ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Castro prepara o “golpe de misericórdia”

JCO

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), coordena uma campanha internacional para que os Estados Unidos classifiquem o Comando Vermelho (CV) como organização terrorista. A iniciativa, em andamento há pelo menos seis meses, conta com apoio de outros governadores brasileiros alinhados à direita e busca aplicar sanções econômicas contra a facção criminosa.

A estratégia pretende replicar medidas já adotadas pelo governo norte-americano contra organizações como o cartel mexicano Los Zetas e o grupo venezuelano Tren de Aragua, permitindo ações mais efetivas contra as estruturas financeiras dessas organizações.

No primeiro trimestre de 2025, a administração fluminense enviou à Embaixada dos EUA um documento confidencial defendendo a proposta. O relatório, intitulado "Análise Estratégica: Inclusão do Comando Vermelho nas Listas de Sanções e Designações dos EUA", descreve a facção brasileira como "sofisticada, transnacional e brutal".

O documento argumenta que a classificação como grupo "terrorista" facilitaria processos de extradição de líderes do CV escondidos em países vizinhos, especialmente no Paraguai e na Bolívia, onde a organização mantém operações.

A proposta também prevê cooperação direta com organizações internacionais como a Interpol, a DEA, o Departamento Federal de Investigação dos EUA e a ONU para combater o tráfico de drogas e armas controlados pelo grupo criminoso.

Um ponto importante destacado no relatório enviado por Castro é o impacto das sanções sobre a rede econômica do Comando Vermelho. Se aprovada, empresas de fachada e parceiros financeiros da organização no exterior seriam diretamente afetados pelas restrições americanas.

Em Brasília, o governo de Lula da Silva demonstra preocupação com possíveis consequências negativas da medida. A avaliação é que instituições financeiras brasileiras poderiam ser prejudicadas caso tenham alguma conexão, mesmo indireta, com contas sob investigação relacionadas ao CV.

O governo federal teme que bancos do Brasil possam ser excluídos do Swift, sistema global de pagamentos interbancários, se forem incluídos no regime de sanções americano. Assessores de Lula expressam receio de que os EUA utilizem a classificação como pretexto para intervenções em território brasileiro.

Em maio deste ano, David Gamble, assessor do Departamento de Estado dos EUA, visitou o Brasil para discutir sanções contra redes criminosas transnacionais. A visita evidenciou tensões sobre o tema, já que nenhum representante da Polícia Federal brasileira participou de reuniões com o enviado americano.

Milei troca evento de Lula por outro bem mais atraente, ao lado de Trump e Messi

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O presidente da Argentina, Javier Milei, decidiu não participar da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, evento preparatório da COP30, que será sediada em Belém (PA). Em vez disso, Milei viaja nesta quarta-feira (5) para os Estados Unidos, onde participará do American Business Forum, realizado em Miami, ao lado de Donald Trump, Lionel Messi e outros convidados.

De acordo com a CNN Brasil, fontes da Casa Rosada confirmaram que Milei discursará no evento norte-americano e depois seguirá para Nova Iorque.

Na sequência, o presidente argentino irá à Bolívia para acompanhar a posse do novo presidente, Rodrigo Paz, no sábado (8).

O fórum empresarial contará também com a presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e do prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado.

Castro vai pra cima, faz movimento arriscado e põe Moraes na defensiva

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O ministro Alexandre de Moraes evitou manifestar posição sobre a proposta de classificar o Comando Vermelho como organização terrorista durante encontro com o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. O almoço privado ocorreu nesta segunda-feira (3) no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.

Durante a reunião, Castro apresentou argumentos defendendo a iniciativa que ele e outros governadores de orientação política à direita vêm promovendo. O governador fluminense aproveitou a discussão sobre os desafios no combate ao crime organizado para expor sua argumentação favorável à reclassificação do Comando Vermelho e outras facções criminosas.

O governo do Rio de Janeiro desenvolve essa estratégia desde o início de 2025. Como parte das ações, representantes da administração estadual entregaram à embaixada dos Estados Unidos em Brasília um documento listando possíveis benefícios que a mudança na classificação traria para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil.

No material apresentado aos diplomatas americanos, a equipe do governador solicitou que as facções criminosas sejam submetidas às mesmas sanções aplicadas pelo Escritório de Controle de Ativos Financeiros (OFAC), órgão do governo norte-americano. As medidas incluem bloqueio de bens e penalidades a instituições financeiras e empresas.

Moraes adotou postura cautelosa diante das colocações de Castro. O ministro reconheceu a importância do debate e afirmou mais de uma vez que o tema merece discussão, mas não entrou no mérito da proposta nem expressou posição definida sobre a questão.

A abordagem do governador poderia ser considerada arriscada, pois o próprio ministro Alexandre de Moraes foi incluído pelo governo Trump entre os possíveis alvos das mesmas sanções financeiras agora propostas para organizações criminosas. A iniciativa de Castro, no entanto, não provocou reações negativas por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal.

URGENTE: Nova operação contra o Comando Vermelho cancela um CPF e prende 35 criminosos

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Parece que o objetivo é não dar mais tréguas para as facções criminosas.

Nesse sentido, a Polícia Civil deflagrou operação simultânea na Bahia e no Ceará nesta terça-feira (4) para desarticular estrutura financeira e armada do Comando Vermelho que atua nos dois estados. A ação resultou na detenção de 35 suspeitos e na morte de um indivíduo durante confronto. Nenhum policial foi ferido ou morto durante os procedimentos.

