Essa ostentação de poder de Arce, lembrando Stalin, é típica do ditador que almeja permanecer eternamente no poder. Com um detalhe: todos são adeptos da ideologia comuna/socialista que já matou mais de 100 milhões de pessoas nos lugares onde foi instalada e em 2006, através do índio cocaleiro Morales, cravou as garras no coração da pobre Bolívia e lá ficou como o corvo de Poe, grasnando:
- “Nunca mais”.
Os “comunas” necessitam sempre de representação teatral para se manter no governo. Não interessa se é por mentiras ou por traições, é necessário apenas encontrar militares corruptos, generais gananciosos, civis sem-vergonha, jornalistas vendidos, imprensa amiga e a cena Teatral é montada.
O final é sempre “jodido”.
E assim termina o poema “Para Adolf Eichmann”:
-“ Ó filho da morte, não lhe desejamos a morte./ Que você viva tanto quanto ninguém nunca viveu: / Que viva insone cinco milhões de noites, / E que toda noite lhe visite a dor de cada um que viu/ Encerrar-se a porta que barrou o caminho de volta,/ O breu crescer em torno de si, o ar carregar-se de morte”.
Bom final de semana a todos.
Carlos Sampaio
Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
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