Durante a audiência em que foi ouvido o general Gonçalves Dias, o advogado Jeffrey Chiquini questionou o militar se no dia 8 de janeiro havia tropa de prontidão para evitar o que ocorreu.
Surpreendentemente, G. Dias respondeu positivamente.
Chiquini resolveu avançar e tentou questionar:
“Quando os invasores chegaram...”
Moraes interrompeu:
“Quando os golpistas chegaram. Não são vândalos, são golpistas condenados. Quando os golpistas chegaram as imagens são muito claras. O senhor deveria ter acompanhado.”
Chiquini então detonou:
“Mas qual imagem? As 190 ou as duas fornecidas?”
A discussão prosseguiu, Moraes chegou a gaguejar e perder a voz, até que, sem saída, cassou a voz do destemido advogado.
Pleno.News - 24/07/2025 08h12 | atualizado em 24/07/2025 08h15
Alexandre de Moraes Foto: EFE/Andre Borges
Em mais um capítulo do embate entre Brasil e Estados Unidos, uma entidade sediada na Flórida pediu à Justiça americana que envie ao Departamento de Estado os autos do processo que contesta decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Legal Help 4 You LLC, que atua na área de assessoria jurídica, quer que o governo de Donald Trump considere a aplicação de sanções ao magistrado brasileiro e a outros integrantes da Corte por violações de direitos humanos. O pedido não cita que outros ministros, além de Moraes, poderiam ser alvo da ofensiva. Procurado, o STF não comentou.
O pedido da Legal Help 4 You LLC foi apresentado dentro da ação movida contra Moraes pela Trump Media, empresa ligada ao presidente dos EUA, e pela plataforma de vídeos Rumble que tramita desde fevereiro em um tribunal federal na Flórida. A entidade atua como amicus curiae, um terceiro interessado no processo.
Na petição, protocolada na última terça (22), a entidade fundamenta o pedido na Lei Global Magnitsky, que permite punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. A solicitação se apoia em trecho da lei que autoriza indivíduos ou entidades a apresentar denúncias ao Departamento de Estado diretamente ou por meio de processos judiciais em andamento.
Segundo os advogados da entidade, as ordens de Moraes para bloquear perfis em redes sociais, como o do comentarista Rodrigo Constantino, violam garantias constitucionais e configuram abusos que justificariam as sanções. Eles afirmam que as ações do ministro são “arbitrárias, ilegais e ofensivas à consciência moral”.
– Os autores respeitosamente solicitam que o tribunal encaminhe as evidências ao Departamento de Estado dos EUA para consideração de possíveis sanções contra Alexandre de Moraes e outros membros do STF – diz o documento.
A Lei Magnitsky já foi usada para punir autoridades de diversos países, mas nunca havia sido acionada nesse tipo de disputa com o Brasil. A legislação prevê sanções como bloqueio de contas e bens em solo americano, cancelamento de visto e proibição de entrar no país.
Em comunicado recente, o secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, afirma que as sanções de revogação de vistos abrangeu Alexandre de Moraes e “seus aliados no Tribunal” e familiares.
Com base nessa formulação genérica, a mídia vem especulando que estariam na lista os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Os únicos nomes que não teriam sido afetados, segundo essa interpretação, seriam André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
Outras autoridades também foram mencionadas em listas não confirmadas, entre elas: Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal), Fábio Schor (delegado da PF), Paulo Gonet (procurador-geral da República), Ricardo Lewandowski (ministro da Justiça e ex-membro do STF) e Rodrigo Pacheco (senador pelo PSD-MG).
Até o momento, nenhuma dessas informações foi oficialmente confirmada pelo Departamento de Estado norte-americano.
Pelo visto, muitos dos "alvos" de Trump vão descobrir da pior forma que não podem entrar nos EUA.
E correm o risco de punição ainda mais severa nos próximos dias.
Uma das mais conhecidas articulistas de O Globo, Malu Gaspar, percebendo o buraco em que o ministro Alexandre de Moraes está enfiando o país, em artigo publicado nesta quinta-feira (24), mesmo que com notória parcialidade, escancara os devaneios, ilegalidades e absurdos praticados pelo ministro Alexandre de Moraes e ressalta a passividade dos demais ministros:
“A questão é que Moraes não entrou nessa armadilha sozinho. Desde bem antes do início do processo da trama golpista, quase todo o tribunal, tão vocal em algumas situações, ou se cala ou o apoia incondicionalmente, mesmo que cometa erros ou exageros — como quando, a pretexto de impedir o funcionamento do X no Brasil, ordenou que as lojas virtuais da Apple e do Google bloqueassem o acesso a aplicativos do tipo VPN, que poderiam ser usados para driblar a proibição.
Como esses sistemas são essenciais para o funcionamento de muitos negócios, bloqueá-los no Brasil é simplesmente inviável. Assim, a ordem não foi cumprida, e Moraes acabou por revogá-la sem maiores explicações.