Batizada de "Freedom", a operação abrangeu diversos bairros de Salvador, como Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca, além dos municípios baianos de Aratuípe e Ilhéus, e da cidade de Eusébio, no Ceará. As equipes trabalham para cumprir mais de 90 ordens judiciais expedidas contra membros da organização criminosa.

"A Freedom tem como foco enfraquecer a estrutura criminosa, apreender armas e bens, prender lideranças e interromper o fluxo de recursos ilícitos usados para sustentar o domínio territorial e a prática de homicídios", declarou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em homicídios e expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras localidades baianas. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indica que os resultados da operação podem contribuir para esclarecer aproximadamente 30 assassinatos ocorridos na capital baiana.

A Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias vinculadas ao grupo investigado. As autoridades ainda não divulgaram o valor total dos recursos congelados nem detalharam os itens apreendidos durante as diligências.

Mais de 400 agentes das polícias Civil e Militar participam da mobilização. O Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Bahia atua em coordenação com sua contraparte cearense, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-BA).

A força-tarefa integra diversas unidades especializadas, incluindo o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) e o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic). A Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) também executam ações na operação.

A Polícia Militar disponibilizou efetivos de elite como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Unidades táticas como Batalhão Gêmeos, Apolo, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e Esquadrão Águia complementam o aparato de segurança. A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Polo) e as Rondesp Central, Atlântico e BTS também participam das ações.

Polícia revela ficha corrida dos 2 adolescentes mortos na megaoperação no Rio e o resultado é chocante

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A Polícia Civil do Rio identificou um adolescente de 14 anos entre os 117 suspeitos mortos na megaoperação realizada na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. O jovem, natural de Nova Iguaçu, consta na lista de 115 identidades já confirmadas pela corporação. Na mesma operação, outro menor de idade, de 17 anos, também foi morto.

Segundo a Polícia Civil, o adolescente de 14 anos aparece em publicações nas redes sociais que "demonstram o envolvimento com o tráfico de drogas". Uma das imagens analisadas mostra o jovem no Complexo do Alemão com um fuzil.

O outro menor, de 17 anos, possuía antecedentes por associação ao tráfico e tinha um mandado de busca e apreensão em aberto até o momento da operação, conforme informou a Polícia Civil. As autoridades afirmaram que ele também foi fotografado portando armamento pesado.

A lista dos mortos inclui 12 pessoas apontadas como lideranças regionais do Comando Vermelho (CV) em diferentes estados brasileiros. Entre esses líderes, quatro são da Bahia, três de Goiás, dois do Pará, dois do Amazonas e um do Maranhão.

Fernando Henrique dos Santos, 29 anos, conhecido como Perequito ou Fernandinho, era considerado um dos principais comandantes do CV em Goiás. A polícia o classificava como de "alta periculosidade". Também de Goiás, Adan Pablo Alves de Oliveira, 28 anos, liderava o grupo denominado "Bonde do Madruga".

Na Bahia, Fabio Francisco Santana Sales, 31 anos, era apontado como o principal líder do CV em Feira de Santana. Da mesma cidade, Diogo Garcez Santos Silva, 31 anos, conhecido como DG, exercia liderança local na facção e tinha influência nas atividades criminosas no Complexo da Penha.

Emerson Pereira Solidade, 27 anos, conhecido como Piter ou Pity, outro baiano identificado entre os mortos, atuava como líder do CV na cidade mineira de Jacinto, próxima à divisa com a Bahia. A polícia afirmou que ele mantinha comunicação direta com integrantes do CV no Rio.

As investigações indicam que Piter participava do repasse de drogas e armamentos para Minas Gerais e Bahia. Seu histórico criminal incluía acusações de porte ilegal de arma, tráfico, associação para o tráfico e homicídio.

Castro acertou “dois coelhos” com uma cajadada só...

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Depois da operação no Rio, Castro teve diminuição da rejeição, com aumento de 10 pontos percentuais na aceitação publica, ganhando milhões de seguidores. Já as avaliações do governo federal despencaram em popularidade, respingando em decisões antigas do Supremo.

Os outros governadores em período pré eleitoral, também vão entrar para jogar. Acredito que nos próximos meses todos vão  preparar operações de desmonte do crime em seus estados. Com o narcotráfico sem grana para financiar indiretamente as campanhas, os caras matam dois coelhos.

O cerco contra Cláudio Castro e a iminente “sabotagem”

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Está armado o cerco para neutralizar as operações de combate ao crime organizado no RJ.

Por um lado, o TSE desarquivou a ação que pede a cassação do mandato do governador, o deixando acuado.

Por outro lado, Lewandowski montou o gabinete de ação conjunta entre governo federal e governo estadual, no qual o governo Lula sabotará as ações das polícias estaduais.

Acuado pelo STF, o governador ficou impossibilitado de recusar a intervenção do governo federal.

A única coisa que se pode fazer agora é ir listando as sabotagens, para jogar no ventilador ou reportar aos EUA.

Ricardo Santi.

Operação Poço de Lobato: R$ 26 bilhões desviados e bloqueio de R$ 10,1 bilhões atingem grupo Refit

 JCO 28/11/2025 às 20:09 Uma ação conjunta de 621 agentes de órgãos como Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, Polícia Civil e M...