Nenhum ministro disse nada, tampouco, quando Moraes determinou busca, apreensão e quebra de sigilo bancário e digital de oito empresários que trocaram mensagens privadas num grupo de WhatsApp defendendo um golpe de Estado caso Lula ganhasse a eleição. Apesar do tom golpista, as mensagens, tornadas públicas numa reportagem, não tinham nenhuma consequência prática. Moraes, porém, escreveu:
‘Essas condutas, de elevado grau de periculosidade, se revelam não apenas como meros ‘crimes de opinião’, eis que os investigados, no contexto da organização criminosa sob análise, funcionam como líderes, incitando a prática de diversos crimes e influenciando diversas outras pessoas, ainda que não integrantes da organização, a praticarem delitos’.
Um ano depois, o próprio ministro arquivou o processo, anotando que ‘a suspeita carece de elementos indiciários mínimos’. E ficou por isso mesmo.”
Diante desse cenário que beira a catástrofe econômica, a conclusão de Malu Gaspar não é honesta, mas revela o grau de desespero:
“Ao responder com o fígado a provocações que deveriam ser tratadas de forma técnica, ele caiu na cilada montada por Trump e Bolsonaro.”
Marcos Melo - 23/07/2025 15h57 | atualizado em 23/07/2025 17h30
Bia Lula e Rubinho Nunes Foto: Reprodução/Rede social X; Foto: Mônica Alves | CMSP
O vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União Brasil) exibiu em suas redes sociais, nesta quarta-feira (23), um vídeo publicado pela neta do presidente Lula, Maria Beatriz Lula da Silva Sato Rosa, no qual ela tenta obter ganho político para o avô construindo narrativa sobre o Pix. Maria Beatriz também condena o “imperialismo americano”, cometendo enorme gafe.
Rubinho Nunes expôs os erros cometidos pela petista, disse que ela “mentiu” sobre o Pix e “não sabe nada de história”. O parlamentar observou que o Brasil não poderia ser explorado pelos EUA há 500 anos, como disse a neta de Lula, porque o país norte-americano só possui 249 anos.
– Neta de Lula mente sobre o Pix e não sabe nada de história. Disse que o Brasil é explorado pelos EUA há 500 anos. Detalhe: os EUA só existem há 249 anos e passaram mais de 100 como colônia da Inglaterra… enquanto o Brasil era colônia de Portugal. Aula básica, querida!
Quanto ao Pix, implementado no governo Jair Bolsonaro (PL), em 2020, Rubinho destacou:
– Até outro dia o PT queria monitorar o Pix pra ferrar pequenos empreendedores e arrancar imposto. Agora Lula virou o “herói” do Pix?
Maria Beatriz declarou que o Pix não foi criado por Bolsonaro, mas por técnicos do Banco Central.
Seguindo a lógica, o vereador declarou:
– E já que ela diz que o Pix foi criado por técnicos do Banco Central, vamos aplicar o mesmo raciocínio: Lula nunca criou nada. Quem fez o Minha Casa Minha Vida foram os pedreiros. Quem construiu as estradas foram os engenheiros. O governo só carimbou e fez propaganda.
No fim da publicação, o político fez um duro questionamento à neta do presidente Lula.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impor medidas cautelares contra Jair Bolsonaro (PL) tornou o líder conservador o primeiro ex-presidente brasileiro a ser submetido ao monitoramento eletrônico antes mesmo de sua condenação.
O Brasil já teve dois ex-chefes do Executivo presos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor, ambos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Enquanto o petista nunca foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, Collor chegou a usar o dispositivo, mas somente depois que já havia sido condenado e estava migrando para a prisão domiciliar.
Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra Bolsonaro por ordem de Moraes. Além de determinar buscas, o ministro ordenou que o ex-presidente permaneça em casa entre 19h e 6h da manhã nos dias de semana, e integralmente nos fins de semana, feriados e dias de folga.
Bolsonaro também não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, nem com outros réus e investigados pelo Supremo, incluindo seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos.
O deputado Eduardo Bolsonaro publicou uma "NOTA PÚBLICA" em suas redes sociais:
"Diante da formação de uma comitiva de senadores brasileiros que pretende vir aos Estados Unidos para tratar da Tarifa-Moraes imposta pelo presidente Trump, registro de forma categórica e inequívoca que tais parlamentares não falam em nome do Presidente Jair Bolsonaro.
Essa iniciativa me parece seguir o padrão de sempre: políticos que visam adiar o enfrentamento dos problemas reais, vendendo a falsa ideia de uma 'vitória diplomática' enquanto ignoram o cerne da questão institucional brasileira.
Trata-se de um gesto de desrespeito à clareza da carta do Presidente Trump, que foi explícito ao apontar os caminhos que o Brasil deve percorrer internamente para restaurar a normalidade democrática. Buscar interlocução sem que o país tenha feito sequer o gesto mínimo de retomar suas liberdades fundamentais - como garantir liberdade de expressão e cessar perseguições políticas - é vazio de legitimidade. O constrangimento se agrava com a presença de senadores ligados ao partido de Lula, político que sistematicamente adota posturas hostis aos EUA.
Reafirmo que não tenho qualquer vínculo com essa iniciativa parlamentar, fadada ao fracasso. Mas confesso até simpatizar com a ideia de que venham: não por acreditar que terão sucesso, mas porque poderão constatar que aquilo que eu e Paulo Figueiredo temos dito - não há sequer início de discussão sem anistia ampla, geral e irrestrita!